
O mar não esquece, ele submerge e… devolve apenas o que quer. Lee Gulliver nunca pensou que acabaria morando nas ruas, mas, quando seu restaurante fecha e ela se vê afundada em fracasso e dívidas, deixa sua antiga vida para trás, levando consigo apenas suas roupas e seu carro antigo. Ela o estaciona em um local isolado perto da praia para se esconder, até que um dia, às vésperas do amanhecer, se depara com uma mulher se jogando no oceano. Mas algumas histórias não acabam tão facilmente… Resgatada por Lee, Hazel traz consigo um casamento que a aprisiona, um marido poderoso e uma vida permeada por medo e abuso. E Lee, perdida demais para voltar atrás, mergulha nesse mundo que não lhe pertence, sem se dar conta das correntes invisíveis que puxam tudo para baixo. O que começa como um resgate se transforma em algo muito mais obscuro e, à medida que segredos vêm à tona e mentiras se entrelaçam, Lee percebe que pode ter se envolvido em um jogo muito maior e mais mortal do que imaginava. E, quando a verdade finalmente aparece, talvez seja tarde demais para voltar à superfície.
Esse livro não é só um thriller, é uma história sobre pessoas que se afundam. E sobre o que acontece quando alguém nos estende a mão e, em vez de nos salvar, nos puxa para o fundo com elas.
A Lee perdeu tudo. O restaurante, o dinheiro, a casa, a família. Acabou por viver dentro do carro, estacionado num canto isolado perto da praia. Não é uma vida, é uma sobrevivência. Até que uma manhã, antes do sol nascer, vê uma mulher a atirar-se ao mar. Ela não pensa, salta atrás e acaba salvando a mulher.
A mulher é a Hazel. Tem um casamento que a aprisiona, um marido poderoso e abusivo, uma vida feita de medo. E a Lee, que já não tem nada a perder, deixa-se envolver. Primeiro por compaixão. Depois por curiosidade. E é aí que as correntes invisíveis começam a puxá-la para baixo.
O que eu gostei nesse livro e que pra mim foi o grande mousse é a forma como a autora nos faz duvidar de tudo. No início, parece uma história sobre duas mulheres que se ajudam. Aos poucos, percebemos que nenhuma delas é exatamente o que parece. A Hazel esconde segredos. A Lee esconde um passado que não quer enfrentar. E o marido da Hazel, esse, esconde um poder que se estende muito além do que a Lee consegue imaginar, é um grande babaca.
A Lee não é uma heroína. É uma mulher quebrada, que tomou más decisões, que se deixou afundar. E é por isso que acreditei nela. A forma como se vê metida numa situação que não controla, rodeada de pessoas que não conhece, sem saber em quem confiar ou até mesmo como sair, faz você torcer por ela. Não é dos melhores thrillers que já li, mas valeu muito pelo entretenimento. 4/5:







Deixe um comentário