Backpacker: Sul da Itália – Reggio Calábria e Sicília

Saímos de Madri super cedo e fomos rumo a Itália (novamente). O destino dessa vez foi o Sul, mais precisamente bem na ponta da bota. O motivo da nossa ida até lá (além de conhecer, é claro) era resolver de vez o lance do passaporte italiano do Rick. Fomos nos encontrar com a Andrea – amiga e advogada do nosso processo de cidadania italiana. Rick resolveu dar entrada no passaporte por lá, uma vez que no Brasil foi tudo muito burocrático, pra variar. De Madri fomos até Roma e de Roma pegamos um trem para Reggio Calabria, uma pena não ter dado tempo de dar uma paradinha em Roma, queria muito ter visitado mais uma vez aquela cidade louca e incrivelmente histórica. Chegamos em Reggio super cedo, a Dea foi buscar a gente na estação e posso dizer que foram dias divertidíssimos com ela, conheci uma Itália diferente e incrivelmente tão bela quanto o país inteiro.

Reggio Calabria e o Etna ao fundo

Reggio Calabria e o Etna ao fundo

Reggio Calabria é uma comuna italiana da reggião da Calabria, é uma cidade muito charmosa e muito bem estruturada. Durante o dia, nessa época do ano a temperatura é agradável, mas mesmo assim uma blusa era sempre necessária porque em Reggio venta muito. A noite fazia um pouco mais de frio. Da janela da sala do apartamento da Dea é possível ver o vulcão Etna, aliás, de várias partes de Reggio – principalmente da costa… Estar na praia e ver um vulcão tão próximo é uma visão linda de tirar o fôlego. Passeamos bastante pelo Sul, pegamos uma balsa e fomos conhecer Messina, Castelmola, Taormina e claro – o vulcão Etna… Todos esses lugares que citei (tirando Reggio) são da região da Sicília e bem próximas uma da outras, ir de carro – além de ser uma paisagem maravilhosa pela estrada, é uma viagem bem divertida (com a Dea a gente riu o caminho inteiro), e muito mais fácil também.

Almoçamos em Taormina, que além de muito linda e uma vista incrível (fica bem no alto), possui ótimos restaurantes. Depois de Taormina e do nosso maravilhoso almoço, a Dea do nada lança: “Vamos pro Etna?” e lá fomos nós in loco, o bom de viajar é isso – essa loucura que de vez em quando, a gente se permite em não programar nada e simplesmente ir.

Não é tão perto e nem tão fácil de chegar ao Etna como eu pensava, fica na parte oriental da Sicília e ainda ativo (a noite era possível ver as lavas), é o vulcão mais alto da Europa e com uma extensão da base de 1190 km². O Etna é um passeio a parte que estando nessa região, você tem que conhecer. A estrada é linda e cada vez que vai mais e mais subindo, você percebe que a dimensão do que realmente é o Etna, vai muito mais além do que você imagina. Foi um passeio rápido porque já chegamos um pouco tarde, mas foi muito legal e um tanto quanto diferente, afinal de contas, não é todo dia que se pisa assim… tão despretensiosamente em um vulcão. Lá em cima estava coberto de neve, muitas pessoas estavam praticando ski e lá tem uma estrutura bem legal também com restaurantes, cafés e lojas. Subimos e descemos por um bondinho e mesmo estando aos pés de algo na natureza que é tão imprevisível e até agressivo, dá uma paz enorme estar ali em cima.

No outro dia, fomos conhecer Scilla que fica na região da Calabria mesmo. É uma província que fica na costa que não tem como eu expressar em palavras, só estando lá pra entender como Scilla é absurdamente lindo. Scilla apesar de pequena é um lugar cheio de histórias, com ruas estreitas até chegar a costa – que é banhada pelo Mar Tirreno, é possível também ver e visitar o Castelo Ruffo que está construído em um penhasco bem ao alto, isso (também) faz de Scilla um lugar incrível. Sempre vi a Itália como um país incrível e adoravelmente antigo, em 2011 conheci boa parte visitando as principais e mais lindas cidades, mas agora conheci o que eu diria ser bem puramente italiano. Aliás: os italianos e suas italianices – essa frase define muito bem como é o sul da Itália e como são os italianos por lá. Essa pontinha da bota é realmente uma graça.

Juliana Esgalha Post por