
William Waters cresceu em uma casa silenciada pela tragédia, onde seus pais mal suportavam olhá-lo, muito menos amá-lo – então, quando ele conhece a espirituosa e ambiciosa Julia Padavano em seu primeiro ano da faculdade, é como se o mundo acendesse ao seu redor.
Com Julia vem sua família, pois ela e suas três irmãs são inseparáveis: Sylvie, a sonhadora, fica mais feliz com o nariz em um livro; Cecelia é uma artista de espírito livre; e Emeline cuida pacientemente de todas elas. Com os Padavano, William conhece uma nova alegria; cada momento em sua casa é repleto de um caos amoroso.
Mas então a escuridão do passado de William vem à tona, colocando em risco não apenas os planos cuidadosamente orquestrados de Julia para o futuro deles, como também a devoção inabalável das irmãs uma pela outra. O resultado é uma ruptura familiar catastrófica que muda suas vidas por gerações. Será que a lealdade que uma vez os enraizou será forte o suficiente para uni-los novamente quando for mais importante?
“Olá, Querida”, é meu primeiro livro de de Ann Napolitano e que grata surpresa foi essa história, eu adoro histórias profundamente humanas, ainda mais quando se envolve os vínculos familiares, e esse livro foi um prato cheio nesse sentido. Com uma narrativa sensível e personagens ricamente construídos, Anna Napolitano nos leva por uma história que oscila entre a luz do amor e as sombras de segredos não resolvidos.
William Waters, criado em um ambiente frio e marcado pela dor, encontra nos Padavano não apenas o amor de Julia, mas um sentido de família que nunca teve. A dinâmica entre as irmãs Padavano – Julia, Sylvie, Cecelia e Emeline – é o coração do livro. Cada uma delas é singular, mas sua união é tão forte que quase parece um organismo próprio. “Olá, querida” captura brilhantemente aquele tipo de amor familiar que é ao mesmo tempo sufocante e salvador, capaz de curar, mas também de ferir quando rompido. A aparente perfeição do mundo dos Padavano é abalada quando o trauma de William ressurge, desencadeando uma série de consequências devastadoras. A autora não poupa seus personagens: ela os coloca à prova, expondo suas fraquezas e mostrando como até os relacionamentos mais sólidos podem rachar sob pressão. A ruptura familiar é dolorosa de se acompanhar, mas também profundamente realista.
Temas como, o peso do silêncio, lealdade versus individualidade, redenção e perdão são profundamente abordados nessa história, você vai amar alguns personagens, ao passo que irá odiar outros. O desfecho não é simplesmente sobre “felizes para sempre”, mas sobre aceitação e crescimento. A narrativa deixa espaço para a esperança, mas também para a melancolia – como a vida real. Olá, Querida é um livro que vai te emocionar e te refletir em praticamente 100% do livro. Ann Napolitano escreve com uma empatia rara, transformando dramas pessoais em uma história comovente sobre como as famílias nos moldam – para o bem e para o mal. Um dos melhores que eu li esse ano. 5/5:







Deixe um comentário