
O Clube do Crime das Quintas-Feiras é um exemplo concreto de como uma história de mistério e assassinato pode ser extremamente engraçada. Toda quinta, em um retiro para aposentados no sudeste da Inglaterra, quatro idosos se reúnem para – segundo consta na agenda da sala de reunião – discutir ópera japonesa. Mas não é bem isso que acontece ali dentro. Elizabeth, Ibrahim, Joyce e Ron usam o horário para debater casos policiais antigos sem solução, confiantes de que podem trazer justiça às vítimas e encontrar os responsáveis por algumas daquelas atrocidades do passado. Com todos os integrantes acima dos setenta anos, o Clube do Crime das Quintas-Feiras não é a equipe de detetives mais convencional em que se conseguiria pensar, mas com certeza está mais do que acostumada a fortes emoções. Afinal, Joyce foi enfermeira por décadas, Ibrahim ajudou pacientes psiquiátricos em situações dificílimas, Ron era um reconhecido líder sindical e Elizabeth… bom, digamos que assassinatos e redes de contatos sigilosas não eram nenhuma novidade para ela. Quando um empreiteiro local com projetos bastante questionáveis na cidade aparece morto, o grupo tem a oportunidade de seguir as pistas de um caso atual. Apostando em seus semblantes inocentes e habilidades investigativas estranhamente eficazes – além de trocas de favores clandestinas com a polícia, que, apesar de todos os esforços, parece estar sempre um passo atrás de seus colegas amadores -, os quatro amigos embarcam em uma aventura na qual as mortes do presente se entrelaçam com antigos segredos, e em que saber demais pode trazer consequências perigosas.
Segundo livro que leio de Richard Osman e posso dizer que ele sabe escrever uma história de assassinato que é, acima de tudo, engraçada, mas sem perder o tom do mistério.
Os protagonistas são Elizabeth, Ibrahim, Joyce e Ron. Eles vivem num retiro para aposentados no sudeste da Inglaterra. Toda quinta-feira, reúnem-se numa sala cuja agenda oficial diz “ópera japonesa”, mas que na verdade estão ali para debater casos policiais antigos sem solução, convencidos de que podem trazer justiça a vítimas esquecidas. Joyce já foi enfermeira, Ibrahim ajudou pacientes psiquiátricos, Ron era líder sindical. E Elizabeth… bom, digamos que assassinatos e redes de contatos sigilosos nunca foram novidade para ela. Quando um empreiteiro local aparece morto, o grupo tem a oportunidade de investigar um caso do presente. E é aí que a coisa fica séria. Ou tão séria quanto quatro idosos com semblantes inocentes e uma rede de favores clandestinos que descobrem coisas até mesmo antes da polícia.
Achei interessante a forma como Osman escreve sobre a velhice. Não como um problema, não como um fardo, mas como uma fase da vida que ainda tem tudo. Ainda tem curiosidade, ainda tem teimosia, ainda tem aventura. E ainda tem, acima de tudo, a capacidade de surpreender. Os quatro protagonistas são pessoas que já viram muito, que já perderam muito, e que continuam ali.
A trama é muito bem construída, com pistas espalhadas ao longo do livro e reviravoltas que não são gratuitas, a dosagem de humor dos livros de Osman, pra mim é a cereja do bolo porque ao mesmo tempo, ele não perde e não deixa nenhuma linha solta no cerne do livro que é o crime, e justamente por isso o que fica, não é o mistério em si, são os personagens. A forma como se apoiam, como se irritam, como se protegem. E a certeza de que, mesmo no fim da vida, ainda há espaço para uma boa história. Esse é o primeiro livro da série do “clube do crime” que se não me engano são 4 livros, aqui também está a resenha de “o nosso negócio é crime” que se trata de outra série e que até o momento é o meu preferido dele. 5/5:







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