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Cidade do Vaticano – Itália

dezembro 14, 2011

Cidade do Vaticano – Itália

Mesmo o Vaticano sendo uma cidade de um enclave murado dentro da cidade de Roma, eu senti a necessidade de fazer um post só para a Cidade do Vaticano. Sede da igreja católica, com 44 hectares e com uma população de mais ou menos 800 habitantes o Vaticano existe desde 1929 e, é o menor Estado totalmente independente e soberano do mundo, a defesa do estado é de responsabilidade da Itália, enquanto a segurança do Papa é de responsabilidade da Guarda Suíça.


O Vaticano também é considerado como Patrimônio Mundial pela UNESCO e por volta de 40 d.C o imperador Calígula iniciou a construção de um circo, que mais tarde foi completada por ninguém menos que Nero dando o nome de Circo de Nero (esse cara também causou, heim?), mas depois Calígula tomou de volta, e esse obelisco foi o que sobrou do circo e se tornou um grande martírio para os cristãos… Dizem que São Pedro foi crucificado nesse circo de cabeça para baixo, o obelisco (um símbolo egípcio e totalmente pagão) está até hoje bem ao centro da Praça de São Pedro.


Foto “roubada” do Sandro


Em 326, a primeira igreja, a Basílica de Constantino, foi construída sobre o local onde os primeiros católicos romanos (desde o primeiro século da era cristã), bem como arqueólogos italianos, afirmavam que foi o túmulo de São Pedro, enterrado em um cemitério comum no local. A basílica foi crescendo em volta ao túmulo de São Pedro e hoje é tudo isso que você vê quando entra no Vaticano. A Basílica de São Pedro foi a maior igreja com o domo mais alto do mundo de 1626 a 1989, mais tarde perdeu o título pra igreja de St. Petri em Hamburgo na Alemanha, mas disso não faz da Basílica de São Pedro menos imponente, não sou católica praticante, mas acredito em Deus e entrar nessa Basílica em especial foi incrível, na minha opinião a Basílica de São Pedro é mais bonita que a Catedral de St Paul’s em Londres.


Pra se entrar na Basílica de São Pedro existe todo um regulamento e esquema de segurança. Começaremos primeiro pelo regulamento: não se pode entrar de bermuda, boné, camisetas regatas ou chinelos… Para as mulheres roupa curta nem pensar e fiquei só imaginando a quantidade de brasileiras piriguetes que já foram barradas alí… Parece loucura uma coisa dessas, mas é o mínimo de respeito que se pede por visitar um lugar como esse…

Aí como sempre tem um “desinformado” no mundo, eu vi uma japa com uma micro saia e um decote que ia praticamente até o umbigo furando a fila um pouco mais na nossa frente (biscate e ainda sem educação) e pensei: “tá furando fila a toa pirijapa, não vão te deixar entrar vestida desse jeito” e não deu outra – 5 minutos depois ela estava sendo educadamente retirada por um guarda, justamente por conta da sua roupa que não era em nada apropriada para uma igreja, minha vontade foi de quando ela passou por mim levantar um L com as mãos bem no meio da testa pra ela, mas deixei pra lá, afinal, eu sou uma boa menina!

O esquema de segurança também é bem rígido: você passa por um detector de metais, as mochilas e os homens são revistados um por um e só assim depois de passado por tudo isso, você já pode entrar na Basílica – o que acho essencial já que né… Tem cada louco nesse mundo!


Todo mundo que entra passa as mãos no pé de São Pedro feito em bronze, percebam os dedos do pé dele, como já estão gastos…

Dentro da basílica bem ao centro há a localização do túmulo de São Pedro que fica em baixo nas catacumbas, mas visto de cima é só um santuário… E nós conseguimos entrar nas catacumbas e ver os túmulos de todos os Papas que passaram por alí, inclusive, conseguimos ficar bem diante do túmulo de São Pedro. Ricardo ficou de queixo caído, eu fiquei simplesmente muda e entramos por um acaso quando vi um dos guardas abrir uma portinha aonde tinha um santuário (não me lembro de quem) e formar uma pequena fila, chamei o Ricardo e disse: “entra nessa fila comigo” ele – “por quê, o que é?” – “não sei, mas vamos descobrir” e foi assim que descemos até lá.


Descendo pras catacumbas…

Pesquisamos depois e descobrimos que as catacumbas são abertas apenas 2 vezes ao dia, em horários aleatórios e pra pouquíssimos visitantes, é o tal ditado de estar no lugar certo e na hora certa. Vimos também o túmulo do Papa João Paulo II, mais ao longe pois alguns lugares estavam em reforma, mas mesmo assim conseguimos ver… E, é óbvio que lá dentro são se podia tirar fotos, mas Rick deu uma de safado-discreto e só apertou o botão da máquina que estava pendurada no pescoço, este então é o túmulo de São Pedro:


Vimos também a famosíssima obra Pietà de Michelangelo. De 1499 que hoje é protegida por um vidro à prova de bala depois de ter sido atacada em 1972, a Pietà é toda feita em mármore, ela representa Jesus morto nos braços da Virgem Maria. Pietà foi a primeira grande obra escultórica de Michelangelo.


Créditos da foto todos ao Rick, que conseguiu um zoom ótimo com a cam e registrou essa obra belíssima

Além da Basílica de São Pedro é possível também conhecer a Capela Sistina e o Museu do Vaticano, o que não fomos a nenhum dos dois pelos motivos de: muita gente, muita fila e pouco tempo.


E não é que saí procurando, eles existem mesmo

Saindo da Praça e seguindo pela muralha chegamos ao Castelo de Santo Ângelo (mais uma vez: quem leu/assistiu “Anjos e Demônios” vai identificar tudo nesse post) que foi nosso segundo passeio feito pelo Roma Pass, o Castelo também é conhecido como o Mausoléu de Adriano, localizado à margem direita do rio Tibre, diante da ponte Sant’Angelo.


Foi iniciado em 139 d.C pelo o Imperador Adriano como seu mausoléu particular e foi concluído Antonino Pio. Mas em pouco tempo sua função foi alterada e foi utilizada como edifício militar e sendo assim ficou integrada a muralha do Vaticano (que na verdade se chama Muralha Aureliana). Durante a época medieval esta foi a mais importante das fortalezas pertencentes aos Papas e serviu também como prisão para muitos patriotas, na época dos movimentos de unificação da Itália ocorridos no século XIX.


Vista da Basílica pelo Castelo

De volta em Roma:


Pra mim foi emocionante conhecer o Vaticano, pensei muito na minha avó, na minha mãe, queria que elas estivessem lá com a gente. Estando no Vaticano você sente muito, o grande poder que a igreja católica tem no mundo e uma coisa engraçada que notei é: o Papa Bento XVI é muito respeitado por lá, as pessoas gostam dele e tudo mais, mas quem é o amado mesmo pelo povo ainda é o Papa João Paulo II.

Digo isso pelas lojas de souvenirs e isso não só no Vaticano, mas em toda a Itália… Do Papa João Paulo II tinha postais, medalhinhas, terços e mais uma porrada de outras coisas, do Papa Bento XVI apenas uma coisinha ou outra… É uma observação tão nítida que não tem como negar… Engraçado isso, né? Carisma é uma coisa que pode ficar pra sempre. Já na Alemanha em lojas de souvenirs só se vê Papa Bento XVI, mas a Alemanha ainda não é o nosso próximo destino. Este foi o ultimo post da Itália dessa viagem, próxima parada: Berna – Suíça!

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Comentários

  1. Lu ® diz

    dezembro 14, 2011 em 6:49 pm

    Adorei o post, Ju! Dá ainda mais vontade de viajar e conhecer esses lugares…

    Responder
  2. Lulu on the sky diz

    dezembro 14, 2011 em 7:56 pm

    Fascinante. Tô. semp palavras para descrever a emoção que eu sinto em ver essas fotos, que dirá ao vivo. Hoje é dia de festa no blog, comemoro 8 anos e você está convidada.
    Big Beijos

    Responder
  3. Ju diz

    dezembro 15, 2011 em 12:43 pm

    eu gostei muito de ter conhecido o vaticano e tbm tive a sorte de conseguir descer nas catacumbas… mas esse negócio de roupa, sei lá, acho q vale muuuuuuuuuito mais o q as pessoas carregam por dentro do q a maneira q elas se vestem, acho meio nada a ver isso, mas fazer o q né
    =)

    Responder
  4. Julis diz

    dezembro 15, 2011 em 1:12 pm

    Ju, eu acho que certas coisas precisam de um limite sim, uma por conta de não correr o risco de banalização e outra por respeito mesmo, o que vc carrega no coração vai te ajudar na hora de vestir qdo se for a uma igreja… O que acho que essa coisa de coração está bem escasso hoje em dia, não é a toa que Natal virou algo totalmente comercial.

    Em lugares como o Egito e países árabes se vc viaja pra lá não se pode andar com o tipo de roupa que se anda aqui no Brasil, é a regra do país… E a partir do momento que vc está indo pra outro lugar que não seja seu país vc tem que se adequar à ele e não o país se adequar a vc.

    Bom, é o que penso =)

    Beijo

    Responder
  5. Marilyn diz

    dezembro 18, 2011 em 1:30 pm

    Amiga, você é uma menina de muita sorte. Eu já te falei isso, lembra? E que Deus assim conserve! 😉
    Além das fotos belíssimas, amei seu texto, deu até frio na barriga de tão bacana!
    O Stato della Città del Vaticano seria o lugar de mãe mesmo, né? Quando vi suas fotos, pensei muito na minha. Queria ter proporcionado isso à ela, não deu tempo, mas hoje eu tenho certeza que ela já não precisa mais de passaporte para ir a lugar nenhum, ela vai. 🙂
    Beijo

    Responder
  6. Sem Noção diz

    janeiro 3, 2012 em 12:01 am

    Lindas fotos e uma aula de história.
    Gostei da pirigueti que não pode entrar.

    Responder

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Nada será como antes. Um ciclo de 9 anos se ence Nada será como antes. 

Um ciclo de 9 anos se encerra, estamos deixando 2025 como uma roupa que não nos serve mais. Um ciclo que acabou, mas a contagem reinicia. Não como um fim, mas como uma grande libertação — o último suspiro de uma era. O Ano 9 fecha portas, sela histórias, dissolve amarras, corta o que não serve mais. Limpa o terreno.

E então, o silêncio.

Desse silêncio fértil, nasce 2026: o Ano 1. Não é um simples recomeço. É um nascimento. A primeira respiração de um novo mundo. A semente que, depois de tanto tempo guardada na escuridão, sente o chamado da luz e rompe a terra com uma força crucial.
O Ano 1 é o ponto zero, é o instante após o grande fechamento, quando tudo está calmo, cru e possível. A energia agora não é de continuidade, mas de nascimento.

Não olhe para trás. O solo do ciclo passado já deu seus frutos. Virou composto. Nutriente, mas não morada. Sua energia agora é toda para a direção: para cima, para a luz. A raiz se fixa no novo agora. A semente se desfaz para se tornar planta. O Ano 1 pede desmontagem. Pedirá que você solte versões antigas, seguranças ilusórias. Pode ser desconfortável. Mas acredite, é necessário. Você não está quebrando. Está brotando.

Em 2026, ninguém verá a árvore majestosa. Talvez nem mesmo os primeiros brotos. Tudo acontecerá sob a terra, no invisível. Seu trabalho é desenvolver raízes fortes: autoconhecimento e intenção clara. O que vier depois será consequência.

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A Roda Gira: O ciclo passado acabou. Um novo destino se inicia.
Você no Centro: A Roda não gira à toa. Ela responde à sua vibração, às suas escolhas neste Ano 1. Você não é vítima do giro, é o eixo.
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O 9 encerra e o 1 você RENASCE.

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