
Josie Bianci morreu há quinze anos em um ataque terrorista. Ela se foi para sempre. Isso era o que a irmã dela, uma médica plantonista em Santa Cruz acreditava. Até que uma fração de segundos vira o mundo de Kit de cabeça para baixo. Durante a cobertura do incêndio em uma boate em Auckland, uma mulher aparece caminhando entre a fumaça e os escombros. A associação com Josie é inevitável, não há como negar. É inconfundível. Junto da imagem, uma enxurrada de emoções atinge Kit: luto, perda e raiva. Depois de chegar à Nova Zelândia, Kit começa sua jornada acompanhada de memórias do passado: os dias vividos na praia com Josie o adolescente perdido que fez parte de sua família e o trauma que assombrou as duas irmãs por toda a vida. Agora, se as duas irmãs se reencontrarem, segredos podem ser revelados e talvez seja preciso encarar a devastadora verdade que as separou por tanto tempo. Para reconquistar seu relacionamento, elas podem ter que perder tudo.
A história acompanha Kit, uma médica plantonista em Santa Cruz que ainda carrega as cicatrizes da perda da irmã, Josie, morta há quinze anos em um ataque terrorista. Sua vida vira de cabeça para baixo quando, durante a cobertura de um incêndio em uma boate na Nova Zelândia, ela vê uma mulher idêntica à irmã caminhando entre os escombros. Impulsionada por uma mistura de esperança e raiva, Kit viaja para a Nova Zelândia em busca de respostas. Lá, ela se vê obrigada a confrontar memórias dolorosas da infância: os verões na praia, o adolescente perdido que fez parte de sua família e o trauma que sempre pairou sobre as duas irmãs.
O livro alterna entre o presente e o passado com flashbacks da adolescência das irmãs, revelando camadas de seus relacionamentos e dos segredos que as separaram. Kit é uma protagonista realista — forte, mas vulnerável —, enquanto Josie é envolta em mistério e dor. O livro aborda temas de luto e perdão, trauma infantil e laços familiares, o drama é na medida certa, os mistérios que te prendem na história e ainda houve espaço pra um lindo romancinho – sem perder o foco da história. Eu adorei esse livro, muito embora eu não dava nada pela capa – prova de que nunca devemos julgar um livro por isso, e foi uma ótima história para me tirar da ressaca do livro anterior que li. Infelizmente esse é o único livro da autora publicado aqui no Brasil, eu gostaria muito de ler os outros livros dela.
Quando Acreditávamos em Sereias é um livro bem construído e comovente, que explora a resistência do amor familiar mesmo quando ele é submetido à prova do tempo e do trauma. Barbara O’Neal nos lembra que, às vezes, precisamos voltar ao passado para seguir em frente — e que a verdade, por mais dolorosa que seja, pode ser libertadora. 5/5:







Deixe um comentário