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Livro: O Massacre da Família Hope

julho 11, 2026

Riley Sager traz mistério instigante e repleto de reviravoltas sobre o assassinato sem solução de uma família Em 1929, um crime bárbaro chocou o estado do Maine: a abastada família Hope foi brutalmente assassinada, restando apenas a filha mais velha, Lenora, que acabou se tornando a principal suspeita. Apesar de todos acreditarem que a garota foi a responsável pelo massacre, a polícia jamais encontrou provas disso. Daquele dia em diante, Lenora nunca mais falou sobre aquela noite e permaneceu isolada em Hope’s End, a famosa mansão onde o crime ocorreu. Décadas depois, quando a única lembrança do crime é apenas uma perturbadora cantiga infantil, Kit McDeere é designada como cuidadora de Lenora Hope, após a fuga da antiga enfermeira. Aos setenta anos e confinada a uma cadeira de rodas, Lenora perdeu a capacidade de falar, devido a uma série de derrames, e só consegue se comunicar com Kit datilografando frases em uma velha máquina de escrever. Até que, uma noite, Lenora escreve uma frase inesperada: eu quero te contar tudo À medida que Kit ajuda Lenora a escrever sobre os eventos que levaram ao massacre da família Hope, fica claro que a história é mais complexa do que as pessoas imaginam. Mas quando a cuidadora descobre os detalhes que provocaram a fuga da antiga enfermeira, ela começa a suspeitar que talvez Lenora não esteja dizendo toda a verdade – e que a senhora aparentemente inofensiva sob seus cuidados pode ser muito mais perigosa do que ela pensava.

Meu primeiro contato com Riley Sager, aqui temos uma premissa clássica de a mansão isolada, a velha senhora cheia de segredos, o crime sem solução. Esse livro que começa como um mistério de assassinato cujo cerne é um thriller psicológico que nos faz duvidar de tudo e desconfiar de todos. A história começa em 1929 com o assassinato da família Hope. Os pais, e a irmã foram mortos numa noite. A única sobrevivente, Lenora, tinha catorze anos. Foi a principal suspeita, mas nunca houve provas. A cantiga infantil que as crianças cantavam sobre o massacre tornou-se a única memória viva do que aconteceu. Décadas depois, Lenora está confinada a uma cadeira de rodas e a uma máquina de escrever, depois de uma série de derrames. Kit é a nova cuidadora, substituta da anterior que fugiu sem explicação.

Uma noite, Lenora escreve: “Quero te contar tudo.” E a partir daí, a história desdobra-se em duas camadas: o que Lenora diz, e o que Kit descobre por si mesma.

O que eu mais gostei nesse livro é a forma como Sager joga com a nossa confiança. Lenora é uma velha frágil e doente? Ou é uma assassina que escapou à justiça e continua a manipular quem a rodeia? A cada capítulo, você é empurrado para um lado e depois para o outro. Kit, a cuidadora, é o nosso olhar — e ela própria é uma personagem com um passado que a torna mais vulnerável à manipulação do que gostaria de admitir.

A mansão é um cenário perfeito. Hope’s End tem um nome que é ao mesmo tempo um lugar e uma ameaça. Os corredores, os quartos fechados. Há passagens em que a casa parece viva, que quer guardar segredos que não quer revelar. O grande trunfo do livro está nas memórias de Lenora, datilografadas na velha máquina, são intercaladas com a investigação de Kit. E à medida que a história de Lenora se revela, percebemos que há buracos — não na trama, mas na memória. Ou na verdade. Ou na vontade de contar.

O final é de cair o queixo. Sem spoilers, digo que Sager surpreendeu a lógica sem trair a lógica interna da história. O Massacre da Família Hope é um livro sobre o que escondemos, sobre o que as pessoas escolhem acreditar, e sobre o preço de contar a verdade. É também, e talvez sobretudo, um livro sobre o silêncio — sobre o que não se diz, e sobre o que se diz apenas quando já não há mais ninguém para ouvir. 5/5:

P.S. Desconfiem de tudo. Até da sua própria memória.

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Para Carl Jung, o tarot era um sistema de arquétip Para Carl Jung, o tarot era um sistema de arquétipos. Não uma ferramenta de adivinhação, mas um mapa do inconsciente. Para ele, as cartas são como projeções de padrões universais que habitam todos nós: a Mãe, o Pai, o Herói, a Sombra, a Transformação. Quando alguém tira uma carta, não está recebendo uma mensagem do futuro; mas sim num símbolo externo, um pedaço de si próprio que ainda não reconheceu.

Jung era um homem que acreditava que o acaso não existe. A isso, ele chamou de sincronicidade: aquilo que parece coincidência é, na verdade, a expressão de uma ordem mais profunda, uma ligação invisível entre o mundo interior e o exterior. E no tarot, a sincronicidade acontece o tempo todo: a carta que aparece é, muitas vezes, exatamente a que precisamos ver, mesmo que não ainda a gente não saiba que precisávamos dela.

Jung via o tarot como uma ponte. Não entre o visível e o invisível, mas entre o que sabemos de nós e o que ainda não sabemos. Por isso que o Tarot é uma ferramenta super poderosa de autoconhecimento, não de previsão. 

As cartas não revelam o que vai acontecer. Revelam o que já está a acontecendo dentro de nós — e que ainda não tivemos coragem de olhar.

É por isso que o tarot, hoje, tem tanto a ver com psicologia assim como com a espiritualidade. E talvez seja essa a maior herança de Jung: a ideia de que, no fundo, todas as cartas que tiramos são sempre, afinal, sobre nós.
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