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10 fev, 2016

Livro: Toda Luz Que Não Podemos Ver

“O cérebro obviamente está fechado em escuridão total crianças”, diz a voz, “Ele flutua em um líquido claro dentro do crânio, nunca na luz. No entanto, o mundo que constrói na mente é repleto de luz. Ele transborda cores e movimento. Então, crianças, como o cérebro, que vive sem uma centelha de luz, constrói para nós um mundo iluminado?” (…) “Abram os olhos”, conclui o homem, “e vejam o máximo que puderem antes que eles se fechem para sempre.”

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Vou começar dizendo que: estou apaixonada por esse livro! Fiquei tão apaixonada pela história que entrou pra minha lista de preferidos. Primeiro de tudo vamos a sinopse:

“Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu. Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial. Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.”

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A trama toda se passa durante a 2º Guerra Mundial, um dos motivos pelo qual me interessei pela história uma vez que amo livros sobre esse período histórico. O história é dividida em 3 partes, cada capítulo fala da história de um personagem o que deixa a leitura muito mais fluida e dinâmica. As histórias vão acontecendo paralelamente, até se cruzarem mais pro final. Toda Luz Que Não Podemos Ver é um livro delicado, sutil e forte ao mesmo tempo. Muitas vezes o autor consegue colocar tudo de uma maneira até poética e reflexiva ao leitor. Você se envolve com a história, com os lugares, com os personagens (que são todos incrivelmente bem construídos, vale ressaltar) e principalmente com os sentimentos que o autor passa de uma maneira impecável, que foi uma das coisas que mais amei em Anthony Doerr. É o tipo de livro que você não quer que termine e quando termina, bate aquele vazio de praxe que acontece toda vez quando uma história é muito boa. Acredito que pra quem leu A Menina Que Roubava Livros e se apaixonou, com certeza irá se apaixonar ainda mais por esse. Entrou pra minha lista de preferidos. Leitura mais que recomendada, um dos melhores livros que li nos últimos tempos. Vai ganhar as 4 xícaras de café e se pudesse ainda colocava um bolinho junto:

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“Todos nós passamos a existir de uma única célula, menor do que um grão de areia. Muito menor. Dividir. Multiplicar. Somar e subtrair. A matéria muda de sentido, os átomos flutuam para dentro e para fora, as moléculas giram, as proteínas se grudam umas nas outras, as mitocôndrias transmitem ordens oxidantes; começamos como uma aglomeração elétrica microscópica. Os pulmões, o cérebro, o coração. Quarenta semanas mais tarde, seis trilhões de células se espremem através das nossas mães e soltamos um berro. Só então o mundo começa para nós”

05 out, 2015

Livro: A Garota no Trem

Uma coisa que sempre me dou bem quando o assunto é livro é pegar dicas de leituras com amigos que tem o gosto parecido com o meu. Esse foi dica da Raquel que me interessei de ler quando ela já estava terminando. E amei a história.

O Garota no Trem de Paula Hawkins é um suspense psicológico extremamente bem feito. Eis a descrição:

“Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas. Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida. Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos. Uma narrativa extremamente inteligente e repleta de reviravoltas, A garota no trem é um thriller digno de Hitchcock a ser compulsivamente devorado.”

O livro é extremamente envolvente, é o tipo de leitura que você começa a ler e não consegue mais parar pra saber o desfecho que a história toda irá ter. Fui terminar de ler essa madrugada, então imagine meu sono neste momento ehehehehe. Cheio de reviravoltas, ele começa de um jeito, daí lá pro meio do livro muda totalmente e o final acaba sendo surpreendente. A autora fez uma construção ótima de todos os personagens e mesmo sendo de uma forma bem psicológica, não ficou chato de ler. Os personagens chave da história são narrados em primeira pessoa e divididos cada um por capítulos, o que pra mim – deixou tudo muito mais envolvente.

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A única coisa que aconteceu é que não consegui me identificar com nenhum dos personagens – algo bem raro de acontecer comigo numa história, na verdade os que são as peças chave eu senti é raiva deles e em alguns poucos momentos uma grande pena. Não sei o porque disso, deve ser porque eles são TÃO humanos. E mesmo não me identificando com nenhum deles, a história é tão crua, tão verdadeira que fiquei completamente envolvida com o livro (li em menos de 5 dias).

O Garota no Trem é um livro que está bem cotado no mundo da literatura: já vendeu mais de 4 milhões de cópias e foi traduzido para 44 idiomas. No Reino Unido desbancou “O Símbolo Perdido” de Dan Brown que há seis anos estava na lista dos mais vendidos. Mas sabe o que eu mais gostei? Descobri na semana passada que vai virar FILME! Tudo bem que os livros são sempre melhores que os filmes, mas se for bem produzido tenho certeza que teremos uma ótima história nas telas também. Leitura mais que recomendada, ganhou as 4 xícaras de cafés:

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23 jul, 2015

Livro: O Dia do Curinga

Jostein Gaarder é um escritor norueguês mundialmente conhecido, talvez eu falando assim você não se lembre de quem é, mas é o autor de “O Mundo de Sofia” que com certeza mesmo quem não leu este livro, sabe de qual estou falando. Eu ganhei de presente “O Dia do Curinga” de uma amiga e terminei tem algumas semanas.

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Jostein Gaarder tem o dom de te colocar dentro da filosofia principalmente se você faz parte do time “filosofia para não filósofos” – o que se encaixa perfeitamente no meu caso. Acho que por isso que gostei tanto dessa história porque nada fica cansativo, nada perde o fio da história. A história é sobre um garoto e seu pai que atravessam a Europa de carro em busca de sua mãe na Grécia que há alguns anos foi embora de casa para “se encontrar”. Essa história é paralelamente contada junto com outra de um livrinho (minúsculo no sentido literal mesmo) que o menino recebe de um padeiro em determinado ponto da história.

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O Dia do Curinga é um livro incrível. Te faz pensar. Questionar. Refletir sobre coisas elementares das nossas vidas que por não sermos grandes filósofos nunca nos perguntamos, mas sempre estiveram ali. Tudo depende da absorção de cada pessoa como leitor, acho que pra cada pessoa é um conhecimento diferente. Te faz ver a sorte de ser alguém num mundo tão incrível que muitas vezes não enxergamos isso, um autoconhecimento que envolve muitas questões de acreditar ou não em Deus e todas aquelas questões “so clichê” de quem somos? de onde viemos?

Uma dica: recomendo ler esse livro bem devagar. Digo isso porque é interessante você ler sem pressa pra poder absorver toda a filosofia que está contida nele e em alguns momentos até voltar em certos trechos e ler novamente. Mas afinal: Quem é o Curinga? Leia e descubra. 🙂

“Vivemos nossas vidas num incrível mundo de aventuras, pensei. Apesar disso, a grande maioria das pessoas considera tudo isso “normal”. Em compensação, vivem em busca de algo fora do normal: anjos ou então marcianos. E isso se explica pelo simples fato de que elas não consideram um enigma o mundo em que vivem. Para mim a coisa era completamente diferente. Para mim, o mundo era um sonho muito estranho, e eu vivia em busca de uma explicação racional qualquer para esse sonho.”

Ganhou as 4 xícaras de café:

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By the way, vou aproveitar e atualizar a lista do livros que já li em 2015:

– O Lado Bom da Vida
– A Lista de Brett
– Depois de Auschwitz
– Princesa
– As Filhas da Princesa
– Inverno na Manhã
– Os Três
– O Diário de Helga
– O Dia do Curinga
– Eu Sou Malala
(li em 3 dias, prometo uma resenha)
– Misery

05 maio, 2015

Livros que já li em 2015

Todo final de ano eu apelo pro clichezão de criar algumas metas pro próximo ano, é verdade que algumas delas eu acabo não conseguindo cumprir e acredito que com todo o mortal seja assim, mas geralmente as metas na verdade são aquelas coisas que, basicamente, você não cumpriu no ano anterior então você empurra pro ano seguinte porque acho que sempre rola aquele sentimento de culpa + uma motivação de que agora vai.

Uma das metas que tinha criado para 2015 era ler mas livros, pelo menos um por mês e quem sabe – se não fosse me cobrar muito – aumentar esse numero. Uma coisa que fiz dessa vez foi: não pegar livros com histórias absurdamente longas. Veja bem, não são livros finos, mas livros que são mais de 3 volumes e dependendo do autor escolhido, você corre um grande risco dele não continuar a história – já me ferrei tanto com isso. Tem também o fator que eu sempre acabo dando uma pausa na história quando termino o volume de algum livro e parto pra outro, faço isso pra não ficar apegada num “mundo” só e pra principalmente não desanimar com o hábito da leitura, por isso que preferi não pegar livros que sejam mais de 3 volumes. Ler tem que ser um prazer, nunca uma obrigação. Geralmente eu escrevo resenhas dos livros que leio aqui no blog, mas não são com todos que faço isso (acho que já deu pra perceber), acho que é pra não ficar mais do mesmo assunto, mas me surpreendi quando parei hoje pra contar quantos livros já li esse ano e fiquei feliz com a contagem de 8.

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É claro que muita gente lê e já leu muito mais que isso só neste ano, mas eu não gosto de me comparar com o “muita gente” – essa minha meta é pessoal, isso não se trata de quantidade, mas sim que consigo manter uma linha continua de leituras + tempo. Uma coisa que tenho feito bastante é ler resenhas e procurar títulos no Skoob (me segue lá), alí tem resenhas com opiniões muito boas, também gosto de ler alguns blogs sobre livros, mas o Skoob é uma ótima ferramenta porque há várias resenhas de um mesmo livro num lugar só, então fica tudo mais prático.

Essa semana terminei de ler o Diário de Helga e vou começar a ler O Dia do Curinga de Jostein Gaarder, o mesmo autor de O Mundo de Sofia, ganhei de presente de uma amiga e sobre o que li dele é um livro pra você ler devagar e aproveitar cada reflexão com a abordagem filosófica que ele oferece. Acho que vou gostar.

Esse aqui são os 8 livros que já li em 2015:

– O Lado Bom da Vida
– A Lista de Brett
– Depois de Auschwitz
– Princesa
– As Filhas da Princesa
– Inverno na Manhã
– Os Três
– O Diário de Helga

E você, está lendo o quê?

28 abr, 2015

Livro: Os Três de Sara Lotz

Meses atrás eu comecei a pesquisar sobre livros de suspense/terror e eis que encontrei “Os Três” de Sara Lotz. Nunca tinha visto ou lido qualquer coisa sobre ele e após ler algumas opiniões eu decidi comprar. Basicamente a história começa com 4 acidentes aéreos que caem em diferentes partes do mundo e exatamente no mesmo dia, dia esse que ficou conhecido e marcado como “Quinta Feira Negra”, o mais intrigante ainda não é isso, mas sim que 3 crianças conseguiram sobreviver aos acidentes principalmente quando as chances de sobrevivência são nulas e há supostamente uma quarta criança na história que dá mais mistério ao livro.

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A partir daí a história vai se desenrolando e ficando cada mais vez intrigante. Principalmente porque pra muitos, essas crianças são consideradas um milagre, mas já por uma outra parte são consideradas o preludio do fim do mundo e isso é o estopim para iniciar um verdadeiro caos mundial. É um livro perturbador. Acho que pra mim, é a melhor palavra que descreve a história porque inevitavelmente você se pergunta até a aonde a mente humana pode ser influenciada e da forma rápida como isso acontece. E mesmo com alguns pontos sobrenaturais durante a história, a autora mesclou muito bem com o real, deixando tudo de uma maneira bem convicente diga-se de passagem, e aí o que temos é uma história densa a ponto de você se recordar de acidentes aéreos (alguns sem explicação, vale lembrar) que já aconteceram de verdade no mundo.

É um ótimo livro pra quem, como eu, se borra de medo de voar de avião. AHAHAHAHAHAHA brincadeiras a parte, a história é contada em forma de biografia por uma ghost writer baseado em depoimentos e entrevistas que ela colheu de pessoas que tinham alguma ligação com as vitimas, além de jornalistas e investigadores – o que eu achei muito interessante esse ponto em especial, pois a riqueza de detalhes é tanta que te dá aquela sensação estranha de ser real, já sentiram isso com algum livro ou filme? É o tipo de narrativa que você não consegue parar de ler e quer saber o que vai acontecer na página seguinte.

Eu não diria que “Os Três” é do gênero terror, mesmo em muitos momentos a autora assustar o leitor com certos personagens. Mas é um livro que te faz pensar que não seria exatamente algo impossível de acontecer no nosso mundo real e isso de fato! – é bem assustador, digo isso principalmente por toda a consequência que se desenrolou com a sobrevivência das 3 crianças e mais uma vez, aquela perguntinha sobre como não é difícil influenciar a mente humana, mais uma vez vem a tona. Pra quem gosta de histórias assim, super recomendo. Ganhou as 4 das 4 xícaras de café.

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