Posts arquivados em Autor: Juliana Esgalha

02 dez, 2019

Livro: Confesse

Um romance sobre arriscar tudo pelo amor — e sobre encontrar seu coração entre a verdade e a mentira. Da autora das séries Slammed e Hopeless.

Auburn Reed perdeu tudo que era importante para ela. Na luta para reconstruir a vida destruída, ela se mantém focada em seus objetivos e não pode cometer nenhum erro. Mas ao entrar num estúdio de arte em Dallas à procura de emprego, Auburn não esperava encontrar o enigmático Owen Gentry, que lhe desperta uma intensa atração. Pela primeira vez, Auburn se vê correndo riscos e deixa o coração falar mais alto, até descobrir que Owen está encobrindo um enorme segredo. A importância do passado do artista ameaça acabar com tudo que Auburn mais ama, e a única maneira de reconstituir sua vida é mantendo Owen afastado.

Eu li esse livro em 2 dias e Colleen Hoover acabou de entrar pra minha lista de escritoras queridinhas da atualidade porque é o terceiro livro que leio dela e que gosto tipo assim… Muito mesmo, sabe? E que história! É impossível não se apaixonar pelos protagonistas Auburn e Owen. O livro começa com um prólogo bem triste que serve de gancho pra toda a base da história, o que dá um certo mistério a narrativa também. “Confesse” é uma história tão delicada que chega a ser poética, principalmente quando se trata de personalidade de Owen e da forma altruísta que ele age com Auburn, sempre pensando em sua proteção.

É sobre amar, mas saber que tudo pode mudar e mesmo assim você sempre irá querer o melhor pra pessoa – mesmo que o preço seja abrir mão desse amor. É sobre a delicadeza da arte usada como forma de você expressar seus maiores e mais íntimos segredos. Em muitos momentos a história me angustiava também porque como disse, há um certo mistério sobre o passado dos personagens. Eu achei fantástico como o desenrolar de tudo seguiu de uma maneira visceral e ao mesmo tempo até inesperada. E o final? O final foi um dos melhores que já li nos últimos tempos, eu não esperava que seria daquela forma e embora algumas resenhas que li – muita gente não ter gostado, eu achei simplesmente perfeito.

Confesse é aquele livro que muito possivelmente você irá devorar em pouquíssimos dias como foi comigo, é uma leitura super fluída, mas ao mesmo tempo tão profunda, tão envolvente que vai te despertar uma infinidade de emoções, seria uma ótima escolha de leitura pra um clube de livro.

5/5 xícaras:

29 nov, 2019

Livro: Tempo de Regresso

“Meghann Dontess é uma mulher atormentada pela tristeza e pela solidão, e não consegue lidar com a difícil decisão que tomou na adolescência e que a fez perder tudo, inclusive o amor da irmã. Advogada de sucesso, trabalhando com divórcios, ela não acredita em relacionamentos – até que conhece o único homem capaz de fazê-la mudar de ideia.

Claire Cavenaugh está apaixonada pela primeira vez na vida. Conforme seu casamento se aproxima, ela se prepara para encarar a irmã mais velha, sempre tão dura e arrogante. Reunidas após duas décadas, essas duas mulheres que pensam não ter nada em comum vão tentar se tornar algo que nunca foram: uma família.

Sensível e divertido,Tempo de Regresso fala sobre os erros que cometemos por amor e as dores e as delícias que apenas irmãs podem compartilhar.”

E lá eu fui para mais uma história arrebatadora de Kristin Hannah. Esse é o mais novo livro dela que assim que lançaram eu comprei. Fiquei “guardando” pra economizar suas histórias, mas não aguentei esperar tanto e decidi ler logo de uma vez. O que eu fico mais surpreendida com essa autora, é a capacidade que ela tem de pegar temas basicamente normais e transformar isso em milhões de reflexões com uma carga sentimental extremamente tocante. É isso – Kristin Hannah consegue tocar a fundo em nossos sentimentos quando estamos nas suas histórias. Acho que esse é o máximo que consigo me expressar em palavras quando leio seus livros, talvez cada um tenha uma percepção diferente ou até mesmo não tão profunda com suas histórias quanto eu tenho, mas pra mim, é sempre algo surpreendente.

E “Tempo de Regresso” foi mais um livro assim. Meghann e Claire são as personagens principais da história e eu amei as duas do inicio ao fim, mesmo sendo duas mulheres de personalidades completamente diferentes. Não vi Meghann como uma pessoa arrogante. Na verdade a vi como uma mulher que escondeu por muito tempo seus sentimentos e mágoas atrás de uma vida profissional bem sucedida. Já Claire é o exemplo de mulher que é apaixonada pelo simples, com um coração enorme, é o tipo de pessoa que se você a conhecesse pessoalmente desejaria de todo o coração toda a felicidade do mundo porque é o que ela merece.

A história dessas duas irmãs se reconecta depois de muitos anos, após um passado muito difícil e de mágoas para ambas. Nessa história toda também há Bobby (que eu não acreditava que ia virar um amor tão genuíno e puro), Sam (pai de Claire), Joe e a pequena-falante Ali. Ah! Tem a Ellie também – mãe das irmãs que por mais que K.H. tenha colocado ela de uma maneira tão negligente que chegava até ser cômica, em nenhum momento eu consegui gostar dela.

A história começa com você conhecendo as personagens principais, suas personalidades com todas suas qualidades e defeitos e a vida rotineira que cada uma tem – completamente diferentes uma da outra, depois, logo em seguida vem o inicio de uma história linda de amor com um final feliz, um recomeço, uma luz que começa a se abrir para curar certas feridas e aí já logo vem o soco no estômago com uma tragédia que só no final mesmo é que tudo de desenrola.

“Tempo de Regresso” é um livro sobre mágoas, amor, perdão, sobre colocar tudo as claras, recomeços, coragem e muito fôlego arrancado do leitor enquanto lê essa história. Eu fico feliz quando um livro me arrebata de corpo, alma e coração. Não esperava menos de você, Kristin Hannah. 5/5 xícaras:

22 nov, 2019

Livro: Eu e Esse Meu Coração

Leah MacKenzie, de 17 anos, não tem coração. O que a mantém viva é um coração artificial que ela carrega dentro de uma mochila. Com seu tipo sanguíneo raro, um transplante é como um sonho distante. Conformada, ela tenta se esquecer de que está com os dias contados, criando uma lista de “coisas para fazer antes de morrer”. De repente, Leah recebe uma segunda chance: há um coração disponível! O problema é quando ela descobre que o doador é um garoto da sua escola – e que supostamente se matou! Matt, o irmão gêmeo do doador, se recusa a acreditar que Eric se suicidou. Quando Leah o procura, eles descobrem que ambos têm sonhos semelhantes que podem ter pistas do que realmente aconteceu a Eric. Enquanto tentam desvendar esse mistério, Matt e Leah se apaixonam e não querem correr o risco de perder um ao outro. Mas nem a vida nem um coração transplantado vem com garantias.

Leah MacKenzie é uma jovem de 17 anos que carrega um coração artificial e precisa de um transplante. Ela é a nossa protagonista principal e uma personagem super cativante. Pela sinopse já dá pra perceber que Leah recebe o coração de Eric, irmão gêmeo Matt, após um suposto suicídio. Matt não acredita na possibilidade de suicídio e junto com Leah – que está com o coração de Eric, ambos irão atrás da verdade.

O livro aborda diversos temas: a dor do luto e a importância do amor em família nessas horas. A percepção de Leah sobre o fato de estar a beira da morte e de repente tudo mudar ao conseguir um coração de verdade – eu achei essa questão em especial muito interessante porque há todo o aspecto do antes e depois do transplante que acredito que muitas pessoas nessa situação devem passar. De estar viva, mas graças a uma pessoa que morreu. De como começar a ter esperanças, planos para o futuro e uma vida normal, quando praticamente tudo já estava perdido. E no caso de Leah tudo isso é bem mais complexo pois ela está como coração do irmão de seu namorado cuja a morte ainda é um mistério. Há uma pegada espiritual – de sonhos e sentimentos que o transplantado sente que não são seus, mas sim do doador e isso deu um toque muito mais sublime a história, mesmo tendo algo tão pesado de um possível assassinato como pano de fundo na trama. Sem contar as questões familiares, amor, perdas e recomeços…

— “Não tenha medo de se arriscar. De ganhar ou de perder. É disto que a vida é feita: escolhas.”

Eu adorei a escrita da autora! A história é narrada em primeira pessoa por Leah e em terceira pessoa por Matt. Logo nas primeiras páginas você já se envolve prontamente com a trama, dá pra notar que foi um livro escrito com muita emoção e amor, pois a autora se inspirou no marido que passou por um transplante de rim. Os personagens que ela criou, apesar de adolescentes, são bem maduros. “Eu e Esse Meu Coração” é uma história bem young adults, que nos faz de uma maneira bem envolvente, refletir em muitas coisas e se colocar no lugar dos personagens de uma maneira bem empática. Eu amei esse livro. 5/5 xícaras:

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13 nov, 2019

Livro: Inferno no Ártico

Assassinatos bizarros abalam a cidade de Barrow, Alasca, durante o período de dois meses de noite polar. A detetive brasileira Barbara Castelo desconfia que seu primeiro caso de homicídio tem ligações com ocultismo, e precisa superar suas diferenças com o parceiro, Bruce Darnell, além de sua fobia do escuro, para encontrar o serial killer antes que ele consiga completar sua missão macabra.

Este livro é de uma escritora brasileira – Cláudia Lemes que descobri por um acaso no Skoob e que tem ótimas resenhas por suas obras. Dessa vez escolhi um gênero diferente só pra dar uma variada na vibe de romances que eu estou e Inferno no Ártico foi uma pancada logo nas primeiras páginas.

Narrativa perfeita. Personagens bem construídos, pano de fundo muito bem feito. Eu gostei muito da escrita da autora, é o tipo de livro que te prende do começo ao fim e você não quer parar porque quer saber o que vai acontecer na próxima página, tanto que eu devorei em poucos dias. A história tem como protagonista Bárbara Castelo e Bruce Darnell.

Bárbara, que é policial detetive, se muda pra uma vila remota do Alasca aonde, além do frio, boa parte do ano os dias são noites. Bárbara inicialmente que tem lidar com o machismo dos homens de Barrow e que trabalham com ela, inclusive, seu parceiro de investigações – o Bruce (bom, eu odiei todos os personagens masculinos da história do começo ao fim). Bárbara no começo trata crimes comuns da vila, mas logo em seguida acontece um crime brutal com uma criança que o caso precisa ser solucionado por Bárbara e Bruce, as pessoas na cidade estão assustadas. Com tudo isso acontecendo há em pararelo a história do passado de Bárbara – o que é bem interessante porque também muito se explica o motivo por uma mudança de vida tão radical.

“(…) todos nós sabemos que falhamos, como espécie, e sabemos que há tanta escuridão neste planeta que realmente desejamos, em alguns dias, que isso acabe. A diferença entre nós e ele é que ainda lutamos para que isso mude.”

Inferno no Ártico é um thriller policial com um suspense bem envolvente, bem construído e com algumas reviravoltas. Porém, é um thriller pra quem tem estômago porque a autora realmente te leva ao nível mais sujo e cruel do ser humano e ela consegue te assustar e te chocar em muitos momentos. Tem assassinatos de crianças, tem machismo, tem mortes brutais, tem satanismo, tem pedofilia e muita violência. É uma história pesada com final surpreendente. Para os fãs desse gênero eu recomendo muito a leitura, mas para mim – eu, Juliana, achei pesado demais – o que não quer dizer que não gostei, só fiquei bem chocada ehehehe. Talvez seja porque de momento eu esteja nessa fase de romances com dramas e muito amorzinho, talvez porque eu seja muito impressionável mesmo ahahaha. Mas vai levar as 5/5 xícaras porque a história é muito bem feita e porque também quero ler o outro dessa autora que se chama – Eu Vejo Kate:

08 nov, 2019

Livro: Se Não Houver Amanhã

“Lena Wise está sempre ansiosa pelo dia seguinte, especialmente porque está começando o último ano da escola. Ela está decidida a passar o máximo de tempo possível com os amigos, completar as inscrições da faculdade e talvez informar seu melhor amigo de infância, Sebastian, sobre o que realmente sente por ele. Para Lena, o próximo ano vai ser épico — um ano de oportunidades e conveniências.

Até que uma escolha, um instante… destrói tudo.

Agora Lena não está ansiosa pelo dia seguinte. Não quando o tempo que dedica aos amigos pode nunca mais ser o mesmo. Não quando as inscrições para a faculdade podem ser qualquer coisa, menos viáveis. Não quando há o risco de Sebastian jamais perdoá-la pelo que aconteceu.

Pelo que ela permitiu que acontecesse.

À medida que sua culpa aumenta, Lena está ciente de que sua única esperança é superar o ocorrido. Mas como é possível seguir em frente quando a existência inteira, tanto dela quanto a de seus amigos, foi transformada?
Como seguir em frente quando o amanhã sequer é garantido?”

Este “Se não Houver Amanhã” não é o de Sidney Sheldon e sim da escritora Jennifer L. Armentrout. Eu recebi esse livro no ano passado quando ainda assinava o Clube do Livro do Skoob (me segue lá!), eu nem me lembro qual tema era quando chegou esse pra mim, acabei colocando na prateleira e fui lendo outras coisas. Até que no outro dia arrumando meus livros, enquanto ainda lia a “… Livraria dos Sonhos” aleatoriamente eu escolhi esse para ser o próximo e que boa escolha fiz – eu devorei esse livro em menos de 6 dias.

Eu esperava encontrar uma história superficial com alguns adolescentes irritantes e no começo é bem isso mesmo, mas eu já imaginava que a história iria ter uma reviravolta (mesmo porque a sinopse já dá uma noção disso) e foi o que realmente aconteceu, porém mesmo assim eu não estava preparada pra tomar o soco no estômago que a autora me deu. Lena é uma menina com todos os seus dramas de 17 anos que mora em Virginia e como a grande maioria das pessoas da sua idade, Lena tem uma vida normal: muitos amigos, um amor (ainda não correspondido), festinhas, família, escola e os preparos para a faculdade. Até que um acontecimento muda completamente tudo. Não só a sua vida. Mas de todos a sua volta.

“A culpa não é sobre fazer alguém se sentir terrível por suas ações e não é sobre ferir os sentimentos das pessoas. Ações e falta de ações tem consequências. Se não aceitamos a responsabilidade ou a culpa por elas, estamos correndo o risco de repeti-las.”

Esse livro mexeu muito com meus sentimentos principalmente porque a autora conseguiu colocar toda a narrativa de uma maneira que foi escrita pra impactar mesmo o leitor, mas acima de tudo REFLETIR também. Eu não quero me aprofundar nos detalhes para não soltar spoilers, mas é uma história que emocionalmente envolve a culpa, o amor, o perdão e sobretudo, a necessidade de aceitarmos a ajuda de quem nos ama para assim conseguir passar por traumas na vida que muitas vezes nem esperamos. E que todo e qualquer ato tem sim suas consequências e cabe a nós aceitar a nossa parcela de responsabilidade, mesmo sabendo que isso não mudará as coisas, mas que deixará a vida mais leve para poder seguir em frente e fechar os ciclos.

É um livro adolescente, mas que não tem nada de superficial e que tratou de um tema bem impactante e me fez pensar em muitas coisas: nas decisões erradas que tomamos, a tal “a culpa do sobrevivente” quando acontece algo brutal, em nos fecharmos nos nossos sentimentos a ponto de não enxergar que as outras pessoas também estão sofrendo pelo mesmo fato, o trauma, o luto, mas acima de tudo este livro também fala dos “e se” que poderiam ter mudado toda essa triste tragédia que, inclusive, pode acontecer com qualquer um. Pensei muito nisso.

A única coisa que eu detestei nesse livro foi a revisão dessa edição que é da Universo dos Livros. Meu.Deus. Está péssima: tem tantos erros gramaticais que as vezes dava até uma desanimada de continuar e talvez eu até teria acabado desistindo se a história não fosse tão boa. Eu precisava mencionar esse meu descontentamento com isso porque essa revisão foi um descaso com esse livro. No mais, 5/5 xícaras. Leitura mais que recomendada:

04 nov, 2019

Livro: A Pequena Livraria dos Sonhos

A PEQUENA LIVRARIA DOS SONHOS FAZ PARTE DE UMA NOVA COLEÇÃO DE ROMANCES DA EDITORA ARQUEIRO, “ROMANCES DE HOJE”.

Um romance sobre importância da leitura e da literatura para diversos tipos de pessoa.

“Nina é uma leitora voraz que sonha em ter a própria lojinha de livros. Só que a vida real é um pouco mais complicada que as histórias que ela ama ler, o que ela descobre quando se muda para as lindas Terras Altas da Escócia para transformar seus sonhos em realidade… Tentei escrever o tipo de livro que adoro – convidativo, engraçado (ESPERO), com caras gatinhos (LÓGICO), mas também totalmente dedicado a nós, amantes de livros: os leitores.Venha se juntar à nossa turma!” Beijos, Jenny

Nina Redmond é uma bibliotecária que passa os dias unindo alegremente livros e pessoas – ela sempre sabe as histórias ideais para cada leitor. Mas, quando a biblioteca pública em que trabalha fecha as portas, Nina não tem ideia do que fazer.

Então, um anúncio de classificados chama sua atenção: uma van que ela pode transformar em uma livraria volante, para dirigir pela Escócia e, com o poder da literatura, transformar vidas em cada lugar por que passar.

Usando toda a sua coragem e suas economias, Nina larga tudo e vai começar do zero em um vilarejo nas Terras Altas. Ali ela descobre um mundo de aventura, magia e romance, e o lugar aos poucos vai se tornando o seu lar.

Um local onde, talvez, ela possa escrever seu próprio final feliz.

Este é o primeiro livro que li da coleção Romances de Hoje da Editora Arqueiro. Como eu sou uma pessoa completamente fora de controle com livros, hoje eu acabei de comprar os dois últimos que faltavam pra coleção e agora eu tenho todos eles porque livros nunca são demais e eu sou apaixonada por romances com ou sem água com açúcar. O primeiro que escolhi ler foi esse – total motivada e persuadida pelo título e como podem notar este é um romance, sobretudo, para pessoas que amam livros. Jenny Colgan tem uma narrativa super leve e cativante. Logo no começo do livro há uma nota com dicas da autora dos melhores lugares para se ler um livro: numa rede, num sofá confortável, na praia… Eu particularmente amo ler à noite, na minha cama, antes de dormir, mas adorei quando tive a experiência de ler por horas na praia na minha ultima viagem do ano passado e também gosto de ler na beira da piscina quanto estou no clube. 🙂

Nina é a personagem central da história que após perder o emprego de bibliotecária em Birmingham, decide juntar suas economias e comprar uma van vista em um anúncio cujo dono mora nas Terras Altas da Escócia. Sua ideia é transformar a van em uma livraria móvel e levar os livros paras todas as pessoas porque Nina acredita que pra todo mundo, há o livro perfeito. Eu também acredito muito nisso. Acontece que o problema é que Nina não consegue licença para trabalhar na cidade que mora e acaba decidindo ficar com sua enorme van na Escócia (que chato né?) e aí é aonde tudo começa.

Com uma descrição maravilhosa sobre as Terras Altas da Escócia e as várias referências literárias que a autora nos conta durante a história, é impossível não se envolver com a trama. As coisas no começo são meio tempestuosas para Nina que por muitas vezes pensa em desistir desse seu sonho, mas aos poucos tudo vai se encaixando e dando certo pra ela, a vida de Nina muda completamente e ela acaba conhecendo tantas coisas e pessoas que se dá conta que o mundo vai muito além dos seus amados livros. A Pequena Livraria dos Sonhos é uma história bem levinha, de leitura fluída e rápida e muito, muito amorzinho.

Alguns pontos eu achei bem previsíveis e algumas vezes eu achei Nina bem implicante, mas ao final do livro você fica com o coração quentinho e um sorriso no rosto. Pra quem gosta de romances água com açúcar, gostosinhos de ler, esse livro é sem dúvida um Chick-Lit perfeito! Eu me identifiquei muito como leitora quando a autora fala principalmente sobre o amor por livros e sobre o poder que a literatura tem de transformação na vida das pessoas, além do que, nos ensina uma ótima lição de nunca desistir dos nossos sonhos – por mais loucos que eles possam parecer e Nina nos mostrou isso lindamente. 5/5 xícaras:

31 out, 2019

Livro: Cem Anos de Solidão

“Neste, que é um dos maiores clássicos de Gabriel García Márquez, o prestigiado autor narra a incrível e triste história dos Buendía – a estirpe de solitários para a qual não será dada “uma segunda oportunidade sobre a terra” e apresenta o maravilhoso universo da fictícia Macondo, onde se passa o romance. É lá que acompanhamos diversas gerações dessa família, assim como a ascensão e a queda do vilarejo. Para além dos artifícios técnicos e das influências literárias que transbordam do livro, ainda vemos em suas páginas o que por muitos é considerado uma autêntica enciclopédia do imaginário, num estilo que consagrou o colombiano como um dos maiores autores do século XX.”

Enquanto eu começava a escrever a resenha deste livro eu acabei tendo uma constatação pessoal minha: eu me apego emocionalmente e me entrego muito mais aos clássicos escritos por mulheres do que os clássicos escritos por homens. Eu não sei o porquê do real motivo disso. Talvez eu me identifique muito mais com a forma da escrita dos clássicos de mulheres, muito embora nenhuma seja igual a outra, mas analisando aqui de todos os clássicos escritos por homens que eu já li até hoje (e nem foram tantos assim pra falar a verdade, mas teve alguns bem relevantes), eu não gostei 100% e/ou a história não me prendeu emocionalmente como eu esperava – foi assim com Tolkien, Bram Stoker, Victor Hugo e por favor, não me interpretem errado, são obras espetaculares, mas que por algum motivo, eu não consigo me prender total e emocionalmente aos nomes de grandes clássicos de escritores masculinos. E Cem Anos de Solidão foi assim.

Esta história é bastante atípica. Depois que você emerge na narrativa de Gabo e ingressa em Macondo as coisas vão acontecendo uma atrás de outra de uma forma muito louca que parece que você não tem um tempo nem pra respirar. Se tratando de livros, essa proposta parece bem interessante, porém, em determinado momento isso começou a me cansar. Cem Anos de Solidão tem uma mistura do real com a fantasia o que deixa a livre interpretação ao entendimento de cada leitor, acho que se eu lesse esse livro uma segunda vez, talvez eu tiraria uma outra interpretação diferente ou acrescentada de algumas coisas. Macondo é um vilarejo fictício que conta a história da família Buendía – que são os fundadores, e tudo se passa por várias gerações e, é apenas isso que vou contar à vocês porque como eu disse: acredito que cada leitor tire uma conclusão diferente dessa história.

Para mim, fazendo uma leitura mais aprofundada de montar todo o quebra cabeça louco que foi com tantos José Arcadios e Aurelianos (todos herdavam o mesmo nome, e no começo parece confuso, mas dá pra se alinhar em quem é quem na história) e todos os seus acontecimentos históricos, amorosos, políticos, familiares que estão entrelaçados entre a fantasia e a realidade, eu compreendi que o certo e o errado não existe: os personagens apenas são, mas que durante a vida todos tem o mesmo fardo da solidão e no final, inevitavelmente, o mesmo destino: a morte. Macondo também tem ótimas personagens femininas: Rebecca, Amaranta, Pilar Temera, Remédios… Mas a que mais gostei foi Úrsula.

*Resumo Gráfico e Árvore Genealógica da Família Buendía e do Romance Cem anos de Solidão – Fonte Wikipédia

Resenhando assim, parece que meu comentário cai por terra sobre o que disse no começo de clássicos de escritores homens não me encantaram por completo e Cem Anos de Solidão é realmente uma ótima história, não é a toa que ganhou Nobel, não é a toa que é referência mundial do clássico latino-americano, só que depois de um tempo dentro da história, eu achei um tanto quanto cansativa e já não via a hora de acabar.

Em boa parte talvez seja pela narrativa de Gabriel Garcia que realmente é como se você estivesse em um trem a toda velocidade e sem freio, talvez porque também eu não esteja totalmente habituada com isso, talvez se eu pegar esse livro em um outro momento eu tire uma outra lição dele e talvez passe a amá-lo muito mais, mas não foi dessa vez.

Se eu recomendaria? Com toda certeza! Um clássico é um clássico, né mores? Macondo e seus personagens nos dão uma real perspectiva principalmente sobre o comportamento humano nas suas mais variadas nuances e é uma história que todos deveriam ler pra assim tirar suas próprias conclusões. O livro vai virar uma série da Netflix também e honestamente eu não faço a menor ideia de que forma será representado, em todo caso, sempre leiam o livro primeiro.

4/5 xícaras:

28 out, 2019

Livro: É Assim Que Acaba

Um romance sobre a força necessária para fazer as escolhas corretas nas situações mais difíceis. Da autora das séries Slammed e Hopeless.

Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade. Ryle é confiante, teimoso, talvez até um pouco arrogante. Ele também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora. Além de estar sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, Lily não consegue tirar Atlas Corrigan da cabeça — seu primeiro amor e a ligação com o passado que ela deixou para trás. Ele era seu protetor, alguém com quem tinha grande afinidade. Quando Atlas reaparece de repente, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco. Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora, que não tem medo de discutir temas como abuso e violência doméstica. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais.

Este é o segundo livro de Colleen Hoover que eu leio. O primeiro foi Novembro 9 e desde esse livro eu me simpatizo muito por essa autora, gosto de sua narrativa. “É Assim que Acaba” se trata de uma história bem delicada que aborda um tema muito delicado também: a violência doméstica. A história começa com Lily e Atlas e em paralelo tem o relacionamento dos pais de Lily com um pai que é violento com a mãe. Depois, não vou contar o motivo, Lily perde o contato com Atlas e se muda para Boston. Lá ela monta seu próprio negócio e conhece Ryle. É engraçado que logo no começo da história não tem como você não se apaixonar por ele e principalmente depois pela história de amor dos dois, é tudo muito perfeito. Os personagens carregam suas qualidades e defeitos, mas que são tão reais, que vamos nos identificando sempre em alguma coisa com eles.

Acontece que logo depois a história toma um outro rumo. Atlas reaparece e as coisas começam a mudar de sentido e seguem um caminho bem complexo e super delicado para Lily porque Ryle se mostra uma outra pessoa após algumas situações. E aí você começa a compreender todas as questões de mulheres que são agredidas pelo parceiro e que não são nada simples de se resolver com um “largar do cara e seguir a vida“.

Uma mulher não é fraca porque decidiu continuar a sua vida com o agressor mesmo após tantas surras. A gente percebe que cada história é diferente da outra, mas que todas as mulheres são fortes independente de terem continuado ou não com um marido violento. Você compreende os sentimentos absurdamente conflitantes que a mulher agredida passa entre o Amor X Ódio, entre o Perdão X Medo e se coloca no lugar da pessoa enxergando que não é tão simples como muita gente pergunta “mas porque não largou quando ele te agrediu?”. É um livro que nos traz muitas reflexões e empoderamento, em ouvir ao invés de julgar, então eu acho que vale muito a leitura mesmo se você não curta esse tipo de romance.

Eu gostei muito dessa história, principalmente porque Colleen Hoover se baseou nas experiências da própria vida que teve com um pai violento (mas ao mesmo tempo muito amoroso com os filhos) pra criar personagens tão reais numa história tão pesada sobre um tema que deveria ser muito mais falado e que, infelizmente, é super comum à muitas mulheres. 5/5 xícaras:

16 out, 2019

Livro: Por Toda a Eternidade

Tully Hart é uma mulher ambiciosa, movida por grandes sonhos que, na verdade, escondem as lembranças de um passado de abandono e dor. Ela acredita que pode superar qualquer coisa ao esconder bem fundo os sentimentos de rejeição que carrega desde a infância… Até que sua melhor amiga, Kate Ryan, morre. Então, tudo começa a mudar para Tully, que se vê escorregando em um precipício cheio de memórias melancólicas e remédios para dormir…

Dorothy Hart — ou Cloud, como era conhecida nos anos 1970 — está no centro do trágico passado de

Tully. Ela abandonou a filha repetidas vezes na infância. Até que as duas se separaram de uma vez por todas. Aos dezesseis anos, Marah Ryan ficou devastada pela morte da mãe, Kate. Embora seu pai e seus irmãos se esforcem para manter a família unida, Marah transformou-se numa adolescente rebelde e inacessível em sua dor. Tully tenta aproximar-se de Marah, mas sua incapacidade para lidar com os sentimentos da afilhada acaba empurrando a menina para um relacionamento infeliz com um rapaz problemático.

A vida dessas mulheres está intimamente ligada, e a maneira como elas vão rever seus erros e acertos constrói um romance comovente sobre o amor, a maternidade, as perdas e o novo começo. Onde há amor, há perdão…

Esse livro é o segundo e o ultimo da história de Firefly Lane. O primeiro eu fiz a resenha anteriormente e havia dito que achei algumas partes um pouco maçantes porque achei que faltou um pouco mais de emoção na história, o que vale lembrar que não é comum pros livros de Kristin Hannah. “Por Toda a Eternidade” foi muito melhor, a história continua após a morte de Kate e intrinsecamente as vidas de Tully, Kate, Marah (filha de Kate) estão intimamente interligadas.

Marah é a filha da Kate e Johnny – a adolescente insuportável que eu citei no primeiro livro e que até a metade deste segundo fica ainda mais detestável. Sério. Por tantas vezes ela foi tão cruel e tão egoísta com quem a amava que nem a justificativa da morte da mãe serviu pra explicar as atitudes e as consequências de suas escolhas, é por isso que o livro aborda muito bem essa questão sobre o perdão. Sobre como cada um lida de uma forma diferente em relação ao luto e é uma forma de pensar em como nós somos em relação aos outros no decorrer da vida, principalmente a quem é muito próximo. Também me simpatizei muito mais de Tully neste livro (também pudera né? ela toma no c* do inicio ao fim da história, coitada ehehe).

Eu gostei muito a narrativa que Kristin usou dessa vez; intercalando a narrativa da autora com a de Tully – após um episódio que acontece logo no começo do livro e que foi uma ótima forma de deixar a história muito mais emocionante. Por Toda a Eternidade é um romance que vai te contar uma história carregada de dramas e vai te falar sobre as perdas, (novamente) a amizade (inclusive além da vida), arrependimentos, escolhas, consequências e principalmente as segundas chances e os recomeços – nos mostrando, principalmente, que nunca é tarde para se fazer o certo com quem amamos.

Eu fiquei muito tocada com a parte da história de Dorothy (ou Nuvem) – mãe de Tully porque pra quem leu só o primeiro livro vai detestar a personagem do inicio ao fim, mas nesse segundo há todo um pano de fundo bem detalhado de como foi a vida dela e porque das atitudes e escolhas (não necessariamente) erradas.

Em suma, é mais uma história de Kristin Hannah que nos mostra o amor é capaz de superar qualquer obstáculo! 5/5 xícaras:

07 out, 2019

Livro: Amigas Para Sempre

“Tully Hart tinha 14 anos, era linda, alegre, popular e invejada por todos. O que ninguém poderia imaginar era o sofrimento que ela vivia dentro de casa: nunca conhecera o pai, e a mãe, viciada em drogas costumava desaparecer por longos períodos, deixando a menina aos cuidados da avó. Mas a vida de Tully se transformou quando ela se mudou para a alameda dos Vaga-lumes e conheceu a garota mais legal do mundo. Kate Mularkey era inteligente, compreensiva e tão amorosa que logo fez Tully sentir-se parte de sua família. Ao longo de mais de trinta anos de amizade, uma se tornou o porto seguro da outra. Tully ajudou Kate a descobrir a própria beleza e a encorajou a enfrentar seus medos. Kate, por sua vez, a ensinou a enxergar além das aparências e a fez entender que certos riscos não valem a pena. As duas juraram que seriam amigas para sempre. Essa promessa resistiu ao frenesi dos anos 1970, às reviravoltas políticas das décadas de 1980 e 1990 e às promessas do novo milênio. Até que algo acontece para abalar a confiança entre elas. Será possível perdoar uma traição de sua melhor amiga? Neste livro, Kristin Hannah nos conta uma linda história sobre duas pessoas que sabem tudo a respeito uma da outra – e que por isso mesmo podem tanto ferir quanto salvar.”

Esse livro da Kristin H. para mim foi um dos mais morninhos comparado aos outros livros dela. Gostei sim da história, é uma trama muito boa, de duas personagens com vidas tão distintas e super fortes ao seu modo, mas por muitos momentos achei a narrativa bem morna e só com o final que ficou mais emocionante. Não é um livro ruim, longe disso, mas quem está acostumado com os romances de Kristin Hannah que são super intensos com uma pegada forte de drama, pode achar esse um pouco boring durante o decorrer da história.

Tully e Kate se tornam amigas inseparáveis aos 14 anos, seguem juntas para a faculdade que logo depois ambas tomam rumos diferentes na vida por suas próprias escolhas mesmo. Tully se torna famosa e rica na sua profissão e Kate escolhe ser mãe (que aliás tem uma adolescente insuportável na história) e dona de casa. Depois disso numa determinada parte da história, uma briga acontece (que aliás, Tully foi insensível pra cara*** nesse episódio) e há um hiato de 2 anos entre a amizade das duas.

Aí uma outra coisa acontece que aí nesse ponto já estamos praticamente no final da história, não vou escrever mais para não soltar spoilers. O que eu senti com esse livro? Faltou emoção, faltou aquela sacudida de dramas que Kristin Hannah é mestre em fazer nas suas histórias. Ambas amigas são egoístas ao seu modo com duas personalidades diferentes seguindo com suas qualidades e defeitos, e que tive muito mais empatia por Kate do que por Tully e mesmo as duas sendo tão super BFF’s no decorrer dos anos, a vida mostra que nem tudo são flores assim…

A história tem uma continuação que é “Por Toda Eternidade” e que eu já comecei a ler, alguns problemas no passado já estão sendo levados neste segundo livro e em breve farei resenha desse também.

Enfim… É um bom livro, mas certamente não é um dos melhores da autora. 4/5 xícaras:

17 set, 2019

Livro: Uma Carta de Amor

“Traduzidos para 50 idiomas, os livros de Nicholas Sparks já venderam mais de 100 milhões de exemplares no mundo.

“O sucesso de O diário de uma paixão não foi mera sorte. Mais uma vez Nicholas Sparks oferece uma história de amor comovente, maravilhosamente escrita e extremamente romântica. Sua forma de narrar os obstáculos que as pessoas enfrentam nos
relacionamentos é sensível e cheia de esperança.” – Booklist

Há três anos, a colunista Theresa Osborne se divorciou do marido após ter sido traída por ele. Desde então, não acredita no amor e não se envolveu seriamente com ninguém.

Convencida pela chefe de que precisa de um tempo para si, resolve passar férias em Cape Cod. Lá, Theresa encontra na praia uma garrafa arrolhada com uma folha de papel enrolada dentro.

Ao abri-la, descobre uma mensagem que começa assim: “Minha adorada
Catherine, sinto a sua falta, querida, como sempre, mas hoje está sendo
especialmente difícil porque o oceano tem cantado para mim, e a canção é a da nossa vida juntos.”

Comovida pelo texto apaixonado, Theresa decide encontrar seu misterioso autor, que assina apenas “Garrett”. Após uma incansável busca, durante a qual descobre novas cartas que mexem cada vez mais com seus sentimentos, Theresa vai procurá-lo em uma cidade litorânea da Carolina do Norte.

Quando o conhece, descobre que há três anos Garrett chora por seu amor perdido, mas também percebe que ele pode estar pronto para se entregar a uma nova história. E, para sua própria surpresa, ela também.

Unidos pelo acaso, Theresa e Garrett estão prestes a viver uma história comovente que reflete nossa profunda esperança de encontrar alguém e sermos felizes para sempre.”

Acho que pelo segundo livro lido de Nicholas Sparks já posso dizer que eu virei fã deste autor. Eu amo um romance água com açúcar, eu amooo um drama dos bons e amo reviravoltas que me pegam de surpresa, principalmente aquelas que não precisam necessariamente se tratar de um final feliz. Esse livro é basicamente isso.

Um romance bem gostoso de ler, apenas com a ressalva de que em alguns momentos tive a sensação que a história caiu um pouco na mesmice, mas eu estava fluindo tão bem com a leitura que quando percebi, já estava no final! E aí o autor vem e te dá um soco no estômago.

Theresa é uma personagem cativante, independente e forte. Garret é bem legal também, um fofo, um homem digno de se apaixonar, mas achei ele um pouco paranoico em alguns momentos. É lógico que entendo a dor da perda dele e tudo mais, mas ele estava carregando um fardo de luto maior do que poderia suportar e isso por sua própria escolha, o que em alguns momentos me irritava um pouco na história. É um livro muito comovente que fala sobre o amor verdadeiro, destinos, sobre se dar uma chance de ser feliz, perdas e recomeços. Pra quem ama esse tipo de romance é um prato cheio, super recomendo! 5/5 xícaras:

P.S. Sei que tem o filme também que é com Kevin Costner e Robin Wright. Aqui o trailer.

10 set, 2019

Livro: Um Lugar Bem Longe Daqui

Fenômeno editorial, com mais de 2 milhões de cópias vendidas, Um Lugar Bem Longe Daqui figura nas listas de best-sellers dos Estados Unidos desde seu lançamento original, em agosto de 2018.

Por anos, boatos sobre Kya Clark, a “Menina do Brejo”, assombraram Barkley Cove, uma calma cidade costeira da Carolina do Norte. Ela, no entanto, não é o que todos dizem. Sensata e inteligente, Kya sobreviveu por anos sozinha no pântano que chama de lar, tendo as gaivotas como amigas e a areia como professora. Abandonada pela mãe, que não conseguiu suportar o marido abusivo e alcoólatra, e depois pelos irmãos, a menina viveu algum tempo na companhia negligente e por vezes brutal do pai, que acabou também por deixá-la.

Anos depois, quando dois jovens da cidade ficam intrigados com sua beleza selvagem, Kya se permite experimentar uma nova vida — até que o impensável acontece e um deles é encontrado morto.

Ao mesmo tempo uma ode à natureza, um emocionante romance de formação e uma surpreendente história de mistério, Um Lugar Bem Longe Daqui relembra que somos moldados pela criança que fomos um dia e que estamos todos sujeitos à beleza e à violência dos segredos que a natureza guarda.

A obra foi incluída no clube de livros de Reese Witherspoon, que posteriormente adquiriu os direitos de adaptação cinematográfica e vai produzir o filme com a Fox 2000.

Um dos livros mais fantásticos e emocionantes que eu li nos últimos tempos. Muitas histórias me emocionam, mas há tempos que eu não chorava de verdade com uma história e esse livro me arrancou muitas lágrimas. Aqui temos a história de Kya – uma criança que desde muito cedo aprendeu o que é solidão após ter sido abandonada pela mãe, depois pelos irmãos e posteriormente tendo que conviver com um pai violento e alcoólatra que logo é abandonada por ele também. Kya viveu toda a sua vida no brejo e foi na natureza que buscou seu refúgio. Nunca foi a escola. Nunca teve amigos. Era discriminada por todos da cidade, até conhecer Tate que a ensinou a ler e a escrever e ambos se apaixonaram, mas aí, mais uma vez, Kya é abandonada.

Durante a narrativa acompanhamos os passos de Kya desde a infância até a vida adulta, além disso, temos o mistério de um assassinato aonde Kya é a principal suspeita – o que deixa a história ainda mais envolvente e tensa em muitos momentos. Não vou me prolongar mais nos pontos da história para não soltar nenhum spoiler, mas fiquei tocada com a escrita delicada e praticamente poética de Delia Owens.

“O sol, quente feito um cobertor, envolvia os ombros de Kya, chamando-a mais para o fundo do brejo. Às vezes ela escutava ruídos noturnos que não conhecia ou se assustava com algum relâmpago próximo demais, mas, sempre que titubeava, era a terra quem a amparava. Até, por fim, em algum instante que passou despercebido, a dor no coração se esvaiu para dentro da areia como água. A dor continuou ali, mas no fundo. Kya passou a mão na terra molhada que respirava, e o brejo virou sua mãe.”

“Um Lugar Bem Longe Daqui” é uma história que fala sobre abandono, solidão, recomeços, superação, sobrevivência, preconceitos, maldade, mas acima de tudo fala em como natureza é capaz de acolher, cuidar e sendo assim salvar uma vida humana. Nos faz pensar em muitas coisas: no negligenciar vidas que deveria ser nosso dever amparar, na dor pessoal que cada um carrega e que muitas vezes julgamos sem saber a história, em como a natureza é capaz de acolher, cuidar e transformar a vida de um alguém. Sem duvida é um dos melhores livros de 2019 e entrou pra minha lista de preferidos. 5/5 xícaras que se pudesse eu dava mil:

22 ago, 2019

Livro: Laços Inseparáveis

“A autora de cinco romances de sucesso, Emily Giffin, lança uma história inesquecível de duas mulheres, as famílias que a fazem ser quem são, e a lealdade e o amor que as ligam.

Marian Caldwell é uma produtora de televisão de 36 anos, vivendo seu sonho em Nova York. Com uma carreira bem-sucedida e um relacionamento satisfatório, ela convenceu todo mundo, inclusive si mesma, que sua vida está do jeito que ela deseja. Mas uma noite, Marian atende a porta… para apenas encontrar Kirby Rose, uma garota de 18 anos com a chave para o passado que Marian pensou ter deixado para trás para sempre. Desde o momento que Kirby aparece na sua porta, o mundo perfeitamente construído de Marian — e sua verdadeira identidade — será chacoalhado até o fim, fazendo ressurgir fantasmas e memórias de um caso de amor apaixonado que ameaça tudo para definir quem ela realmente é.

Para a precoce e determinada Kirby, o encontro vai provocar um processo de descobrimento que a leva ao começo da vida adulta, forçando-a a reavaliar sua família e seu futuro com uma visão sábia e doce.

Enquanto as duas mulheres embarcam em uma jornada para encontrar o que está faltando em suas vidas, cada uma irá reconhecer que o lugar no qual pertencemos normalmente é onde menos esperamos — um lugar que talvez forçamos a esquecer, mas que o coração se lembra eternamente.”

Meu primeiro livro de Emily Giffin. Não é uma história do tipo “minha nossa que surpreendente” como Kristin Hannah consegue transformar em temas corriqueiros, mas eu gostei muito da escrita de Emily Giffin e como ela conseguiu aprofundar de uma maneira muito delicada o tema adoção na história. Marian é uma personagem bem construída, mas de uma personalidade bem superficial, não gostei muito dela, embora o tempo todo eu torcesse por sua felicidade. Sem duvida Conrad e Kirby são os mais cativantes de toda a história e só lendo pra entender o porquê disso.

“Não é carne de minha carne, nem sangue de meu sangue, mas assim mesmo, de um jeito milagroso, ainda é parte de mim. Nunca esqueça, nem por um minuto, que você não cresceu embaixo de meu coração, mas dentro dele.”

Laços Inseparáveis é uma história que fala sobre amor verdadeiro (mesmo que seja uma aventura de verão), sobre escolhas, segredos, mentiras e suas consequências, sobre como uma vida pode parecer perfeita aos olhos de quem vê, mas que na verdade é apenas solitária. É sobre família e laços e que alguns desses laços são sim inseparáveis. Uma narrativa simples sem grandes reviravoltas ou descobertas cabeludas, mas é bem fluída, um livro gostoso de ler e que te deixa com o coração quentinho quando tudo termina. Vai levar 5/5 das xícaras:

14 ago, 2019

Livro: Sob o Céu Escarlate

“A épica história de um herói esquecido durante um dos períodos mais sombrios da humanidade. Romance baseado em uma história real, um fiel retrato da Segunda Guerra Mundial no território italiano, com personagens cativantes e uma envolvente história de amor.

Pino Lella não quer se meter na guerra contra os nazistas. Ele é o típico adolescente italiano da década de 1940: adora a
música, a boa comida e, é claro, as garotas. No entanto, seus dias de inocência estão contados. Quando a cidade de sua família, Milão, é destruída durante um bombardeio orquestrado pelos aliados, Pino passa a ajudar a fuga de judeus por meio de uma rede secreta de passagens subterrâneas, sob os Alpes. Nesse meio tempo, o garoto acaba se apaixonando por Anna, uma bela viúva seis anos mais velha que ele.

A guerra, no entanto, é implacável. Na tentativa de proteger o filho, os pais de Pino o forçam a se alistar nas Forças de Guerra Alemãs, acreditando que, dessa forma, ele estaria livre do front. Seus caminhos o levarão à oportunidade de agir como espião dentro do Alto Comando Alemão, e Pino deverá enfrentar os horrores da maior guerra já vista na história da humanidade.”

História real. A Segunda Guerra que se passou na Itália, algo não muito contado, mas que foi um país de extrema importância para a Alemanha, pois se teve o fascista Mussolini como maior apoiador de Hitler. Aqui temos a história de Pino Lella, cuja primeira parte se passa na Casa Alpina, aonde durante as férias Pino ajudou a salvar judeus. A segunda parte é o retorno de Pino à Milão a pedido de seu pai como ideia de protege-lo do alistamento a guerra e, é aí que sua vida irá mudar completamente.

Dentre tantos acontecimentos, Pino passa a ser motorista de um nazista da alta patente de Hitler e por isso Pino acaba trabalhando para a resistência como espião. No meio dessa história toda há uma personagem que gostei muito: Anna – uma mulher por quem Pino fica completamente apaixonado e juntos passam a ter um romance que é abruptamente interrompido mais ao final.

Pino com todos esses acontecimentos teve muitas vitórias, mas também teve muitas perdas em seu caminho. É uma boa história, porém, a narrativa pra mim se deu um pouco cansativa, arrastada demais apesar de ser muito boa, um paradoxo né? =/ Mas não me prendeu como eu esperava, tanto que achei o posfácio do livro muito mais interessante que a própria história.

3/5 xícaras:

UPDATE:

E ontem eu tive uma enorme surpresa quando abri o Instagram: Quando o personagem real da história do livro que vc acabou de ler, curte sua foto e começa a te seguir no Instagram. O verdadeiro Pino Lella do livro curtiu a minha foto, que postei semanas atrás do livro e começou a me seguir no instagram. =O

P.S. Fiz questão de procurar ver se não era fake, mas não há outro perfil e esse, além de ter sido escrito em primeira pessoa e ter comentários que indica ser de pessoas próximas à ele, tem fotos muito pessoais pra não ser o real. É como sempre digo: o mundo dos livros é fantástico!