
Segundo minha lista…
O ano de 2023 foi o ano de ler calhamaços. Teve “E o Vento Levou…” início da saga “Outlander”, “Pássaros Feridos” e até os 4 livros de “Amiga Genial” da Elena Ferrante que eu li muito mais rápido do que eu tinha planejado. Li também alguns que eu só terminei pela força do ódio, então, resolvi fazer a lista dos que eu mais e menos gostei de 2023:
Os preferidos do ano:
“E o Vento Levou…” – bom, eu iniciei 2023 lendo esse livro que são quase mil páginas e que eu nem vi o tempo passar. Um clássico é um clássico. “E o vento levou” é um livro super emocionante, com temas importantes, cheio de dramas e reviravoltas – exatamente do jeito que eu gosto. Entrou pra minha lista dos favoritos da vida!
“Até que a Culpa nos Separe” – a Liane Moriarty é uma escritora que eu amo justamente porque nunca prometeu nada e sempre entregou tudo nas histórias e este livro é mais um deles que eu adorei ler. Ele tem uma dinâmica bem legal justamente porque não tem temas necessariamente mirabolantes, só que te prendem de uma forma na história que você não consegue parar de ler, a Liane tem esse dom.
Joana D’arc – que livro maravilhoso! Eu conhecia bem superficialmente a história de Joana D’arc e este livro foi uma obra que realmente fez jus ao seu nome. Cheio de passagens emocionantes e quotes super marcantes, é impossível não se emocionar com a história. Narrativa bem fluída, daquele tipo que quando você se dá conta, já foi mais da metade do livro.
“Pássaros Feridos” – mais um clássico que há anos eu queria ler e acho que aproveitei o embalo do gostinho de “e o vento levou” pra pegar outra história que foi emocionante a altura. É um livro bem polêmico por conta de um personagem específico na história, o final achei um pouco corrido e sem muito nexo, mas não comprometeu com todo cerne do livro.
O Homem que Escutava as Abelhas – um livro super emocionante que se passa na Síria sobre a história de pessoas que tinham uma vida simples e feliz, mas que precisaram deixar seus lares por conta da guerra buscando refúgio em outro país. Histórias assim sempre me emocionam bastante, sobretudo porque é uma realidade muito latente no nosso mundo. E eu adoro descobrir escritoras de outras nacionalidades onde a literatura tem ganhado mais espaço.
“Amêndoas” – falando em escritores de outras nacionalidades, neste livro eu encontrei mais uma escritora estrangeira que amei, dessa vez uma coreana que entregou uma escrita com tanta sensibilidade e tato que eu duvido que tenha alguém que leu esse livro e não gostou.
“A Pequena Loja de Venenos” – que delícia de livro, mescla passado e presente com boas doses de suspense e uma pitada de magia. Foi o romance de estreia de Sarah Penner e espero que ela venha com mais livros para 2024 porque já gostei dela como primeira impressão. É um livro gostoso de ler quando você procura algo leve.
“Filhas de Esparta” – eu sou uma grande entusiasta da mitologia grega, e esse livro foi uma ótima leitura pra mim – tanto que devorei em poucos dias, aqui temos a Guerra de Troia contada sob a perspectiva das mulheres e não dos homens como sempre encontramos quando se trata da guerra de Troia nos livros.
“Amiga Genial” – tetralogia de Elena Ferrante que eu não tenho nem palavras pra dizer o quanto eu gostei dessas histórias e o quanto a Elena Ferrante é GENIAL. Acho que nem todo mundo talvez goste da Ferrante porque sua narrativa é bem diferente do que estamos acostumados a ler, ela não é necessariamente fluída, mas é fácil de entrar no ritmo dela e depois que a história engata na mente, você fica meio que obcecada pelos personagens, pelos locais e o desenrolar da história. Pra quem quer começar a ler Elena Ferrante eu já recomendo logo de cara essa tetralogia.
“A Biblioteca da Meia-Noite” – esse livro foi duramente criticado por um certo influencer que usou os argumentos mais rasos que um pires pra justificar seu descontentamento com o livro, tanto que a comunidade dos livros na internet em todas as redes desceu o sarrafo em cima dele (bem feito rs), acontece que está tudo bem não gostar de uma história, isso não é o problema! O problema está justamente na forma de como você expõe sua critica, sobretudo quando você menospreza, quem ao contrário de você, gostou. E esse livro eu amei!! Eu diria até que é uma leitura necessária para todos porque além da premissa ser bem construída, é recheado de momentos que você se identifica com a personagem e por muitas vezes te dá aquele sacode e te faz ficar refletindo ainda muito tempo depois. É exatamente a expressão: “quando um livro te pega”. Entrou nos meus preferidos da vida.
Outlander – eu já estou no terceiro livro e quando FINALMENTE eu decidi começar a ler essa saga tão aclamada (justamente porque parei na série em sei lá qual temporada), eu percebi que, mesmo o seriado sendo muito assistido e mundialmente conhecido, é nos livros que Outlander realmente brilha. O primeiro livro é ótimo, o segundo é um parto até quase o final porque a Diana é prolixa em sua narrativa, mas foi nele que eu entendi muito melhor a causa jacobita que na série ficou meio confuso pra mim, mesmo se tratando de livros longos, você não quer parar a história. Hoje eu estou no terceiro livro e até o momento, pra mim, está sendo o melhor de 3. Demorei, mas agora mergulhei de cabeça em Outlander e meu conselho é: esqueça que são livros longos. Não tenha medo de pegar só porque são calhamaços, sim, nenhum deles tem menos que 900 páginas (e até o momento são 9 livros), mas conforme você vai lendo, você compreende porque Outlander não pode ser um livro pequeno ou um normal de no máximo 400 páginas. Diana Gabaldon conte comigo pra tudo.
Cleópatra e Frankenstein – Só lendo pra você compreender o porquê é um livro aclamadíssimo, se eu contar só a sinopse, você vai achar que é uma história sem graça, mas prometo que não é. Leiam.
10 minutos e 38 segundos neste mundo estranho – eu só tenho uma reação possível pra esse livro que é essa aqui:

Essa história me pegou demais!!!
Os que menos gostei de 2023:
“É assim que começa” – gente, eu adoro a Colleen Hoover, tanto que o livro “é assim que acaba” eu adorei, assim como tantos outros dela, mas esse livro eu juro que meio que terminei na base do ódio porque em vários momentos era virada de olho atrás de virada de olho. Veja bem, a CoHo é uma ótima escritora, eu tenho uma categoria aqui no blog só pra ela, mas penso que as vezes ela publica livros demais. Na pandemia foram vários e quando é assim – um atrás do outro, eu acho que ela acaba pecando um pouco na qualidade das histórias – que foi a impressão que eu tive com esse.
“No Coração da Bruxa” – Tinha tudo pra ser uma baita história, mas só ficou maçante demais, um ótimo livro pra pegar no sono. Talvez eu teria que ter lido em outra época, vai saber.
“AS Garotas Que eu Fui” – não é um livro ruim, veja bem, mas esperava bem mais por todo o hype que teve.
“A Empregada” – não valeu nem 1% do hype e se eu falar toda perda de tempo que foi esse livro pra mim é capaz de eu ser cancelada.
Nós dois sozinhos no éter – mais um livro que eu fui com muita expectativa por conta do hype e eu acho, só acho, que eu deveria ter tomado um ácido antes pra ter gostado dessa história e entender melhor a cabeça dos dois personagens. Não gostei.
O Cheiro de Mel Queimado – teria sido uma ótima história se a autora tivesse apenas contado a parte que se passou na guerra, porque querer medir um casamento abusivo com os horrores de uma guerra na mesma régua foi desnecessário pra mim, mesmo sendo duas coisas super pesadas.
Gostei muito da biblioteca da meia noite, mas a biografia do Elon Musk fechou meu ano com chave de ouro.
Bj e fk c Deus
Nana
https://procurandoamigosvirtuais.blogspot.com/
descobri seu blog recentemente e ameii. Acabei de acabar a tetralogia napolitana e juro, uma das sagas preferidas da vidaa. Acho que é que nem você disse, talvez demore pra engatar mas quando engata🚀 já quero ler mais da autora. Parabéns pelo site!