Posts arquivados em Autor: Juliana Esgalha

14 ago, 2019

Livro: Sob o Céu Escarlate

“A épica história de um herói esquecido durante um dos períodos mais sombrios da humanidade. Romance baseado em uma história real, um fiel retrato da Segunda Guerra Mundial no território italiano, com personagens cativantes e uma envolvente história de amor.

Pino Lella não quer se meter na guerra contra os nazistas. Ele é o típico adolescente italiano da década de 1940: adora a
música, a boa comida e, é claro, as garotas. No entanto, seus dias de inocência estão contados. Quando a cidade de sua família, Milão, é destruída durante um bombardeio orquestrado pelos aliados, Pino passa a ajudar a fuga de judeus por meio de uma rede secreta de passagens subterrâneas, sob os Alpes. Nesse meio tempo, o garoto acaba se apaixonando por Anna, uma bela viúva seis anos mais velha que ele.

A guerra, no entanto, é implacável. Na tentativa de proteger o filho, os pais de Pino o forçam a se alistar nas Forças de Guerra Alemãs, acreditando que, dessa forma, ele estaria livre do front. Seus caminhos o levarão à oportunidade de agir como espião dentro do Alto Comando Alemão, e Pino deverá enfrentar os horrores da maior guerra já vista na história da humanidade.”

História real. A Segunda Guerra que se passou na Itália, algo não muito contado, mas que foi um país de extrema importância para a Alemanha, pois se teve o fascista Mussolini como maior apoiador de Hitler. Aqui temos a história de Pino Lella, cuja primeira parte se passa na Casa Alpina, aonde durante as férias Pino ajudou a salvar judeus. A segunda parte é o retorno de Pino à Milão a pedido de seu pai como ideia de protege-lo do alistamento a guerra e, é aí que sua vida irá mudar completamente.

Dentre tantos acontecimentos, Pino passa a ser motorista de um nazista da alta patente de Hitler e por isso Pino acaba trabalhando para a resistência como espião. No meio dessa história toda há uma personagem que gostei muito: Anna – uma mulher por quem Pino fica completamente apaixonado e juntos passam a ter um romance que é abruptamente interrompido mais ao final.

Pino com todos esses acontecimentos teve muitas vitórias, mas também teve muitas perdas em seu caminho. É uma boa história, porém, a narrativa pra mim se deu um pouco cansativa, arrastada demais apesar de ser muito boa, um paradoxo né? =/ Mas não me prendeu como eu esperava, tanto que achei o posfácio do livro muito mais interessante que a própria história.

3/5 xícaras:

UPDATE:

E ontem eu tive uma enorme surpresa quando abri o Instagram: Quando o personagem real da história do livro que vc acabou de ler, curte sua foto e começa a te seguir no Instagram. O verdadeiro Pino Lella do livro curtiu a minha foto, que postei semanas atrás do livro e começou a me seguir no instagram. =O

P.S. Fiz questão de procurar ver se não era fake, mas não há outro perfil e esse, além de ter sido escrito em primeira pessoa e ter comentários que indica ser de pessoas próximas à ele, tem fotos muito pessoais pra não ser o real. É como sempre digo: o mundo dos livros é fantástico!

06 ago, 2019

Livro: Todas as Cores do Céu

“Aos dez anos, Mukta é forçada a seguir um ritual de sua casta, que, essencialmente, a torna uma prostituta. Para salvá-la deste horrível destino, um homem a resgata e lhe dá um lar. Tara, filha dele, cria um laço especial com a criança recém-chegada — um vínculo digno de irmãs. A amizade sofre um baque definitivo, entretanto, quando Mukta é sequestrada. Anos depois, vivendo nos Estados Unidos, Tara retorna à Índia para encontrar a amiga que, ao que tudo indica, foi submetida novamente à prostituição. Mas a extrema pobreza em Bombaim se mostra uma realidade mais difícil do que Tara consegue suportar. Relato emocionante e realista da Índia contemporânea, Todas as cores do céu mostra como o sistema de castas explora os mais fracos, e como o amor nos faz buscar a reparação para nossos atos mais horríveis, vencendo barreiras impenetráveis”.

Depois que eu terminei esse livro, mesmo a personagens serem uma obra de ficção, fiquei imaginando quantas Muktas existem na Índia ainda hoje. Todas as Cores do Céu é uma história impactante e como disse – mesmo se tratando de uma ficção – a história conta um lado da Índia que existe, mas que pouco se conhece. Primeiro que neste livro temos um choque de cultura que é completamente diferente da nossa o que deixa tudo ainda mais profundo fazendo com que entremos de cabeça na história. Segundo que os personagens são tão bem construídos que por muitos momentos você sente várias emoções contraditórias ao mesmo tempo: como amor, ganância, altruísmo, arrependimento, raiva, compaixão…

“A esperança é como um pássaro, quer se manter em movimento. Por mais que se tente aprisioná-la”

A história é narrada entre as duas personagens: Tara e Mukta e cada capítulo é intercalado entre as duas. Duas mulheres indianas com realidades de vida completamente diferentes uma da outra, mas ambas fortes à seu modo… Muito embora, por vezes eu tenha sentido muita raiva de Tara (não consegui perdoar o episódio do sequestro), mesmo sabendo do amor que ela sentia por Mukta. O mesmo aconteceu com o pai de Tara, mesmo sendo um personagem maravilhoso, achei que ele pecou em alguns momentos, mas não vou escrever mais pra não soltar nenhum spoiler.

As histórias se sobrepõem em certos momentos, mas isso não deixa o livro repetitivo pois a autora deixou tudo visceral quando contou a história pela perspectiva de cada personagem. Até as ultimas páginas não sabemos como irá se desenrolar o final o que deixa a história ainda mais emocionante.

5/5 xícaras:

01 ago, 2019

Ultimos Journalings e Sobre Ter uma Boa Saúde Mental

Essa semana li uma frase fantástica no twitter do @Lira_Neto:

“Leitor pergunta como seguir saudável nesta maré de obscurantismo. Sugiro a sabotagem: ler literatura, assistir a bons filmes, frequentar exposições de arte, ir à roda de samba, dançar forró, amar. Cultivar subversiva alegria. Contra a pulsão de morte, só a anarquia da felicidade.”

Mês de julho eu bati a minha meta de leitura pro ano: 18 livros. Quem sabe até o final do ano eu consiga chegar a 24 e ter a média dois livros por mês. Ler uma quantidade X não é uma obrigação de ninguém, aliás, vale lembrar que ninguém é melhor que ninguém porque lê tantos livros por mês/ano (isso já foi muito discutido nas redes), mas ter uma meta é algo pessoal MEU porque ler tem sido (na verdade sempre foi) um ótimo refúgio na minha vida e me deixa imersa em outros mundos já que o real anda tão complicado. Tenho assistido pouca TV, mas simplesmente porque alguns dos meus seriados ainda não entraram com as novas temporadas, eu evito ao máximo ficar vendo notícias porque é só tragédia e tudo isso me deixa muito mal.

Em tempos tão obscuros e incertos, o que precisamos fazer por nós mesmos é priorizar a nossa saúde mental. Nunca se falou tanto sobre isso como nos dias de hoje, segundo a OMS o Brasil é o país mais ansioso do mundo. Aí eu decidi hoje postar mais dos meus journalings aqui porque além de ler, ouvir música, me exercitar (corpo não nasceu pra ficar parado – FATO!), esse é outro passatempo meu que me faz muito bem. Não sei porque não postei mais meus journals aqui, na verdade acho que sei sim: foi preguiça mesmo! Não postei nem meus bordados que também não foram muitos e fiquei um tempo parada, mas decidi colocar tudo em ordem esses meus feitos aqui no blog porque é legal ter um espaço pra fazer esse tipo de registro. Melhor: vou primeiro postar meus journalings e depois faço um outro só pros bordados. Esse foi o primeiro do ano e os seguintes em 2019:

E uma dica:

Priorizem a saúde mental de vocês. É sério. Faça o que te dê prazer: pinte, borde, ouça música, leia um livro, vá ao cinema, faça um passeio gostoso pela cidade, se exercite. Não se compare a ninguém. Não existe vida perfeita – isso é fato, nem mesmo os mais afortunados gozam de uma vida plena e perfeita – isso nem existe! Se você de momento não encontrar o que goste de fazer, procure. Com certeza irá encontrar algo que relaxe e acalme a sua mente.

Estamos em tempos difíceis e somos bombardeados por todo tipo de notícia ruim a todo momento e talvez esse seja um momento bom para rever como participamos nas redes sociais também, acho que já falei isso em algum momento aqui, mas eu fujo de qualquer tipo de discussão na internet. Eu quis postar sobre os meus jornauls hoje – que é algo que me dá prazer e me promove um bom relaxamento e falar sobre isso porque achei que foi um ótimo momento de gancho pra falar um pouco sobre saúde mental e o quão é importante mais do que nunca darmos prioridade a isso. Just breathe. 🙂

25 jul, 2019

Livro: A Senhora de Wildfell Hall

“Filha mais nova da família Brontë, Anne era irmã de Emily Brontë, autora de O morro dos ventos uivantes, e de Charlotte Brontë, autora de Jane Eyre — livros clássicos e reeditados até hoje. Anne Brontë (1820-1849) desafia as convenções sociais do século XIX neste romance, A senhora de Wildfell Hall. A protagonista da obra quebra os paradigmas de seu tempo como uma mulher forte e independente, que passa a comandar a própria vida. Ao chegar à propriedade de Wildfell Hall, a Sra. Helen Graham gera especulação e comentários por parte dos vizinhos. O jovem fazendeiro Gilbert Markham, por sua vez, desperta um grande interesse pela moça e, aos poucos, vai criando uma amizade com ela e com seu filho. Porém, os segredos do passado da suposta viúva e seu comportamento arredio impedem que o sentimento nutrido pelos dois se concretize, fazendo com que Gilbert tenha dúvidas sobre a conduta da moça. Quando a Sra. Graham permite que ele leia seu diário a fim de esclarecer os fantasmas do passado, o rapaz compreende os tormentos enfrentados por aquela mulher e as razões de suas atitudes. Ela narra sua história até então, desde a relação com um marido alcoólatra e de conduta abominável até a decisão de abandonar tudo em nome da proteção do filho.”

Um clássico é um clássico. Anne Brontë – a caçula das irmãs Brontë. Caramba! Que escritora maravilhosa que ela foi. A menos comentada das irmãs Brontë, mas não a menos importante. Mas entendi porque ela teve uma notoriedade na literatura um pouco menor: Depois da morte de Anne, a Charlotte – sua irmã, que tinha todos os direitos das obras não deixou mais nenhuma reedição da Senhora Wildfell Hall ser feita. Charlotte considerava essa obra, segundo suas próprias palavras apesar das boas intenções da irmã “ligeiramente mórbidos” e foi um tabu e uma chuva de críticas na época que Anne escreveu esse livro. “A Senhora de Wildfell Hall” só voltou a circular depois que Charlotte morreu. É realmente um clássico incrível da Era Vitoriana, especialmente para os leitores (como eu!) que amam literatura inglesa. O prefácio que Anne deixou em “A Senhora de Wildfell Hall” é de arrepiar e um grande tapa na cara a sociedade daquela época.

“Meu propósito ao escrever as páginas seguintes não foi para divertir o leitor; tampouco satisfazer meu próprio gosto ou ganhar as boas graças da imprensa ou do público: meu desejo era relatar a verdade, pois a verdade sempre comunica sua própria moral para quem é capaz de absorvê-la”.

Não gostaria de ser acusado de supor que os atos do canalha infeliz e de seus companheiros dissolutos aqui apresentados retratam práticas comuns da sociedade: é um caso extremo, como achei que ninguém deixaria de perceber; mas sei que pessoas assim existem de fato e, se consegui advertir um só rapaz estouvado a não seguir seus passos, ou impedir uma única moça leviana de cometer o erro compreensível de minha heroína, então este livro não terá sido escrito em vão.(…)

(…)Todos os romances são, ou deveriam ser, escritos para os homens e as mulheres lerem, e não compreendo como um homem poderia se permitir escrever algo que seria realmente desonroso para uma mulher, ou por que uma mulher deveria ser repreendida por escrever algo que seria apropriado para um homem e digno dele.”

Leia todo o prefácio aqui na integra via Blog Editora Record

Sobre a história:

A narrativa é feita em primeira pessoa e alternada entre dois personagens: Gilbert e Hellen através de cartas e diário respectivamente. Hellen é uma personagem cheia de sentimentos e muito, muito religiosa – sempre muito consciente (até demais) sobre seus deveres perante as leis de Deus (a própria Anne Brontë também era muito religiosa). Gilbert é um homem do campo, impulsivo por muitas vezes e que se apaixona perdidamente por Hellen. Acontece que antes disso há a história de Hellen e Arthur Huntingdon ‒ um homem da alta sociedade que vive da herança do pai e de zero responsabilidades com qualquer coisa na vida. É um personagem libertino bem detestável do começo ao fim. Essa fase do casamento é contada através do diário de Hellen e é extremamente doloroso e pesado. Fiquei imaginando esse livro sendo lido naquela época pelas pessoas…

Não é a toa que esse livro foi considerado o primeiro romance feminista da Inglaterra. A Senhora de Wildfell Hall é sem dúvida a consagração de Anne Brontë e aqui temos mais uma irmã Brontë nos trazendo personagens femininas fortes e envoltas de histórias impactantes. Dentre os livros as irmãs, “O Morro dos Ventos Uivantes” ainda continua sendo o meu favorito, mas com certeza Anne entrou para a lista das minhas escritoras clássicas favoritas, igualmente com Emily e Charlotte. 5/5 das xícaras com louvor:

11 jul, 2019

Livro: As Coisas que Fazemos por Amor

“Caçula de três irmãs, Angela DeSaria já tinha traçado sua vida desde pequena: escola, faculdade, casamento, maternidade. Porém, depois de anos tentando engravidar, o relacionamento com o marido não resistiu, soterrado pelo peso dos sonhos não realizados.

Após o divórcio, Angie volta a morar na sua cidade natal e retorna ao seio da família carinhosa e meio doida. Em West End, onde a vida vai e vem ao sabor das marés, ela conhece a garota que mudará a sua vida para sempre.

Lauren Ribido é uma adolescente estudiosa, bem-educada e trabalhadora. Apesar de morar em uma das áreas mais decadentes da cidade com a mãe alcoólatra e negligente, a menina sonha cursar uma boa faculdade e ter um futuro melhor.

Desde o primeiro momento, Angie enxerga em Lauren algo especial e, rapidamente, uma forte conexão se forma: uma mulher que deseja um filho, uma menina que anseia pelo amor materno. Porém, nada poderia preparar as duas para a repercussão do relacionamento delas. Numa reviravolta dramática, Angie e Lauren serão testadas de forma extrema e, juntas, embarcarão em uma jornada tocante em busca do verdadeiro significado de família.”

Mais uma vez uma história de Kristin Hannah que foi arrebatadora pra mim. Nessa história temos diversos aspectos em um só tema: uma mulher que deseja muito ser mãe e não consegue, uma mãe que renega seu filho, uma mãe protetora, uma mãe jovem… Kristin Hannah escreve com o coração e essa história foi incrível do começo ao fim. A vidas de Angie e Lauren se cruzam de uma maneira totalmente inesperada, ambas se completam e se ajudam a enfrentar os problemas que cada uma está passando sem se dar conta do quanto isso irá mudar suas vidas.

Angie é a caçula de 3 irmãs vinda de uma família de italianos enorme, cheia de amor e muito unida. Lauren é uma menina batalhadora e responsável, sua mãe é a sua única família, mas infelizmente é uma péssima mãe que renega o amor a própria filha. A narrativa aborda assuntos delicados sobre maternidade, escolhas e é um livro cheio de dramas e reviravoltas que te prende do começo ao fim. Este livro fala sobre relações entre mãe e filhos. Sobre família. Fala sobre a cura pelo poder do amor, sobre segundas chances e recomeços. Fala sobre resiliência.
É uma leitura densa e eu não esperava menos se tratando de Kristin Hannah. Esta é mais uma história que recomendo forte à vocês. Ah, minha mãe começou a ler O Rouxinol, depois eu digo o que ela achou.

5/5:

03 jul, 2019

Livro: Uma Curva na Estrada

A vida do subxerife Miles Ryan parecia ter chegado ao fim no dia em que sua esposa morreu. Missy tinha sido seu primeiro amor, a namorada de escola que se tornara a companheira de todos os momentos, a mulher sensual que se mostrara uma mãe carinhosa. Uma noite Missy saiu para correr e não voltou. Tinha sido atropelada numa rua perto de casa. As investigações da polícia nada revelaram. Para Miles, esse fato é duplamente doloroso: além de enfrentar o sofrimento de perder a esposa, ele se culpa por não ter descoberto o motorista que a atropelou e fugiu sem prestar socorro. Dois anos depois, ele ainda anseia levar o criminoso à justiça. É quando conhece Sarah Andrews. Professora de seu filho, Jonah, ela se mudou de Baltimore para New Bern na expectativa de refazer sua vida após o divórcio. Sarah logo percebe a tristeza nos olhos do aluno e, em seguida, nos do pai dele. Sarah e Miles começam a se aproximar e, em pouco tempo, estão rindo juntos e apaixonados. Mas nenhum dos dois tem ideia de que um segredo os une e os obrigará a tomar uma decisão difícil, que pode mudar suas vidas para sempre.

Minha primeira história de Nicholas Sparks. Há quem ame de paixão esse autor e há quem não consiga gostar de suas histórias. Eu gostei. Pra uma primeira experiência com seus livros posso dizer que atendeu as minhas expectativas e que vou ler suas outras histórias. O livro conta a história de Miles e e Sarah. Há dois anos atrás Miles perdeu a esposa e nunca conseguiu descobrir nas investigações quem a atropelou. Até o momento… Foi proposital? Foi um acidente? É nesse ponto que descobrimos se o amor pode ser capaz de perdoar e seguir a diante.

Nicholas Sparks consegue ligar todos os fios de uma forma muito bem amarrada nessa história e eu gostei muito disso porque é terrível quando alguma história que envolve algum tipo de mistério deixa algum fio solto. O personagens secundários também são ótimos e muito bem construídos. Nicholas estreou muito bem aqui – vai levar 5/5 xícaras:

01 jul, 2019

Sobre desapegos de cabelo

Eu nunca fui apegada com cabelo. Acho que pensando bem eu nunca fui apegada a muitas coisas mesmo. Se enjoei do corte – eu mudo, se enjoei daquela roupa – eu passo pra frente, se algo me incomoda – eu me afasto… De certa forma, eu sempre fui assim mesmo porque nunca somos aquilo que éramos no passado. As opiniões mudam, nós mudamos, as percepções também e com isso a gente vai se conhecendo cada vez melhor, se amando mais e não aceitando mais aquilo que não nos faz bem. Com o tempo a gente vai vendo aonde se encaixa e principalmente aonde não se encaixa mais… Isso se chama amadurecimento.

Eu estou cheia de pensamentos para esse post, tudo isso só para só contar sobre o meu corte de cabelo, mas é porque eu sempre gosto de fazer uma analise das coisas como um todo e o impacto – mesmo que sutil – que isso acaba refletindo na minha vida. Eu já tive cabelo curto sim, mas nunca tinha aderido ao Pixie Hair. Sempre fui apaixonada por esse tipo de corte, eu acho lindo mulheres de cabelo curto, eu acho maravilhoso quando você se liberta dos padrões e ainda se torna uma versão (muito) melhor de si mesma. E antes de bater o martelo, eu pesquisei muito sobre os tipos de curtos, principalmente para ter certeza se era isso que eu realmente queria.

Pesquisei os cuidados, melhores cortes, inspirações, mas principalmente o que a simbologia de ter um cabelo curto carrega na vida de uma mulher. Aí vocês podem me dizer: “ah chega desse discurso meloso, corta logo, cabelo cresce”. Cabelo cresce sim, mas há um sentimento de libertação e autoconhecimento quando se decide cortar bem curtinho, acho que esse vídeo da Nádia explica exatamente o que eu quero dizer:

Não é porque se está na moda ou não. Não é porque tal celebridade do momento está usando um curto feito por aquele hair stylist caríssimo. É pelo amor próprio, o autoconhecimento, libertação, pela autonomia da escolha… É buscar uma nova versão de si mesma e conhecer a própria essência. Dito isso, a gente leva tudo isso pras outras esferas da vida e nesses últimos tempos eu aprendi tanto e passei por tantas outras que posso dizer que estou liberta não só de cabelo, mas de várias outras coisas também e isso me dá uma paz de espírito que dinheiro nenhum paga. Essa sou eu: uma mulher de 40 anos, trabalhadora, esposa, filha… Uma mulher que luta pelas coisas e nem por isso se sente melhor ou pior do ninguém, mas que se orgulha de ser quem é.

E agora eu tô um nojooo com esse cabelinho novo:

Meu corte foi feito no Berlin Hair que fica na Augusta, pelo Lucas Piex especializado nesse tipo de corte, um amor de pessoa e um ótimo profissional. Recomendo de olhos fechados. O cabelo eu doei para um instituto que faz perucas para pessoas que fazem tratamento de câncer. 🙂

27 jun, 2019

Livro: Depois Daquela Montanha

Dr. Ben Payne acordou na neve. Flocos sobre os cílios. Vento cortante na pele. Dor aguda nas costelas toda vez que respirava fundo. Teve flashes do que havia acontecido. Luzes piscavam no painel do avião. Ele estava conversando com o piloto. O piloto. Ataque cardíaco, sem dúvida.

Mas havia uma mulher também – Ashley, ele se lembra. Encontrou-a. Ombro deslocado. Perna quebrada.

Agora eles estão sozinhos, isolados a quase 3.500 metros de altitude, numa extensa área de floresta coberta por quilômetros de neve. Como sair dali e, ainda mais complicado, como tirar Ashley daquele lugar sem agravar seu estado? À medida que os dias passam, porém, vai ficando claro que, se Ben cuida das feridas físicas de Ashley, é ela quem revigora o coração dele. Cada vez mais um se torna o grande apoio e a maior motivação do outro. E, se há dúvidas de que possam sobreviver, uma certeza eles têm: nada jamais será igual em suas vidas.

Publicado em mais de dez países, Depois Daquela Montanha chegará às telas de cinema em 2017, com Kate Winslet (de Titanic) e Idris Elba (de Mandela) escalados para os papéis principais de uma história que vai reafirmar sua crença na vida e no poder do amor.

Uma história sobre amor e (muitas) adversidades. O livro conta a história de Ben e Ashley, ambos completamente desconhecidos um do outro e que tentam lidar com uma situação extremamente complicada devido ao acidente do avião que fretaram.

Ashley é uma personagem corajosa, dura na queda, falante e bem humorada mesmo com todos os percalços da situação atual e a situação dela ainda é muito pior porque está com a perna quebrada, impossibilitada de andar. Ben é o homem de grandes princípios, super reservado, de falar pouco, mas de agir nas piores situações buscando uma boa solução.

Esse livro me surpreendeu muito justamente porque eu não estava esperando tanto e no fim me deu uma baita lição boa. O final foi arrebatador, eu em nenhum momento desconfiei que seria daquela forma e pra mim, fechou muito bem com a trama toda. Eu assisti ao filme também, mas não tem nada a ver com a história, leiam o livro que é muito melhor. 5/5 xícaras:

24 jun, 2019

Livro: Vozes de Tchernóbil

“Em abril de 1986, uma explosão na usina nuclear de Tchernóbil, na Ucrânia então parte da finada União Soviética , provocou uma catástrofe sem precedentes: uma quantidade imensa de partículas radioativas foi lançada na atmosfera e a cidade de Pripyat teve que ser imediatamente evacuada. Tão grave quanto o acidente foi a postura dos governantes soviéticos, que expunham trabalhadores, cientistas e soldados à morte durante os reparos na usina. Pessoas comuns, que mantinham a fé no grande império comunista, pereciam após poucos dias de serviço. Por meio das vozes dos envolvidos na tragédia, Svetlana constrói este livro arrebatador, que tem a força das melhores reportagens jornalísticas e a potência dos maiores romances literários. Uma obra-prima do nosso tempo.”

Por coincidência eu comecei a ler esse livro na mesma época em que começou o seriado Chernobyl na HBO, eu já tinha lido “A Guerra Não Tem Rosto de Mulher” dessa mesma autora e esse também segue a mesma linha: são depoimentos de pessoas que estiverem presentes nesse desastre, dando voz a um fato histórico que até hoje pouco se sabe, essa obra levou 10 anos para ser concluída.

As Vozes de Tchernóbil é um livro para ser lido com pausas, alguns depoimentos são bem pesados no sentido de serem bem impactantes e nos mostra coisas que até então pouco (ou nada!) se sabia. Lendo e assistindo junto com o seriado me deu uma outra dimensão que eu desconhecia totalmente sobre esse desastre nuclear que sempre me interessou saber mais. Alguns depoimentos são um pouco cansativos, porque ela entrevista desde os idosos que se recusaram a deixar suas aldeias e estão lá até hoje, até jornalista e filósofos – esses sim são super impactantes. Muitos desses depoimentos me deixou angustiada e me deixou pensando sobre uma porção de coisas de como realmente o ser humano é o câncer desse planeta. Eu recomendo para quem quer saber um pouco mais sobre uma parte da história que precisa ser conhecida também pelo prisma humano e não apenas o científico. Pra mim, este livro deveria ser considerado um documento importantíssimo sobre esse desastre, não é a toa que a autora ganhou o Nobel da Literatura por isto.

P.S. O seriado da HBO foi uma das melhores obras que assisti nos últimos tempos, são apenas 5 episódios, mas nos conta de uma maneira clara e direta do que foi Chernobyl, vou deixar o trailer aqui. Assistam também.

5/5 xícaras:

05 jun, 2019

Livro: Quando Você Voltar

“Como tantos casais, Michael e Jolene não resistiram às pressões do dia a dia e agora estão vendo seu relacionamento de doze anos desmoronar. Alheio à vida familiar, Michael está sempre mergulhado no trabalho, não dá atenção às duas filhas e não faz a mínima questão de apoiar a carreira militar da esposa. Então Jolene é convocada para a guerra.
Ela sabe que tem um dever a cumprir e, mesmo angustiada por se afastar de casa, deixa para o marido a missão de cuidar das meninas e segue para o Iraque. Essa experiência mudará para sempre a vida de toda a família, de uma forma que ninguém poderia prever.

No front, Jolene depara com a dura realidade e precisa, mais do que nunca, recorrer à sua força e inteligência para se tornar uma heroína em meio ao caos. Em suas mensagens para casa, ela retrata um mundo cor-de-rosa, minimizando os horrores que vivencia com o objetivo de proteger todos do sofrimento.

Mas toda guerra tem um preço, e ela acaba se vendo protagonista de uma tragédia. Agora Michael precisa encarar seus medos mais profundos e travar uma batalha em nome da família.”

Esse ano eu tô numa pegada forte de romancistas modernos do tipo Nora Roberts, Lucinda Riley, em breve vou ler algo de Nicholas Sparks pra ver se gosto e não posso deixar de citar a maravilhosa Kristin Hannah que suas histórias são sempre arrebatadoras. Ontem eu peguei “O Corcunda de Notre Dame” pra ler porque há muito tempo estava na minha lista e achei que esse era o momento certo pra um clássico. Mas por volta no quinto capítulo eu já estava gritando por socorro e infelizmente, esse grande clássico, não me prendeu.

Ele vai ficar na minha cabeceira pra eu persistir mais uma vez, mas não vou ficar presa a uma história quando existem tantas outras me esperando. Veja bem, eu amo clássicos, mas isso não quer dizer que todos irão me prender ou eu me apaixonar pela história e tá tudo bem porque, Victor Hugo pode não ser tão brilhante quanto uma Brontë é pra mim e isso não quer dizer que é melhor ou pior, mas ao meu gosto – não foi dessa vez.

Mas voltando aos meus romances da nossa época, esse foi um livro de Kristin Hannah que eu li em 3 dias. Isso porque viajamos no ultimo final de semana e tempo de sobra pra ler foi o que eu mais tive por esses dias. “Quando Você Voltar” é uma história impactante, posso dizer que esse é da lista de um dos melhores da autora e se você nunca leu nada dela, eu recomendo muito seus livros. Tem resenhas de vários aqui.

Jolene é uma personagem forte. Forte por personalidade e forte porque desde o começo, sua vida nunca se mostrou fácil. É uma história que fala sobre perdas, perdão, amor e traumas. Fala que você não precisa ser forte o tempo inteiro e que pedir ajuda não é um sinal de fragilidade, mas sim, de permitir aqueles que te amam poderem te ajudar também. Na história Jolene é casada com Michael (que o odiei por muitos momentos) e tem duas filhas: Lulu – que é um doce e Betsy a personagem que mais odiei, uma adolescente insuportável que apesar de também passar por vários problemas, a sua crueldade sempre me irritava. Na segunda parte do livro a história se passa com Michael continuando a sua vida e cuidando das crianças e Jolene indo para a Guerra do Iraque (ela é piloto de helicóptero) e é nesse ponto que a história toma a forma dos dramas pra compor essa narrativa. É um livro profundamente tocante, impossível de não se sensibilizar, eu acho que Kristin Hannah consegue dramatizar um tema com maestria, sem precisar usar os clichês ou forçar alguma coisa, ela sabe usar as palavras certas pra te tocar bem no fundo e suas histórias sempre são um grande ensinamento. Leitura mais que recomendada 5/5 xícaras:

03 jun, 2019

Livro: O Menino da Lista de Schindler

Misto de biografia e romance de formação, O menino da lista de Schindler acompanha a trajetória de Leon Leyson, o mais jovem integrante e um dos últimos sobreviventes da famosa lista de judeus salvos pelo empresário alemão Oskar Schindler durante a Segunda Guerra Mundial. Intenso como O diário de Anne Frank, o livro chega ao Brasil pelo selo Rocco Jovens Leitores depois de alcançar a prestigiosa lista dos mais vendidos do jornal The New York Times, e oferece uma perspectiva única do Holocausto. Um relato emocionante, corajoso e humano que precisa ser contado às novas gerações.

Eu acho que não sou muito apegada a biografias e me dei conta disso por esse livro. A história é muito bem detalhada e emocionante, o relato do autor é comovente e por muitas vezes inacreditável porque você pensa em COMO ele e sua família conseguiram sobreviver aos horrores da guerra. Entretanto em alguns momentos a narrativa ficou um pouco cansativa pra mim, mas não anula o fato de ser um livro extremamente emocionante e doloroso, porém – para mim, a leitura se arrastou um pouco. 4/5 xícaras:

“Tive a meu favor, entretanto, algo mais forte do que tudo: Oskar Schindler achou que a minha vida era importante.”

27 maio, 2019

Livro: A Garota Italiana

Uma inesquecível história de amor, traição, paixão, obsessão e música.

Aos onze anos de idade, Rosanna Menici conhece o cantor Roberto Rossini, uma estrela em ascensão no mundo da ópera italiana – e o homem que mudaria sua vida para sempre. Incentivada – e apaixonada – por ele, Rosanna passa a se dedicar ao estudo do canto lírico, torna-se cantora profissional, e logo os dois se encontram nas salas de concerto mais famosas do mundo, dividindo não só o palco como também o mesmo destino.

Com seu talento incomum para descrever ambientes e evocar sensações e sentimentos universais, Lucinda Riley nos leva a acompanhar a trajetória de Rosanna, desde os bairros pobres de Nápoles até os teatros mais glamourosos do planeta, trazendo à tona, com sua prosa inconfundível, as alegrias, tristezas, frustrações, decepções e redenções do amor.

Eu vou dar um resumão bem básico sobre essa história: basicamente a protagonista é uma egoísta idiota que abriu mão de tudo e de todos que fizeram milhões de coisas por ela pelo amor de um cafajeste com um pau de ouro… É isso! Não é um livro ruim não, mas não teve aquele “noooossa” sabe? Esse foi o meu primeiro livro de Lucinda Riley e acho que, fazendo um remember mental, foi a primeira história que eu odiei a protagonista. Rosanna é uma personagem teria tudo para ser uma mulher cativante e forte e começou bem nisso, mas aí ela tem um amor platônico que no meio da história se casa com ele e gente?!? É um relacionamento tão abusivo, tão meloso e tão grudendo (argh!) que tem horas que você pensa – “mas não é possível que ela está fazendo isso” e aí a gente pensa no quanto existe esse tipo de amor doentio por aí.

Bom, aí com tudo isso ela acabou pagando um preço alto por tudo que abriu mão, além de ter dado as costas pra todo mundo, inclusive pra quem mais a ajudou e isso eu achei que não teve o troco merecido na história. Daí quando eu li os últimos momentos e vi que ela voltou a repetir OS MESMOS ERROS eu conclui que, definitivamente, que esse livro não funcionou para mim e por isso fiquei tão decepcionada com a personagem principal.

Pelas resenhas que andei lendo sobre esse livro, realmente não é da lista das melhores obras de Lucinda Riley, então acho que não foi também uma das minhas melhores escolhas para me iniciar com a autora, mas pretendo ler os outros livros dela. Vai ser só 3/5 xícaras porque gosto muito mais quando mulheres são tratadas como fortes e não como submissas nas histórias:

21 maio, 2019

Livro: Lua de Sangue

Em ‘Lua de Sangue’, Nora Roberts conta a história de Tory Bodeen, uma mulher que foi massacrada no corpo e no espírito, mas que nunca perdeu a esperança. Tory foi criada numa casa pequena e miserável na Carolina do Sul, onde o pai dominava com punho de ferro e cinto de couro…e onde seus talentos não tinham espaço para florescer. Mas havia Hope, a amiga que sempre contava nas horas mais difíceis, que morava numa casa enorme, a pouca distância da sua. Porém Hope é brutalmente assassinada e a vida de Tory começa a desmoronar. Passados 18 anos, Tory retorna a sua cidade natal decidida a encontrar paz, mas viver tão próxima das lembranças infelizes será mais difícil e assustador do que ela poderia imaginar. Porque o assassino de Hope também está por perto…

Este foi o meu primeiro livro de Nora Roberts – que há muito tempo estava querendo ler alguma história dessa escritora e posso dizer que pra primeira experiência com os livros dela, eu amei! Tory Bodeen é a protagonista e uma personagem cheia de medos e traumas, mas que segue firme no que acredita e luta para usar seu dom para desmascarar o assassino de sua melhor amiga. Nora Roberts tem uma narrativa envolvente, foi um livro que mais de 500 páginas que eu li muito rápido, muito em parte pela fluidez da autora que pra mim foi romance com mistérios na medida certa – no começo eu tinha um suspeito em mente e me mantive convicta nele, mas no final do livro me surpreendi completamente.

Se você gosta de romances com histórias e personagens bem construídos e mistérios na medida certa, eu recomendo muito esse livro. Pra uma iniciação com Nora Roberts, sem duvidas, posso dizer que comecei muito bem. 5/5 xícaras:

10 maio, 2019

Desconto nos Temas da Iunique

Pra quem não sabe, o tema maravilhoso que uso no blog é da Iunique Studio. São temas lindos que depois de instalado você pode personalizar do seu jeito, além de um suporte nota mil, sempre que precisei de ajuda eles me prestaram um ótimo atendimento. É super fácil de instalar, tanto que quando comprei o meu eu fiz tudo sozinha e agora que tem mais opções de tema na loja eles me disponibilizaram um cupom de desconto pra vocês:

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P.S. O meu tema é o Wild.