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17 set, 2019

Livro: Uma Carta de Amor

“Traduzidos para 50 idiomas, os livros de Nicholas Sparks já venderam mais de 100 milhões de exemplares no mundo.

“O sucesso de O diário de uma paixão não foi mera sorte. Mais uma vez Nicholas Sparks oferece uma história de amor comovente, maravilhosamente escrita e extremamente romântica. Sua forma de narrar os obstáculos que as pessoas enfrentam nos
relacionamentos é sensível e cheia de esperança.” – Booklist

Há três anos, a colunista Theresa Osborne se divorciou do marido após ter sido traída por ele. Desde então, não acredita no amor e não se envolveu seriamente com ninguém.

Convencida pela chefe de que precisa de um tempo para si, resolve passar férias em Cape Cod. Lá, Theresa encontra na praia uma garrafa arrolhada com uma folha de papel enrolada dentro.

Ao abri-la, descobre uma mensagem que começa assim: “Minha adorada
Catherine, sinto a sua falta, querida, como sempre, mas hoje está sendo
especialmente difícil porque o oceano tem cantado para mim, e a canção é a da nossa vida juntos.”

Comovida pelo texto apaixonado, Theresa decide encontrar seu misterioso autor, que assina apenas “Garrett”. Após uma incansável busca, durante a qual descobre novas cartas que mexem cada vez mais com seus sentimentos, Theresa vai procurá-lo em uma cidade litorânea da Carolina do Norte.

Quando o conhece, descobre que há três anos Garrett chora por seu amor perdido, mas também percebe que ele pode estar pronto para se entregar a uma nova história. E, para sua própria surpresa, ela também.

Unidos pelo acaso, Theresa e Garrett estão prestes a viver uma história comovente que reflete nossa profunda esperança de encontrar alguém e sermos felizes para sempre.”

Acho que pelo segundo livro lido de Nicholas Sparks já posso dizer que eu virei fã deste autor. Eu amo um romance água com açúcar, eu amooo um drama dos bons e amo reviravoltas que me pegam de surpresa, principalmente aquelas que não precisam necessariamente se tratar de um final feliz. Esse livro é basicamente isso.

Um romance bem gostoso de ler, apenas com a ressalva de que em alguns momentos tive a sensação que a história caiu um pouco na mesmice, mas eu estava fluindo tão bem com a leitura que quando percebi, já estava no final! E aí o autor vem e te dá um soco no estômago.

Theresa é uma personagem cativante, independente e forte. Garret é bem legal também, um fofo, um homem digno de se apaixonar, mas achei ele um pouco paranoico em alguns momentos. É lógico que entendo a dor da perda dele e tudo mais, mas ele estava carregando um fardo de luto maior do que poderia suportar e isso por sua própria escolha, o que em alguns momentos me irritava um pouco na história. É um livro muito comovente que fala sobre o amor verdadeiro, destinos, sobre se dar uma chance de ser feliz, perdas e recomeços. Pra quem ama esse tipo de romance é um prato cheio, super recomendo! 5/5 xícaras:

P.S. Sei que tem o filme também que é com Kevin Costner e Robin Wright. Aqui o trailer.

10 set, 2019

Livro: Um Lugar Bem Longe Daqui

Fenômeno editorial, com mais de 2 milhões de cópias vendidas, Um Lugar Bem Longe Daqui figura nas listas de best-sellers dos Estados Unidos desde seu lançamento original, em agosto de 2018.

Por anos, boatos sobre Kya Clark, a “Menina do Brejo”, assombraram Barkley Cove, uma calma cidade costeira da Carolina do Norte. Ela, no entanto, não é o que todos dizem. Sensata e inteligente, Kya sobreviveu por anos sozinha no pântano que chama de lar, tendo as gaivotas como amigas e a areia como professora. Abandonada pela mãe, que não conseguiu suportar o marido abusivo e alcoólatra, e depois pelos irmãos, a menina viveu algum tempo na companhia negligente e por vezes brutal do pai, que acabou também por deixá-la.

Anos depois, quando dois jovens da cidade ficam intrigados com sua beleza selvagem, Kya se permite experimentar uma nova vida — até que o impensável acontece e um deles é encontrado morto.

Ao mesmo tempo uma ode à natureza, um emocionante romance de formação e uma surpreendente história de mistério, Um Lugar Bem Longe Daqui relembra que somos moldados pela criança que fomos um dia e que estamos todos sujeitos à beleza e à violência dos segredos que a natureza guarda.

A obra foi incluída no clube de livros de Reese Witherspoon, que posteriormente adquiriu os direitos de adaptação cinematográfica e vai produzir o filme com a Fox 2000.

Um dos livros mais fantásticos e emocionantes que eu li nos últimos tempos. Muitas histórias me emocionam, mas há tempos que eu não chorava de verdade com uma história e esse livro me arrancou muitas lágrimas. Aqui temos a história de Kya – uma criança que desde muito cedo aprendeu o que é solidão após ter sido abandonada pela mãe, depois pelos irmãos e posteriormente tendo que conviver com um pai violento e alcoólatra que logo é abandonada por ele também. Kya viveu toda a sua vida no brejo e foi na natureza que buscou seu refúgio. Nunca foi a escola. Nunca teve amigos. Era discriminada por todos da cidade, até conhecer Tate que a ensinou a ler e a escrever e ambos se apaixonaram, mas aí, mais uma vez, Kya é abandonada.

Durante a narrativa acompanhamos os passos de Kya desde a infância até a vida adulta, além disso, temos o mistério de um assassinato aonde Kya é a principal suspeita – o que deixa a história ainda mais envolvente e tensa em muitos momentos. Não vou me prolongar mais nos pontos da história para não soltar nenhum spoiler, mas fiquei tocada com a escrita delicada e praticamente poética de Delia Owens.

“O sol, quente feito um cobertor, envolvia os ombros de Kya, chamando-a mais para o fundo do brejo. Às vezes ela escutava ruídos noturnos que não conhecia ou se assustava com algum relâmpago próximo demais, mas, sempre que titubeava, era a terra quem a amparava. Até, por fim, em algum instante que passou despercebido, a dor no coração se esvaiu para dentro da areia como água. A dor continuou ali, mas no fundo. Kya passou a mão na terra molhada que respirava, e o brejo virou sua mãe.”

“Um Lugar Bem Longe Daqui” é uma história que fala sobre abandono, solidão, recomeços, superação, sobrevivência, preconceitos, maldade, mas acima de tudo fala em como natureza é capaz de acolher, cuidar e sendo assim salvar uma vida humana. Nos faz pensar em muitas coisas: no negligenciar vidas que deveria ser nosso dever amparar, na dor pessoal que cada um carrega e que muitas vezes julgamos sem saber a história, em como a natureza é capaz de acolher, cuidar e transformar a vida de um alguém. Sem duvida é um dos melhores livros de 2019 e entrou pra minha lista de preferidos. 5/5 xícaras que se pudesse eu dava mil:

22 ago, 2019

Livro: Laços Inseparáveis

“A autora de cinco romances de sucesso, Emily Giffin, lança uma história inesquecível de duas mulheres, as famílias que a fazem ser quem são, e a lealdade e o amor que as ligam.

Marian Caldwell é uma produtora de televisão de 36 anos, vivendo seu sonho em Nova York. Com uma carreira bem-sucedida e um relacionamento satisfatório, ela convenceu todo mundo, inclusive si mesma, que sua vida está do jeito que ela deseja. Mas uma noite, Marian atende a porta… para apenas encontrar Kirby Rose, uma garota de 18 anos com a chave para o passado que Marian pensou ter deixado para trás para sempre. Desde o momento que Kirby aparece na sua porta, o mundo perfeitamente construído de Marian — e sua verdadeira identidade — será chacoalhado até o fim, fazendo ressurgir fantasmas e memórias de um caso de amor apaixonado que ameaça tudo para definir quem ela realmente é.

Para a precoce e determinada Kirby, o encontro vai provocar um processo de descobrimento que a leva ao começo da vida adulta, forçando-a a reavaliar sua família e seu futuro com uma visão sábia e doce.

Enquanto as duas mulheres embarcam em uma jornada para encontrar o que está faltando em suas vidas, cada uma irá reconhecer que o lugar no qual pertencemos normalmente é onde menos esperamos — um lugar que talvez forçamos a esquecer, mas que o coração se lembra eternamente.”

Meu primeiro livro de Emily Giffin. Não é uma história do tipo “minha nossa que surpreendente” como Kristin Hannah consegue transformar em temas corriqueiros, mas eu gostei muito da escrita de Emily Giffin e como ela conseguiu aprofundar de uma maneira muito delicada o tema adoção na história. Marian é uma personagem bem construída, mas de uma personalidade bem superficial, não gostei muito dela, embora o tempo todo eu torcesse por sua felicidade. Sem duvida Conrad e Kirby são os mais cativantes de toda a história e só lendo pra entender o porquê disso.

“Não é carne de minha carne, nem sangue de meu sangue, mas assim mesmo, de um jeito milagroso, ainda é parte de mim. Nunca esqueça, nem por um minuto, que você não cresceu embaixo de meu coração, mas dentro dele.”

Laços Inseparáveis é uma história que fala sobre amor verdadeiro (mesmo que seja uma aventura de verão), sobre escolhas, segredos, mentiras e suas consequências, sobre como uma vida pode parecer perfeita aos olhos de quem vê, mas que na verdade é apenas solitária. É sobre família e laços e que alguns desses laços são sim inseparáveis. Uma narrativa simples sem grandes reviravoltas ou descobertas cabeludas, mas é bem fluída, um livro gostoso de ler e que te deixa com o coração quentinho quando tudo termina. Vai levar 5/5 das xícaras:

14 ago, 2019

Livro: Sob o Céu Escarlate

“A épica história de um herói esquecido durante um dos períodos mais sombrios da humanidade. Romance baseado em uma história real, um fiel retrato da Segunda Guerra Mundial no território italiano, com personagens cativantes e uma envolvente história de amor.

Pino Lella não quer se meter na guerra contra os nazistas. Ele é o típico adolescente italiano da década de 1940: adora a
música, a boa comida e, é claro, as garotas. No entanto, seus dias de inocência estão contados. Quando a cidade de sua família, Milão, é destruída durante um bombardeio orquestrado pelos aliados, Pino passa a ajudar a fuga de judeus por meio de uma rede secreta de passagens subterrâneas, sob os Alpes. Nesse meio tempo, o garoto acaba se apaixonando por Anna, uma bela viúva seis anos mais velha que ele.

A guerra, no entanto, é implacável. Na tentativa de proteger o filho, os pais de Pino o forçam a se alistar nas Forças de Guerra Alemãs, acreditando que, dessa forma, ele estaria livre do front. Seus caminhos o levarão à oportunidade de agir como espião dentro do Alto Comando Alemão, e Pino deverá enfrentar os horrores da maior guerra já vista na história da humanidade.”

História real. A Segunda Guerra que se passou na Itália, algo não muito contado, mas que foi um país de extrema importância para a Alemanha, pois se teve o fascista Mussolini como maior apoiador de Hitler. Aqui temos a história de Pino Lella, cuja primeira parte se passa na Casa Alpina, aonde durante as férias Pino ajudou a salvar judeus. A segunda parte é o retorno de Pino à Milão a pedido de seu pai como ideia de protege-lo do alistamento a guerra e, é aí que sua vida irá mudar completamente.

Dentre tantos acontecimentos, Pino passa a ser motorista de um nazista da alta patente de Hitler e por isso Pino acaba trabalhando para a resistência como espião. No meio dessa história toda há uma personagem que gostei muito: Anna – uma mulher por quem Pino fica completamente apaixonado e juntos passam a ter um romance que é abruptamente interrompido mais ao final.

Pino com todos esses acontecimentos teve muitas vitórias, mas também teve muitas perdas em seu caminho. É uma boa história, porém, a narrativa pra mim se deu um pouco cansativa, arrastada demais apesar de ser muito boa, um paradoxo né? =/ Mas não me prendeu como eu esperava, tanto que achei o posfácio do livro muito mais interessante que a própria história.

3/5 xícaras:

UPDATE:

E ontem eu tive uma enorme surpresa quando abri o Instagram: Quando o personagem real da história do livro que vc acabou de ler, curte sua foto e começa a te seguir no Instagram. O verdadeiro Pino Lella do livro curtiu a minha foto, que postei semanas atrás do livro e começou a me seguir no instagram. =O

P.S. Fiz questão de procurar ver se não era fake, mas não há outro perfil e esse, além de ter sido escrito em primeira pessoa e ter comentários que indica ser de pessoas próximas à ele, tem fotos muito pessoais pra não ser o real. É como sempre digo: o mundo dos livros é fantástico!

06 ago, 2019

Livro: Todas as Cores do Céu

“Aos dez anos, Mukta é forçada a seguir um ritual de sua casta, que, essencialmente, a torna uma prostituta. Para salvá-la deste horrível destino, um homem a resgata e lhe dá um lar. Tara, filha dele, cria um laço especial com a criança recém-chegada — um vínculo digno de irmãs. A amizade sofre um baque definitivo, entretanto, quando Mukta é sequestrada. Anos depois, vivendo nos Estados Unidos, Tara retorna à Índia para encontrar a amiga que, ao que tudo indica, foi submetida novamente à prostituição. Mas a extrema pobreza em Bombaim se mostra uma realidade mais difícil do que Tara consegue suportar. Relato emocionante e realista da Índia contemporânea, Todas as cores do céu mostra como o sistema de castas explora os mais fracos, e como o amor nos faz buscar a reparação para nossos atos mais horríveis, vencendo barreiras impenetráveis”.

Depois que eu terminei esse livro, mesmo a personagens serem uma obra de ficção, fiquei imaginando quantas Muktas existem na Índia ainda hoje. Todas as Cores do Céu é uma história impactante e como disse – mesmo se tratando de uma ficção – a história conta um lado da Índia que existe, mas que pouco se conhece. Primeiro que neste livro temos um choque de cultura que é completamente diferente da nossa o que deixa tudo ainda mais profundo fazendo com que entremos de cabeça na história. Segundo que os personagens são tão bem construídos que por muitos momentos você sente várias emoções contraditórias ao mesmo tempo: como amor, ganância, altruísmo, arrependimento, raiva, compaixão…

“A esperança é como um pássaro, quer se manter em movimento. Por mais que se tente aprisioná-la”

A história é narrada entre as duas personagens: Tara e Mukta e cada capítulo é intercalado entre as duas. Duas mulheres indianas com realidades de vida completamente diferentes uma da outra, mas ambas fortes à seu modo… Muito embora, por vezes eu tenha sentido muita raiva de Tara (não consegui perdoar o episódio do sequestro), mesmo sabendo do amor que ela sentia por Mukta. O mesmo aconteceu com o pai de Tara, mesmo sendo um personagem maravilhoso, achei que ele pecou em alguns momentos, mas não vou escrever mais pra não soltar nenhum spoiler.

As histórias se sobrepõem em certos momentos, mas isso não deixa o livro repetitivo pois a autora deixou tudo visceral quando contou a história pela perspectiva de cada personagem. Até as ultimas páginas não sabemos como irá se desenrolar o final o que deixa a história ainda mais emocionante.

5/5 xícaras:

25 jul, 2019

Livro: A Senhora de Wildfell Hall

“Filha mais nova da família Brontë, Anne era irmã de Emily Brontë, autora de O morro dos ventos uivantes, e de Charlotte Brontë, autora de Jane Eyre — livros clássicos e reeditados até hoje. Anne Brontë (1820-1849) desafia as convenções sociais do século XIX neste romance, A senhora de Wildfell Hall. A protagonista da obra quebra os paradigmas de seu tempo como uma mulher forte e independente, que passa a comandar a própria vida. Ao chegar à propriedade de Wildfell Hall, a Sra. Helen Graham gera especulação e comentários por parte dos vizinhos. O jovem fazendeiro Gilbert Markham, por sua vez, desperta um grande interesse pela moça e, aos poucos, vai criando uma amizade com ela e com seu filho. Porém, os segredos do passado da suposta viúva e seu comportamento arredio impedem que o sentimento nutrido pelos dois se concretize, fazendo com que Gilbert tenha dúvidas sobre a conduta da moça. Quando a Sra. Graham permite que ele leia seu diário a fim de esclarecer os fantasmas do passado, o rapaz compreende os tormentos enfrentados por aquela mulher e as razões de suas atitudes. Ela narra sua história até então, desde a relação com um marido alcoólatra e de conduta abominável até a decisão de abandonar tudo em nome da proteção do filho.”

Um clássico é um clássico. Anne Brontë – a caçula das irmãs Brontë. Caramba! Que escritora maravilhosa que ela foi. A menos comentada das irmãs Brontë, mas não a menos importante. Mas entendi porque ela teve uma notoriedade na literatura um pouco menor: Depois da morte de Anne, a Charlotte – sua irmã, que tinha todos os direitos das obras não deixou mais nenhuma reedição da Senhora Wildfell Hall ser feita. Charlotte considerava essa obra, segundo suas próprias palavras apesar das boas intenções da irmã “ligeiramente mórbidos” e foi um tabu e uma chuva de críticas na época que Anne escreveu esse livro. “A Senhora de Wildfell Hall” só voltou a circular depois que Charlotte morreu. É realmente um clássico incrível da Era Vitoriana, especialmente para os leitores (como eu!) que amam literatura inglesa. O prefácio que Anne deixou em “A Senhora de Wildfell Hall” é de arrepiar e um grande tapa na cara a sociedade daquela época.

“Meu propósito ao escrever as páginas seguintes não foi para divertir o leitor; tampouco satisfazer meu próprio gosto ou ganhar as boas graças da imprensa ou do público: meu desejo era relatar a verdade, pois a verdade sempre comunica sua própria moral para quem é capaz de absorvê-la”.

Não gostaria de ser acusado de supor que os atos do canalha infeliz e de seus companheiros dissolutos aqui apresentados retratam práticas comuns da sociedade: é um caso extremo, como achei que ninguém deixaria de perceber; mas sei que pessoas assim existem de fato e, se consegui advertir um só rapaz estouvado a não seguir seus passos, ou impedir uma única moça leviana de cometer o erro compreensível de minha heroína, então este livro não terá sido escrito em vão.(…)

(…)Todos os romances são, ou deveriam ser, escritos para os homens e as mulheres lerem, e não compreendo como um homem poderia se permitir escrever algo que seria realmente desonroso para uma mulher, ou por que uma mulher deveria ser repreendida por escrever algo que seria apropriado para um homem e digno dele.”

Leia todo o prefácio aqui na integra via Blog Editora Record

Sobre a história:

A narrativa é feita em primeira pessoa e alternada entre dois personagens: Gilbert e Hellen através de cartas e diário respectivamente. Hellen é uma personagem cheia de sentimentos e muito, muito religiosa – sempre muito consciente (até demais) sobre seus deveres perante as leis de Deus (a própria Anne Brontë também era muito religiosa). Gilbert é um homem do campo, impulsivo por muitas vezes e que se apaixona perdidamente por Hellen. Acontece que antes disso há a história de Hellen e Arthur Huntingdon ‒ um homem da alta sociedade que vive da herança do pai e de zero responsabilidades com qualquer coisa na vida. É um personagem libertino bem detestável do começo ao fim. Essa fase do casamento é contada através do diário de Hellen e é extremamente doloroso e pesado. Fiquei imaginando esse livro sendo lido naquela época pelas pessoas…

Não é a toa que esse livro foi considerado o primeiro romance feminista da Inglaterra. A Senhora de Wildfell Hall é sem dúvida a consagração de Anne Brontë e aqui temos mais uma irmã Brontë nos trazendo personagens femininas fortes e envoltas de histórias impactantes. Dentre os livros as irmãs, “O Morro dos Ventos Uivantes” ainda continua sendo o meu favorito, mas com certeza Anne entrou para a lista das minhas escritoras clássicas favoritas, igualmente com Emily e Charlotte. 5/5 das xícaras com louvor:

11 jul, 2019

Livro: As Coisas que Fazemos por Amor

“Caçula de três irmãs, Angela DeSaria já tinha traçado sua vida desde pequena: escola, faculdade, casamento, maternidade. Porém, depois de anos tentando engravidar, o relacionamento com o marido não resistiu, soterrado pelo peso dos sonhos não realizados.

Após o divórcio, Angie volta a morar na sua cidade natal e retorna ao seio da família carinhosa e meio doida. Em West End, onde a vida vai e vem ao sabor das marés, ela conhece a garota que mudará a sua vida para sempre.

Lauren Ribido é uma adolescente estudiosa, bem-educada e trabalhadora. Apesar de morar em uma das áreas mais decadentes da cidade com a mãe alcoólatra e negligente, a menina sonha cursar uma boa faculdade e ter um futuro melhor.

Desde o primeiro momento, Angie enxerga em Lauren algo especial e, rapidamente, uma forte conexão se forma: uma mulher que deseja um filho, uma menina que anseia pelo amor materno. Porém, nada poderia preparar as duas para a repercussão do relacionamento delas. Numa reviravolta dramática, Angie e Lauren serão testadas de forma extrema e, juntas, embarcarão em uma jornada tocante em busca do verdadeiro significado de família.”

Mais uma vez uma história de Kristin Hannah que foi arrebatadora pra mim. Nessa história temos diversos aspectos em um só tema: uma mulher que deseja muito ser mãe e não consegue, uma mãe que renega seu filho, uma mãe protetora, uma mãe jovem… Kristin Hannah escreve com o coração e essa história foi incrível do começo ao fim. A vidas de Angie e Lauren se cruzam de uma maneira totalmente inesperada, ambas se completam e se ajudam a enfrentar os problemas que cada uma está passando sem se dar conta do quanto isso irá mudar suas vidas.

Angie é a caçula de 3 irmãs vinda de uma família de italianos enorme, cheia de amor e muito unida. Lauren é uma menina batalhadora e responsável, sua mãe é a sua única família, mas infelizmente é uma péssima mãe que renega o amor a própria filha. A narrativa aborda assuntos delicados sobre maternidade, escolhas e é um livro cheio de dramas e reviravoltas que te prende do começo ao fim. Este livro fala sobre relações entre mãe e filhos. Sobre família. Fala sobre a cura pelo poder do amor, sobre segundas chances e recomeços. Fala sobre resiliência.
É uma leitura densa e eu não esperava menos se tratando de Kristin Hannah. Esta é mais uma história que recomendo forte à vocês. Ah, minha mãe começou a ler O Rouxinol, depois eu digo o que ela achou.

5/5:

03 jul, 2019

Livro: Uma Curva na Estrada

A vida do subxerife Miles Ryan parecia ter chegado ao fim no dia em que sua esposa morreu. Missy tinha sido seu primeiro amor, a namorada de escola que se tornara a companheira de todos os momentos, a mulher sensual que se mostrara uma mãe carinhosa. Uma noite Missy saiu para correr e não voltou. Tinha sido atropelada numa rua perto de casa. As investigações da polícia nada revelaram. Para Miles, esse fato é duplamente doloroso: além de enfrentar o sofrimento de perder a esposa, ele se culpa por não ter descoberto o motorista que a atropelou e fugiu sem prestar socorro. Dois anos depois, ele ainda anseia levar o criminoso à justiça. É quando conhece Sarah Andrews. Professora de seu filho, Jonah, ela se mudou de Baltimore para New Bern na expectativa de refazer sua vida após o divórcio. Sarah logo percebe a tristeza nos olhos do aluno e, em seguida, nos do pai dele. Sarah e Miles começam a se aproximar e, em pouco tempo, estão rindo juntos e apaixonados. Mas nenhum dos dois tem ideia de que um segredo os une e os obrigará a tomar uma decisão difícil, que pode mudar suas vidas para sempre.

Minha primeira história de Nicholas Sparks. Há quem ame de paixão esse autor e há quem não consiga gostar de suas histórias. Eu gostei. Pra uma primeira experiência com seus livros posso dizer que atendeu as minhas expectativas e que vou ler suas outras histórias. O livro conta a história de Miles e e Sarah. Há dois anos atrás Miles perdeu a esposa e nunca conseguiu descobrir nas investigações quem a atropelou. Até o momento… Foi proposital? Foi um acidente? É nesse ponto que descobrimos se o amor pode ser capaz de perdoar e seguir a diante.

Nicholas Sparks consegue ligar todos os fios de uma forma muito bem amarrada nessa história e eu gostei muito disso porque é terrível quando alguma história que envolve algum tipo de mistério deixa algum fio solto. O personagens secundários também são ótimos e muito bem construídos. Nicholas estreou muito bem aqui – vai levar 5/5 xícaras:

27 jun, 2019

Livro: Depois Daquela Montanha

Dr. Ben Payne acordou na neve. Flocos sobre os cílios. Vento cortante na pele. Dor aguda nas costelas toda vez que respirava fundo. Teve flashes do que havia acontecido. Luzes piscavam no painel do avião. Ele estava conversando com o piloto. O piloto. Ataque cardíaco, sem dúvida.

Mas havia uma mulher também – Ashley, ele se lembra. Encontrou-a. Ombro deslocado. Perna quebrada.

Agora eles estão sozinhos, isolados a quase 3.500 metros de altitude, numa extensa área de floresta coberta por quilômetros de neve. Como sair dali e, ainda mais complicado, como tirar Ashley daquele lugar sem agravar seu estado? À medida que os dias passam, porém, vai ficando claro que, se Ben cuida das feridas físicas de Ashley, é ela quem revigora o coração dele. Cada vez mais um se torna o grande apoio e a maior motivação do outro. E, se há dúvidas de que possam sobreviver, uma certeza eles têm: nada jamais será igual em suas vidas.

Publicado em mais de dez países, Depois Daquela Montanha chegará às telas de cinema em 2017, com Kate Winslet (de Titanic) e Idris Elba (de Mandela) escalados para os papéis principais de uma história que vai reafirmar sua crença na vida e no poder do amor.

Uma história sobre amor e (muitas) adversidades. O livro conta a história de Ben e Ashley, ambos completamente desconhecidos um do outro e que tentam lidar com uma situação extremamente complicada devido ao acidente do avião que fretaram.

Ashley é uma personagem corajosa, dura na queda, falante e bem humorada mesmo com todos os percalços da situação atual e a situação dela ainda é muito pior porque está com a perna quebrada, impossibilitada de andar. Ben é o homem de grandes princípios, super reservado, de falar pouco, mas de agir nas piores situações buscando uma boa solução.

Esse livro me surpreendeu muito justamente porque eu não estava esperando tanto e no fim me deu uma baita lição boa. O final foi arrebatador, eu em nenhum momento desconfiei que seria daquela forma e pra mim, fechou muito bem com a trama toda. Eu assisti ao filme também, mas não tem nada a ver com a história, leiam o livro que é muito melhor. 5/5 xícaras:

24 jun, 2019

Livro: Vozes de Tchernóbil

“Em abril de 1986, uma explosão na usina nuclear de Tchernóbil, na Ucrânia então parte da finada União Soviética , provocou uma catástrofe sem precedentes: uma quantidade imensa de partículas radioativas foi lançada na atmosfera e a cidade de Pripyat teve que ser imediatamente evacuada. Tão grave quanto o acidente foi a postura dos governantes soviéticos, que expunham trabalhadores, cientistas e soldados à morte durante os reparos na usina. Pessoas comuns, que mantinham a fé no grande império comunista, pereciam após poucos dias de serviço. Por meio das vozes dos envolvidos na tragédia, Svetlana constrói este livro arrebatador, que tem a força das melhores reportagens jornalísticas e a potência dos maiores romances literários. Uma obra-prima do nosso tempo.”

Por coincidência eu comecei a ler esse livro na mesma época em que começou o seriado Chernobyl na HBO, eu já tinha lido “A Guerra Não Tem Rosto de Mulher” dessa mesma autora e esse também segue a mesma linha: são depoimentos de pessoas que estiverem presentes nesse desastre, dando voz a um fato histórico que até hoje pouco se sabe, essa obra levou 10 anos para ser concluída.

As Vozes de Tchernóbil é um livro para ser lido com pausas, alguns depoimentos são bem pesados no sentido de serem bem impactantes e nos mostra coisas que até então pouco (ou nada!) se sabia. Lendo e assistindo junto com o seriado me deu uma outra dimensão que eu desconhecia totalmente sobre esse desastre nuclear que sempre me interessou saber mais. Alguns depoimentos são um pouco cansativos, porque ela entrevista desde os idosos que se recusaram a deixar suas aldeias e estão lá até hoje, até jornalista e filósofos – esses sim são super impactantes. Muitos desses depoimentos me deixou angustiada e me deixou pensando sobre uma porção de coisas de como realmente o ser humano é o câncer desse planeta. Eu recomendo para quem quer saber um pouco mais sobre uma parte da história que precisa ser conhecida também pelo prisma humano e não apenas o científico. Pra mim, este livro deveria ser considerado um documento importantíssimo sobre esse desastre, não é a toa que a autora ganhou o Nobel da Literatura por isto.

P.S. O seriado da HBO foi uma das melhores obras que assisti nos últimos tempos, são apenas 5 episódios, mas nos conta de uma maneira clara e direta do que foi Chernobyl, vou deixar o trailer aqui. Assistam também.

5/5 xícaras:

05 jun, 2019

Livro: Quando Você Voltar

“Como tantos casais, Michael e Jolene não resistiram às pressões do dia a dia e agora estão vendo seu relacionamento de doze anos desmoronar. Alheio à vida familiar, Michael está sempre mergulhado no trabalho, não dá atenção às duas filhas e não faz a mínima questão de apoiar a carreira militar da esposa. Então Jolene é convocada para a guerra.
Ela sabe que tem um dever a cumprir e, mesmo angustiada por se afastar de casa, deixa para o marido a missão de cuidar das meninas e segue para o Iraque. Essa experiência mudará para sempre a vida de toda a família, de uma forma que ninguém poderia prever.

No front, Jolene depara com a dura realidade e precisa, mais do que nunca, recorrer à sua força e inteligência para se tornar uma heroína em meio ao caos. Em suas mensagens para casa, ela retrata um mundo cor-de-rosa, minimizando os horrores que vivencia com o objetivo de proteger todos do sofrimento.

Mas toda guerra tem um preço, e ela acaba se vendo protagonista de uma tragédia. Agora Michael precisa encarar seus medos mais profundos e travar uma batalha em nome da família.”

Esse ano eu tô numa pegada forte de romancistas modernos do tipo Nora Roberts, Lucinda Riley, em breve vou ler algo de Nicholas Sparks pra ver se gosto e não posso deixar de citar a maravilhosa Kristin Hannah que suas histórias são sempre arrebatadoras. Ontem eu peguei “O Corcunda de Notre Dame” pra ler porque há muito tempo estava na minha lista e achei que esse era o momento certo pra um clássico. Mas por volta no quinto capítulo eu já estava gritando por socorro e infelizmente, esse grande clássico, não me prendeu.

Ele vai ficar na minha cabeceira pra eu persistir mais uma vez, mas não vou ficar presa a uma história quando existem tantas outras me esperando. Veja bem, eu amo clássicos, mas isso não quer dizer que todos irão me prender ou eu me apaixonar pela história e tá tudo bem porque, Victor Hugo pode não ser tão brilhante quanto uma Brontë é pra mim e isso não quer dizer que é melhor ou pior, mas ao meu gosto – não foi dessa vez.

Mas voltando aos meus romances da nossa época, esse foi um livro de Kristin Hannah que eu li em 3 dias. Isso porque viajamos no ultimo final de semana e tempo de sobra pra ler foi o que eu mais tive por esses dias. “Quando Você Voltar” é uma história impactante, posso dizer que esse é da lista de um dos melhores da autora e se você nunca leu nada dela, eu recomendo muito seus livros. Tem resenhas de vários aqui.

Jolene é uma personagem forte. Forte por personalidade e forte porque desde o começo, sua vida nunca se mostrou fácil. É uma história que fala sobre perdas, perdão, amor e traumas. Fala que você não precisa ser forte o tempo inteiro e que pedir ajuda não é um sinal de fragilidade, mas sim, de permitir aqueles que te amam poderem te ajudar também. Na história Jolene é casada com Michael (que o odiei por muitos momentos) e tem duas filhas: Lulu – que é um doce e Betsy a personagem que mais odiei, uma adolescente insuportável que apesar de também passar por vários problemas, a sua crueldade sempre me irritava. Na segunda parte do livro a história se passa com Michael continuando a sua vida e cuidando das crianças e Jolene indo para a Guerra do Iraque (ela é piloto de helicóptero) e é nesse ponto que a história toma a forma dos dramas pra compor essa narrativa. É um livro profundamente tocante, impossível de não se sensibilizar, eu acho que Kristin Hannah consegue dramatizar um tema com maestria, sem precisar usar os clichês ou forçar alguma coisa, ela sabe usar as palavras certas pra te tocar bem no fundo e suas histórias sempre são um grande ensinamento. Leitura mais que recomendada 5/5 xícaras:

03 jun, 2019

Livro: O Menino da Lista de Schindler

Misto de biografia e romance de formação, O menino da lista de Schindler acompanha a trajetória de Leon Leyson, o mais jovem integrante e um dos últimos sobreviventes da famosa lista de judeus salvos pelo empresário alemão Oskar Schindler durante a Segunda Guerra Mundial. Intenso como O diário de Anne Frank, o livro chega ao Brasil pelo selo Rocco Jovens Leitores depois de alcançar a prestigiosa lista dos mais vendidos do jornal The New York Times, e oferece uma perspectiva única do Holocausto. Um relato emocionante, corajoso e humano que precisa ser contado às novas gerações.

Eu acho que não sou muito apegada a biografias e me dei conta disso por esse livro. A história é muito bem detalhada e emocionante, o relato do autor é comovente e por muitas vezes inacreditável porque você pensa em COMO ele e sua família conseguiram sobreviver aos horrores da guerra. Entretanto em alguns momentos a narrativa ficou um pouco cansativa pra mim, mas não anula o fato de ser um livro extremamente emocionante e doloroso, porém – para mim, a leitura se arrastou um pouco. 4/5 xícaras:

“Tive a meu favor, entretanto, algo mais forte do que tudo: Oskar Schindler achou que a minha vida era importante.”

27 maio, 2019

Livro: A Garota Italiana

Uma inesquecível história de amor, traição, paixão, obsessão e música.

Aos onze anos de idade, Rosanna Menici conhece o cantor Roberto Rossini, uma estrela em ascensão no mundo da ópera italiana – e o homem que mudaria sua vida para sempre. Incentivada – e apaixonada – por ele, Rosanna passa a se dedicar ao estudo do canto lírico, torna-se cantora profissional, e logo os dois se encontram nas salas de concerto mais famosas do mundo, dividindo não só o palco como também o mesmo destino.

Com seu talento incomum para descrever ambientes e evocar sensações e sentimentos universais, Lucinda Riley nos leva a acompanhar a trajetória de Rosanna, desde os bairros pobres de Nápoles até os teatros mais glamourosos do planeta, trazendo à tona, com sua prosa inconfundível, as alegrias, tristezas, frustrações, decepções e redenções do amor.

Eu vou dar um resumão bem básico sobre essa história: basicamente a protagonista é uma egoísta idiota que abriu mão de tudo e de todos que fizeram milhões de coisas por ela pelo amor de um cafajeste com um pau de ouro… É isso! Não é um livro ruim não, mas não teve aquele “noooossa” sabe? Esse foi o meu primeiro livro de Lucinda Riley e acho que, fazendo um remember mental, foi a primeira história que eu odiei a protagonista. Rosanna é uma personagem teria tudo para ser uma mulher cativante e forte e começou bem nisso, mas aí ela tem um amor platônico que no meio da história se casa com ele e gente?!? É um relacionamento tão abusivo, tão meloso e tão grudendo (argh!) que tem horas que você pensa – “mas não é possível que ela está fazendo isso” e aí a gente pensa no quanto existe esse tipo de amor doentio por aí.

Bom, aí com tudo isso ela acabou pagando um preço alto por tudo que abriu mão, além de ter dado as costas pra todo mundo, inclusive pra quem mais a ajudou e isso eu achei que não teve o troco merecido na história. Daí quando eu li os últimos momentos e vi que ela voltou a repetir OS MESMOS ERROS eu conclui que, definitivamente, que esse livro não funcionou para mim e por isso fiquei tão decepcionada com a personagem principal.

Pelas resenhas que andei lendo sobre esse livro, realmente não é da lista das melhores obras de Lucinda Riley, então acho que não foi também uma das minhas melhores escolhas para me iniciar com a autora, mas pretendo ler os outros livros dela. Vai ser só 3/5 xícaras porque gosto muito mais quando mulheres são tratadas como fortes e não como submissas nas histórias:

21 maio, 2019

Livro: Lua de Sangue

Em ‘Lua de Sangue’, Nora Roberts conta a história de Tory Bodeen, uma mulher que foi massacrada no corpo e no espírito, mas que nunca perdeu a esperança. Tory foi criada numa casa pequena e miserável na Carolina do Sul, onde o pai dominava com punho de ferro e cinto de couro…e onde seus talentos não tinham espaço para florescer. Mas havia Hope, a amiga que sempre contava nas horas mais difíceis, que morava numa casa enorme, a pouca distância da sua. Porém Hope é brutalmente assassinada e a vida de Tory começa a desmoronar. Passados 18 anos, Tory retorna a sua cidade natal decidida a encontrar paz, mas viver tão próxima das lembranças infelizes será mais difícil e assustador do que ela poderia imaginar. Porque o assassino de Hope também está por perto…

Este foi o meu primeiro livro de Nora Roberts – que há muito tempo estava querendo ler alguma história dessa escritora e posso dizer que pra primeira experiência com os livros dela, eu amei! Tory Bodeen é a protagonista e uma personagem cheia de medos e traumas, mas que segue firme no que acredita e luta para usar seu dom para desmascarar o assassino de sua melhor amiga. Nora Roberts tem uma narrativa envolvente, foi um livro que mais de 500 páginas que eu li muito rápido, muito em parte pela fluidez da autora que pra mim foi romance com mistérios na medida certa – no começo eu tinha um suspeito em mente e me mantive convicta nele, mas no final do livro me surpreendi completamente.

Se você gosta de romances com histórias e personagens bem construídos e mistérios na medida certa, eu recomendo muito esse livro. Pra uma iniciação com Nora Roberts, sem duvidas, posso dizer que comecei muito bem. 5/5 xícaras: