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03 abr, 2020

Livro: Teto Para Dois

Eles dividem um apartamento com uma cama só. Ele dorme de dia, ela, à noite. Os dois nunca se encontraram, mas estão prestes a descobrir que, para se sentir em casa, às vezes é preciso jogar as regras pela janela.

Três meses após o término do seu relacionamento, Tiffy finalmente sai do apartamento do ex-namorado. Agora ela precisa para ontem de um lugar barato para morar. Contrariando os amigos, ela topa um acordo bastante inusitado.

Leon está enrolado com questões financeiras e tem uma ideia pouco convencional para arranjar dinheiro rápido: sublocar seu apartamento, onde fica apenas no período da manhã e da tarde nos dias úteis, já que passa os finais de semana com a namorada e trabalha como enfermeiro no turno da noite. Só que tem um detalhe importante: o lugar tem apenas uma cama.

Sem nunca terem se encontrado pessoalmente, Leon e Tiffy fecham um contrato de seis meses e passam a resolver as trivialidades do dia a dia por Post-its espalhados pela casa. Mas será que essa solução aparentemente perfeita resiste a um ex-namorado obsessivo, uma namorada ciumenta, um irmão encrencado, dois empregos exigentes e alguns amigos superprotetores?

Gente. Essa nova vida de quarentena que o mundo está passando mudou totalmente a minha rotina. Eu queria muito escrever sobre tudo isso, sobre como tenho enxergado esse novo mundo que estamos entrando, mas ainda não estou com cabeça para conseguir me expressar totalmente e colocar tudo isso em palavras. Eu estou muito bem. Sempre tenho o que fazer dentro de casa. Tenho me exercitado, assistido coisas legais, me policiado muito pra não ficar ansiosa demais com notícias e claro, estou lendo bastante livros também (mas ainda não tanto como queria).

Enquanto escrevo essa resenha eu já estou terminando um terceiro livro então vou ter bastante resenhas por aqui. Rick já está há 3 semanas – quase 4 em casa, trabalhando home office e eu há duas semanas e estamos levando tudo muito de boas confinados dentro de casa. Fechamos a ótica, meus pais estão em casa e por termos a sorte de morarmos bem perto, tenho ajudado eles como posso. Uma das coisas é que tenho baixado muitos filmes pra eles assistirem e coloco tudo no notebook já que o HD externo que temos não é compatível com a TV do meu pai. Então é por esse motivo que não atualizei mais o blog, o note fica a maior parte do tempo com eles e hoje está comigo porque vou baixar mais filmes.

Mas a semana que vem isso já estará mais de boas pois terei outro note comigo e assim conseguirei colocar tudo em dia. Ah, e quase eu ia me esquecendo, aliás como eu podia pensar em esquecer? ADOTAMOS MAIS UM GATO PORQUE SIM! Na verdade é uma gatinha branca de mais ou menos um ano que estava no gatil de duas amigas minhas, mas tudo isso eu vou contar em um post só pra isso. Agora eu vou falar da resenha deste livro fofinho que gostei bastante.

Se você está nessa quarentena procurando por uma história levinha, fofa, clichê e bonitinha: Teto Pra Dois é uma ótima sugestão. Os protagonistas são Leon e Tiffy, personagens cativantes desde o início da história que moram juntos, MAS, nunca se encontraram. Há também um abordagem sobre relacionamentos psicologicamente abusivos, no caso com Tiffy e o ex namorado dela. Porém a premissa do livro é a história de amor que surge entre Leon e Tiffy e como isso, com vários bilhetinhos que um deixa para o outro, vão se “conhecendo” e se apaixonando.

Não é uma das melhores histórias de amor que já li, achei até que o hype em cima desse livro foi um pouco exagerado porque não achei tãoo tudo isso que muita gente fala. Porém, cumpriu bem o propósito e a autora conseguiu entregar uma história morninha, mas gostosa e fluída de ler. Vou dar 5/5 xícaras porque era isso e nada muito além que eu estava esperando:

16 mar, 2020

Livro: Esperança

Inglaterra, 1836. O nascimento de Hope pode ser o prelúdio de um escândalo. Prova do adultério da aristocrata lady Harvey, a menina é entregue a uma das empregadas e cresce sem saber de sua verdadeira origem.

Porém, quando completa 14 anos e vai trabalhar na mansão dos Harveys, ela vê algo que não deveria e é forçada a fugir para os cortiços de Bristol, em meio à miséria e à doença.

Durante uma epidemia de cólera, a coragem e a gentileza de Hope provocam uma reviravolta em sua vida e ela se vê envolvida em uma guerra, cuidando dos doentes. Mas o destino parece ter outros planos para Hope, e logo a jovem precisará enfrentar os segredos por trás de seu nascimento.

Esperança é um romance impactante sobre uma mulher que, apesar de todos os empecilhos, mantém em seu coração o desejo de um dia encontrar a felicidade que tanto merece.

“Um épico emocionante que você não vai esquecer tão cedo.”– Woman’s Weekly

“Lesley cria personagens cativantes e se destaca como uma verdadeira contadora de histórias.” – Daily Mail

Essa foi uma ótima escolha pra eu sair da minha ressaca literária, depois que li “para sempre Alice” que eu só consegui terminar na base do ódio, eu estava sedenta por uma história que fosse realmente boa. Eu também estava morrendo de saudades de ler um romance de época então escolhi esse e foram 520 páginas que me prenderam do começo ao fim. “Esperança” foi o meu primeiro contato com a escritora Lesley Pearse e fiquei grata pela minha primeira impressão com um livro dela ter superado minhas expectativas.

Neste livro acompanhamos o vida de Hope desde o seu nascimento, não vou me detalhar na narrativa para não perder a mão soltando algum spoiler, mas como todo romance de época esse não foi diferente: cheio de reviravoltas, dramas, desgraças e muitos, muitos acontecimentos. Hope é a protagonista principal, mas há outros personagens tão importantes, quicá, até mais do que ela: Nell, Bennet, Lady Harvey, Rufus, Albert…

Muitos temas neste livro são abordados: infidelidade, homossexualismo, vinganças, guerra e inclusive a discrepância de vidas das classes sociais daquela época. Quem era rico, era muito rico, mas quem era pobre, se lascava em todos o sentidos, principalmente por ser um período em que houve muitos refugiados, especialmente os Irlandeses em cidades da Inglaterra (no caso do livro a cidade foi Bristol), dá pra sentir a latência de como era pobreza daquela época, ainda mais quando se tinha surtos de doenças como a cólera.

A autora conseguiu mostrar isso muito bem na personagem de Hope, colocando ela em várias situações durante a sua vida, chegando ao mínimo da pobreza, mas conseguindo se reerguer depois de muito sofrimento e nunca desistindo de um futuro melhor. Um pouco depois da metade do livro, a história de Hope entra em um período de guerra. A guerra da Crimeia (1853 à 1856) que realmente existiu e mesmo tendo alguns trechos um pouco cansativos nessa parte da história, não deixou de ser magnífica e impactante mesmo assim. Eu só acho que a autora poderia ter encurtado só um pouquinho essa parte e se focado mais nos detalhes da vida de Hope, o que não quer dizer que perdeu o brilho da história, muito pelo contrário, acho que foi o ponto ápice da superação de vida para Hope.

Para quem, como eu, gosta de romances históricos especialmente da era Vitoriana e quem vem cheio de desgraças, dramas, reviravoltas e contextos históricos, leia então este livro pois lhe garanto que não irá se arrepender, para mim foi uma ótima surpresa e terá 5/5 xícaras:

03 mar, 2020

Livro: Para Sempre Alice

Alice (no filme, interpretada por Julianne Moore) sempre foi uma mulher de certezas. Professora e pesquisadora bem-sucedida, não havia referência bibliográfica que não guardasse de cor. Alice sempre acreditou que poderia estar no controle, mas nada é para sempre. Perto dos cinquenta anos, Alice Howland começa a esquecer. No início, coisas sem importância, até que ela se perde na volta para casa. Estresse, provavelmente, talvez a menopausa; nada que um médico não dê jeito. Mas não é o que acontece. Ironicamente, a professora com a memória mais afiada de Harvard é diagnosticada com um caso precoce de mal de Alzheimer, uma doença degenerativa incurável. Poucas certezas aguardam Alice. Ela terá que se reinventar a cada dia, abrir mão do controle, aprender a se deixar cuidar e conviver com uma única certeza: a de que não será mais a mesma. Enquanto tenta aprender a lidar com as dificuldades, Alice começa a enxergar a si própria, o marido (Alec Baldwin), os filhos (Kate Botsworth, Hunter Parrish e a queridinha de Hollywood, Kirsten Stewart) e o mundo de forma diferente. Um sorriso, a voz, o toque, a calma que a presença de alguém transmite podem devolver uma lembrança – mesmo que por instantes, e ainda que não saiba quem é.

Bom, pra começar que eu vou ser bem direta em dizer que eu esperava muito mais desse livro. Não assisti ao filme que disseram ser super emocionante e a história no livro também é, dado ao tema em questão abordado, mas não me prendeu como eu esperava e ainda por cima eu não via a hora de terminar. Vou dizer o porquê: há muitos, muitos mesmo termos psicológicos, médicos/científicos no meio da narrativa que obviamente pra mim – que sou leiga no assunto, deixou a leitura arrastada e cansativa. Algumas passagens do livro se tornaram repetitivas – como por exemplo os testes a que Alice era submetida com o médico, a medida que a doença avançava em Alice eu senti que a autora poderia ter explorado muito mais a emoção na história, algo que fiquei esperando ter e infelizmente não teve.

Veja bem, é uma história impactante sim, a vida de Alice aos poucos vai mudando completamente depois do diagnóstico de Alzheimer e isso é bem doloroso, ainda mais da forma que foi o apoio (ou um pouco a falta dele em alguns momentos) da família (achei que faltou empatia e tato por parte de todos: marido e filhos), mas pra mim a autora poderia ter abordado melhor a trama: faltou drama, faltou emoção e ela poderia ter feito isso ao invés de pipocar toda hora a história com nomes de termos/estudos científicos, testes repetitivos de perguntas e respostas, nomes de medicação, etc… Pra quem não é familiarizado com a doença, isso fica bem cansativo de ler. Uma pena. Acho que nunca fiz isso, mas vou dar 2/5 xícaras pra essa história:

02 mar, 2020

Livro: Agora e Para Sempre, Lara Jean

Em Para todos os garotos que já amei, as cartas mais secretas de Lara Jean — aquelas em que se declara às suas paixonites platônicas para conseguir superá-las — foram enviadas aos destinatários sem explicação, e em P.S.: Ainda amo você Lara Jean descobriu os altos e baixos de estar em um relacionamento que não é de faz de conta.
Na surpreendente e emocionante conclusão da série, o último ano de Lara Jean no colégio não podia estar melhor: ela está apaixonadíssima pelo namorado, Peter; seu pai vai se casar em breve com a vizinha, a sra. Rothschild; e sua irmã mais velha, Margot, vai passar o verão em casa. Mas, por mais que esteja se divertindo muito — organizando o casamento do pai e fazendo planos para os passeios de turma e para o baile de formatura —, Lara Jean não pode ignorar as grandes decisões que precisa tomar, e a principal delas envolve a universidade na qual vai estudar. A menina viu Margot passar pelos mesmos questionamentos, e agora é ela quem precisa decidir se vai deixar sua família — e, quem sabe, o amor de sua vida — para trás.
Quando o coração e a razão apontam para direções diferentes, qual deles se deve ouvir?

Terceiro e ultimo livro da trilogia de Lara Jean. Eu não sou mais de pegar trilogias ou muitas sequências de livros pra ler, eu prefiro histórias de um livro só, acho que não gosto mais de ficar muito tempo presa a mesma narrativa e já li muitas trilogias e sequências de livros que acabei parando porque a autora demorou muito pra continuar as histórias, então acho que fiquei meio traumatizada com isso, mas por todo o hype eu abri uma exceção pra ler esses livros e gostei bastante. Eu já sabia que seria uma história leve, sem grandes acontecimentos dramáticos como as histórias de Kristin Hannah ou Collen Hoover por exemplo, e era exatamente isso que eu estava procurando no momento. Eu gostei muito da escrita de Jenny Han, ela conseguiu me manter presa a história com os 3 livros e por isso, na minha opinião, todo o sucesso é merecido.

Assisti ao primeiro filme dias atrás, achei engraçadinho, mas obviamente os livros são (sempre) melhores. Pra quem tá vindo de alguma ressaca literária ou está procurando uma leitura rápida e gostosinha de ler, a história de Lara Jean e todas as suas aventuras amorosas é uma ótima pedida. Dos 3 o que eu mais gostei foi do segundo livro, mas o 3 também são tão bons quanto.

5/5 xícaras:

26 fev, 2020

Livro: P.S.: Ainda Amo Você

Lara Jean sempre teve uma vida amorosa muito movimentada, pelo menos na cabeça dela. Para cada garoto por quem se apaixonou e desapaixonou platonicamente, ela escreveu uma bela carta de despedida. Cartas muito dela, muito pessoais, que de repente e sem explicação foram parar nas mãos dos destinatários.
Em “Para todos os garotos que já amei”, Lara Jean não fazia ideia de como sair dessa enrascada, muito menos sabia que o namoro de mentirinha com Peter Kavinsky, inventado apenas para fugir do total constrangimento, se transformaria em algo mais. Agora, em “P.S.: Ainda amo você”, Lara Jean tem que aprender como é estar em um relacionamento que, pela primeira vez, não é de faz de conta. E quando ela parece estar conseguindo, um garoto do passado cai de paraquedas bem no meio de tudo, e os sentimentos de Lara por ele também retornam.
Uma história delicada e comovente que vai mostrar que se apaixonar é a parte fácil: emocionante mesmo é o que vem depois.

Segundo livro da trilogia da Lara Jean. Acho que gostei mais do segundo livro do que do primeiro. Senti uma Lara Jean mais madura, mais segura, embora muitas vezes ela ainda falhe nesses pontos, mas sinto que ela amadureceu mais. E entrou um personagem novo: John Ambrose McClaren que eu gostei demais dele. Apesar de Lara a Peter se acertarem, eu SEMPRE tenho uma desconfiança com Peter e acabei me tornando mais Team John Ambrose McClaren.

Essa trilogia, o que posso dizer até o momento é que se trata de um romance bem levinho, com pitadas de divertimento, nada muito espetacular, mas gostoso de ler. O que gostei foi que a autora conseguiu manter a qualidade da história sem perder a mão com esse segundo livro, acho importante isso porque te motiva a querer continuar e ver o desenrolar das coisas. É previsível em alguns momentos, eu sei, mas é ao mesmo tempo bem envolvente.

Em P.S.: Ainda Amo Você há uma personagem que gostei muito: Stormy. Achei que ela deu um “quê” mais reflexivo para a história, é ela quem faz alguns questionamentos e dá alguns conselhos sobre como deixar as coisas acontecerem mais naturalmente e a levar uma vida mais leve. Além disso ela teve um papel importante, pois é a avó de John Ambrose McClaren. Enfim… É uma história levinha, envolvente e bem gostosinha de ler, não espere super acontecimentos, nem reviravoltas malucas. Pra mim será 5/5 porque é o que eu procurava pra desopilar a mente:

18 fev, 2020

Livro: Para Todos os Garotos que Já Amei

Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos.

Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.

Eu acabei aproveitando o hype do segundo lançamento do filme na Netflix e resolvi ler os livros. Eu gosto de intercalar minhas leituras com livros leves e despretensiosos de vez em quando porque eu acredito que literatura seja isso mesmo: ler o que você quer sem seguir regras de ninguém. E como não se apaixonar por esse romance tão gostoso de ler? Eu já me conectei com Lara Jean logo nas primeiras páginas. Lara Jean é a protagonista e narradora desta história. Uma adolescente de 16 anos, irmã de Margot e Kitty e que escreve cartas secretas nunca enviadas para seus amores. Nunca enviadas até então. Acontece que um dia essas cartas são misteriosamente enviadas e é aí que a trama central da vida de Lara Jean começa.

“Se o amor é como uma possessão, talvez minhas cartas sejam meu exorcismo. As cartas me libertam. Ou pelo menos deveriam.”

Nessa história vai entrar dois personagens importantes: Peter Kavinsky e Josh que receberam essas cartas e aí toda uma confusão e mistura de sentimentos começa a acontecer entre todos eles, não vou dizer mais coisas por perigo de spoilers. É um livro super gostoso e divertido de ler, eu devorei em poucos dias essa história e já estou ansiosa em partir hoje para o segundo. Eu sou uma mulher de 40 anos que gosta muito de um clichê adolescente bem escrito e digo isso sem vergonha alguma, a autora soube explorar bem os personagens e usar todos os elementos e fluidez da história pra transformar em uma trilogia e não até a toa que ganhou adaptação em filmes também. Eu vou assistir depois que ler todos. 5/5 xícaras:

14 fev, 2020

Livro: Juntos Somos Eternos

Jeff Zentner, autor de Dias de Despedida, traz outra história comovente sobre família, amizade e amor, com uma visão emocionante e ao mesmo tempo bem-humorada sobre a dura realidade de crescer em um ambiente conservador.

Dill não é um garoto popular na escola — e não é culpa dele. Depois de seu pai se envolver em um escândalo, o garoto se tornou alvo de piadas dos colegas e passou a ser evitado pela maioria das pessoas na cidadezinha onde mora. Felizmente, ele pode contar com seus melhores amigos, Travis e Lydia, que se sentem tão excluídos ali quanto ele. Assim que os três começam o último ano do ensino médio, mudar de vida parece um sonho cada vez mais distante para Dill. Enquanto Travis está feliz em continuar no interior e Lydia pretende fazer faculdade em uma cidade grande, Dill carrega o peso das dívidas que seu pai deixou para trás. Só que o futuro nem sempre segue nossos planos — e a vida de Dill, Travis e Lydia está prestes a mudar para sempre.

Dill, Lydia e Travis são 3 melhores amigos. Dill e Travis tem famílias desajustadas. O pai de Dill está preso, sua mãe é uma lunática religiosa, o pai de Travis é alcoolatra e somente Lydia tem pais amorosos e são financeiramente mais abastados também. Os 3 passam por problemas de bullying na escola, mesmo Lydia sendo popular e querida na internet, aliás, ela é a mais perspicaz dos 3 personagens eu diria, ela é bem inteligente e articulada, mas muitas vezes me soava um pouco pretensiosa. Os 3 são de uma cidade super pequena do Sul dos EUA aonde alguns preconceitos ainda são bem grandes. É um livro young adult e eu gosto dessa pegadinha de gênero porque geralmente a narrativa é leve e fluída, mas sempre vem com abordagens sérias e carregada de bons ensinamentos que sempre se tira uma moral legal da história.

Eu achei o começo e até um pouco mais da metade do livro a narrativa um pouco morna, demorei um pouco para me conectar com os personagens e há uma abordagem religiosa por conta dos pais do Dill que me incomodou um pouco, principalmente por eles serem dois fanáticos religiosos desprezíveis – eu dava aquela virada de olho cada vez que eles apareciam e acho que por conta disso, um pouco espirrou em Dill e muitas vezes eu me irritava com ele também. Principalmente quando ele tinha algumas atitudes egoístas com Lydia – aquela coisa de “bibibi o que vou fazer depois que você for pra faculdade?” me cansava um pouquinho sabe…

Juntos Somos Eternos é uma história bem recheada de dramas, principalmente quando se trata da realidade de Dill e Travis que são de péssimas famílias e sem grandes perspectivas para o futuro, ao contrário de Lydia que tem pais amáveis e você entende que por conta disso, as oportunidades que ela tem de um futuro promissor nessa transição da adolescência para a vida adulta é muito mais palpável e real para ela, do que para os dois amigos.

Um pouquinho mais da metade do livro há um plot twist na história que definitivamente eu não esperava e preciso ressaltar isso. Realmente me pegou de surpresa (bom, essa é a ideia dos plots, né? duh), mas acredito que já que o autor resolveu colocar um na história, deveria então ter descrito com mais emoção e detalhes essa parte, algo que mim ficou faltando um pouquinho…

Mesmo assim, é um bom livro, mas não é um dos melhores do estilo young adult. Temas sérios são abordados, mas de uma maneira delicada e que nos dá ensinamentos sobre coragem, esperança e seguir a fazer certo, mesmo quando não se tem bons exemplos dentro de casa. 4/5 xícaras:

10 fev, 2020

Livro: Pequenos Incêndios Por Toda Parte

“Um encontro entre duas famílias completamente diferentes vai afetar a vida de todos.

Em Shaker Heights tudo é planejado: da localização das escolas à cor usada na pintura das casas. E ninguém se identifica mais com esse espírito organizado do que Elena Richardson.

Mia Warren, uma artista solteira e enigmática, chega nessa bolha idílica com a filha adolescente e aluga uma casa que pertence aos Richardson. Em pouco tempo, as duas se tornam mais do que meras inquilinas: todos os quatro filhos da família Richardson se encantam com as novas moradoras de Shaker. Porém, Mia carrega um passado misterioso e um desprezo pelo status quo que ameaça desestruturar uma comunidade tão cuidadosamente ordenada.

Eleito nos Estados Unidos um dos melhores livros de 2017 por veículos como Entertainment Weekly, The Guardian e The Washington Post, Pequenos Incêndios Por Toda Parte explora o peso dos segredos, a natureza da arte e o perigo de acreditar que simplesmente seguir as regras vai evitar todos os desastres.”

Eu vou começar essa resenha dizendo que foi um dos melhores livros que li nos últimos tempos.

É isso.

É a primeira vez que leio um livro de Celeste Ng. O outro que ela tem publicado se chama “Tudo o que Nunca Contei” e está também na minha lista de leitura. O título literalmente faz jus a história. Shaker Heights é uma cidade rica dos EUA totalmente planejada para ser perfeita e que segue várias regras, aliás, a vida de uma das personagens – Elena Richardson é exatamente assim: ditadas por regras aonde não existe o meio termo: ou é ou não é. É certo ou errado. É bom ou ruim. Não há um meio termo ou uma regra que pode ser ditada diferente na vida de Elena Richardson. Eu diria que ela é uma pessoa sistemática, mas prática apesar de tudo que leva uma vida sempre planejada no passo a passo.

Até chegar Mia Warren – uma mãe solteira com sua filha Pearl que passou a vida inteira se mudando de cidade em cidade e basicamente seguindo seus próprios instintos porque Mia não segue regras, se enjoasse de um lugar, ela e a filha simplesmente colocavam tudo no carro e se mudavam. E com a chegada das duas, Elena Richardson começa a perceber algumas sutis mudanças que não estavam nos seus planos e isso começa a abalar sua vida perfeita e regrada.

“As vezes é preciso queimar tudo pra ter um recomeço.”

Pearl conhece os filhos de Elena Richardson e logo ficam amigos. Estudam na mesma escola e Pearl passa o dia na casa da família Richardson. Bem, é basicamente neste ponto que a história começa e se desenrolar. Eu amei a escrita da autora: é fluída, densa e cativante de uma tal forma que te prende totalmente a história. Sem entrar em detalhes da narrativa para não soltar spoilers, “Pequenos Incêndios Por Toda Parte” é um livro que te faz refletir sobre muitas questões, a principal é o lado social de todo esse contexto que envolve diversos temas como preconceito, aborto, filhos… É tudo muito bem entrelaçado, não fica nenhum fio solto pra trás.

Aos poucos os acontecimentos vão tendo seus próprios incêndios e você percebe que por mais que planeje, seja prático ou siga as regras para ter uma vida perfeita, não é exatamente assim que o mundo funciona.

Toda essa atmosfera criada pela autora é contada de uma maneira muito sutil, mas ao mesmo tempo reflexiva e por todo o momento é muito intrigante, eu ficava curiosa pra saber o que aconteceria depois de cada situação e sentia que tudo foi virando um grande incêndio quando foram se juntando aos pequenos. Que livro incrível. “Pequenos Incêndios por Toda Parte” faz parte do Clube do Livro da Reese Witherspoon também, eu recomendo muito essa leitura que certamente entrou pra minha lista de favoritos. Celeste NG, conte comigo pra tudo. 5/5 xícaras:

04 fev, 2020

Livro – A Garota que Você Deixou pra Trás

Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo a família, a reputação e a vida na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra.

Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, A garota que você deixou para trás alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.

Meu primeiro livro da Jojo foi “Como Eu Era Antes de Você” e infelizmente foi uma certa decepção pra mim, apesar da ideia ser ótima, eu senti que faltou emoção por parte da autora e acabou que não me encantou como eu esperava. Mesmo assim, eu decidi que daria uma segunda chance pra Jojo, só que nunca mais acabei lendo outro livro dela, mesmo com tantos de seus lançamentos no mercado, eu sempre acabava escolhendo outra história. Até que minha amiga querida Sheila, acabou me convencendo a dar outra chance novamente e me indicou este livro aqui. Ela também me indicou “Paris Para Um” que é um livro de contos (que ainda estou lendo) e recomendou que eu lesse o ultimo conto antes de começar essa história e foi o que fiz.

“A Garota que Você Deixou pra Trás” tem para mim, uma escrita… Ok, eu não diria a escrita, mas um comprometimento totalmente diferente e muito maior dessa vez por parte da Jojo se comparado com “Como Eu Era Antes de Você”. Foi uma história que me fisgou logo nas primeiras páginas. A narrativa é ambientada em duas épocas: Primeira Guerra Mundial e nos dias atuais (mais precisamente em 2002) e conta a história de Sophie e Liv respectivamente e como a vida das duas se cruzam através de um quadro mesmo após passado quase 100 anos e que a autora conseguiu mesclar certinho as vidas, as épocas, sem deixar nenhum fio solto pra trás.

É um livro muito emocionante. Tocante e ao mesmo tempo delicado quando se aborda alguns assuntos que envolvem perdas e lutos de duas personagens com épocas completamente diferentes uma da outra. Obviamente pra mim, a história de Sophie foi muito mais impactante, afinal de contas, ela estava numa época de guerra, e por muitos momentos eu não gostei de algumas atitudes de Liv, mas compreendi que todo o esforço e teimosia dela valeu a pena principalmente pra se ter a verdade e honrar o nome de Sophie acima de tudo.

Então, dito tudo isso, quero agradecer a Sheila por me trazer de volta ao mundo dos livros da Jojo porque agora eu vou ler os outros dela e inclusive já comprei seu ultimo laçamento, então posso dizer que também Jojo e eu fizemos a pazes, vai ganhar as 5/5 das xícaras:

27 jan, 2020

27/01 e Livros sobre o Holocausto

Hoje – 27 de Janeiro é o Dia Internacional em Memória Das Vítimas do Holocausto. Há 75 anos sobreviventes foram libertados de Auschwitz pelo Exército Vermelho. Pra vocês terem uma ideia das atrocidades, no auge do Holocausto – só em Auschwitz – cerca de seis mil (6 MIL!) pessoas eram assassinadas por dia. Uma única guerra que tirou mais de 7 milhões de vidas. Eu já li diversos livros sobre Holocausto e Segunda Guerra.

Livros muitos deles pesados, outros que dão esperança, outros aonde impossivelmente o amor renasceu nos piores lugares, mas acima de tudo, são livros que pra mim dão voz aos sobreviventes e que nos mostra que nunca devemos nos esquecer para jamais permitir que essas atrocidades voltem a acontecer.

Jamais acontecer, nunca repetir.

Eis aqui a minha lista de recomendação de leitura com esse tema, todos os links estão com resenhas, alguns poucos não por mim, mas são livros que li e que me fizeram chorar, refletir, aprender e respeitar a memória de todas essas pessoas:

– O Diário de Anne Frank
– O Menino do Pijama Listrado
– O Menino do Vagão
– A Menina Que Roubava Livros
– Treblinka
– Os Colegas de Anne Frank
– O Diário de Mary Berg
– Depois de Auschwitz
– As Meninas do Quarto 28
– O Diário de Helga
– Inverno na Manhã
– Toda Luz Que Não Podemos Ver
– A Ponte Invisível
– Eu Sou o Ultimo Judeu
– O Rouxinol
– O Bangalô
– Dois Irmãos, Uma Guerra
– O Dia Seguinte
– A Guerra Não Tem Rosto de Mulher
– Mulheres Sem Nome
– Os Meninos Que Enganavam Nazistas
– Beco da Ilusão
A Bibliotecária de Auschwitz
– O Menino da Lista de Schindler
– O Tatuador de Auschwitz
– Resistência
– Sob o Céu Escarlate
– Um Amor Perdido

#DiaInternacionalEmMemóriaDasVítimasDoHolocausto

22 jan, 2020

Livro: Mil Beijos de Garoto

Um beijo dura um instante. Mas mil beijos podem durar uma vida inteira. Um garoto. Uma garota. Um vínculo que é definido num momento e se prolonga por uma década. Um vínculo que nem o tempo nem a distância podem romper. Um vínculo que vai durar para sempre. Ao menos era o que eles imaginavam. Quando, aos dezessete anos, Rune Kristiansen retorna da Noruega para o lugar onde passou a infância – a cidade americana de Blossom Grove, na Geórgia –, ele só tem uma coisa em mente: reencontrar Poppy Litchfield, a garota que era sua cara-metade e que tinha prometido esperar fielmente por seu retorno. E ele quer descobrir por que, nos dois anos em que esteve fora, ela o deletou de sua vida sem dar nenhuma explicação.

Então né…

A premissa da história é muito boa. É uma história de amor que vai resistir a uma separação e retornar dois anos depois, apesar da ruptura, volta ainda mais forte, principalmente por um destino que é impossível de mudar para os dois protagonistas – Rune e Poppy. Mas, pra mim, não foi bem a ideia que a autora me passou. O livro começa bem, tem algumas poucas partes arrastadas, mas é a partir da volta de Rune aos EUA que as coisas começam a ser reveladas e bem aos poucos acontecerem. É uma história de amor sim, mesmo sendo um amor adolescente não deixa de ser amor, mas por muitos momentos e veja bem, não estou querendo problematizar a relação amorosa dos personagens, eu achei que tudo pareceu possessivo demais, grudado demais que beirava ao doentio.

“Vc é minha e eu sou seu para sempre” “blá blá blá só você, mais ninguém” “só sua boca que vou beijar bibibi” e todas essas juras clichês adicionados a trama, me deixou com sensação de um “quê” de relacionamento abusivo. É meio assustador essa dependência emocional a alguém, é incrível ter um amor correspondido e avassalador, é claro, mas eles se portavam como se fossem os únicos na existência um do outro e se não estivessem juntos, nada mais no mundo daria certo. Isso mostrou a devoção de Rune à Poppy nos momentos mais difíceis, mas poxa, existe família, amigos e toda uma vida além sabe… Eu acho que a autora poderia ter abordado isso de uma forma mais leve e focado mais no problema de Poppy pra passar a moral da mensagem.

Também devo comentar sobre a ideia do pote que a avó de Poppy deixou à ela. A ideia é até bonitinha, MAS…. Poxa, a guria só tinha 8 anos na época, pedisse a neta que viajasse o mundo, que aproveitasse sempre a vida ou sei lá mais o que, mas um pote com mil corações de papel em branco de beijos de garoto pra preencher, minha senhora? Talvez meu coração esteja um pouco peludo e crítico ao absorver a mensagem desse livro, mas quando isso acontece eu juro que tento ao máximo compreender a ideia que a autora quer passar quando eu vejo que estou com uma outra impressão completamente diferente. Teve partes emocionantes sim – a que eu mais gostei foi quando eles estavam em Nova York, mas outras coisas me incomodaram muito, como por exemplo a forma como Rune tratava o pai, aliás, isso é uma coisa que me irritou bastante. Ele queria o que? Ele foi tão egoísta e cruel que se fosse filho meu eu teria sentado uma bofetada na orelha e posto pra fora de casa. #CalmaXuliana

Poppy é uma personagem cativante, mas já conheci outras bem melhores, suas mensagens de “aproveite a vida”, “veja o por do sol”, “admire a natureza” e tudo mais são bem bonitinhas, tem uma vibe super positiva, mas me passou a sensação de uma autoajuda barata que infelizmente não me fisgou. É Poppy quem passa a mensagem moral do livro, mas pra mim ainda faltou… Faltou aprofundamento por parte da autora em explorar mais esse aspecto e a própria personagem que no fim deixou a história rasa na maior parte do livro e piegas demais, o amor possessivo quase doentio dos dois, pra mim, acabou sobrepondo a mensagem central que a autora tentou passar e olha que eu amo um romance água com açúcar, e amo mais ainda quando tem dramas no meio, mas gente… Olha… Não foi não viu. Apesar de tudo o final foi ótimo, eu gostei bastante, olha que coisa… Mas o epílogo: Desnecessário. Vou dizer apenas isso. Se ela tivesse usado essa mesma pegada pro livro todo teria sido uma história ótima do inicio ao fim. 3/5 xícaras infelizmente porque ainda estou sendo legal:

17 jan, 2020

Livro: Pequenas Grandes Mentiras

Todos sabem, mas ainda não se elegeram os culpados. Enquanto o misterioso incidente se desdobra nas páginas de Pequenas grandes mentiras, acompanhamos a história de três mulheres, cada uma diante de sua encruzilhada particular. Madeline é forte e passional. Separada, precisa lidar com o fato de que o ex e a nova mulher, além de terem matriculado a filhinha no mesmo jardim de infância da caçula de Madeline, parecem estar conquistando sua filha mais velha. Celeste é dona de uma beleza estonteante. Com os filhos gêmeos entrando para a escola, ela e o marido bem-sucedido têm tudo para reinar entre os pais. Mas a realeza cobra seu preço, e ela não sabe se continua disposta a pagá-lo. Por fim, Jane, uma mãe solteira nova na cidade que guarda para si certas reservas com relação ao filho. Madeline e Celeste decidem fazer dela sua protegida, mas não têm ideia de como isso afetará a vida de todos. Reunindo na mesma cena ex-maridos e segundas esposas, mães e filhas, bullying e escândalos domésticos, o romance de Liane Moriarty explora com habilidade os perigos das meias verdades que todos contamos o tempo inteiro.
Best-seller do The New York Times na semana do lançamento, Pequenas grandes mentiras foi adaptado para a TV pela HBO e tem estreia prevista para fevereiro. Com 7 episódios, Big Little Lies conta com a produção de Reese Whitherspoon e Nicole Kidman que, com Shailene Woodley, também interpretam as protagonistas.

É o terceiro livro de Liane Moriarty que leio e esse sem dúvida é o melhor de todos dela até o momento para mim. Sim, é o livro da série “Big Little Lies” da HBO que por sinal eu não assisti e agora depois do livro eu fiquei muito curiosa em ver o seriado. O livro tem 3 protagonistas mulheres narradas em terceira pessoa – Madeline, Celeste e Jane. Três mulheres maravilhosas que são mães, amigas e com realidades completamente diferentes uma da outra – mesmo convivendo em um círculo em comum – cada uma com seus problemas e segredos que giram em torno dessa trama. Os personagens secundários são ótimos também, alguns você vai amar e outros odiar.

Nem sempre aquilo que vemos é o que realmente acontece na realidade. Nem sempre aquela vida é perfeita como se mostra. Todo mundo tem suas pequenas mentiras e grandes segredos. Talvez para se proteger ou proteger aos outros. Só lendo pra descobrir. São personagens reais que amam e odeiam como nós, acho que foi isso que mais me encantou no livro. A história começa com um misterioso assassinato e durante a leitura a autora aborda temas como: bullying, estupro, violência doméstica, desigualdade social, a real maternidade e falsas aparências. Assuntos bem densos, mas que Liane tem uma maneira bem humorada e ao mesmo tempo única de escrever sobre todos esses temas sem perder a importância do peso que tem.

Em muitos momentos o livro tem várias tiradas engraçadas e cômicas que nos identificamos com cada uma das personagens e suas diferentes vidas. A minha preferida sem dúvida foi Madeline, me identifiquei TANTO com ela. É um livro que mostra a grande importância dos laços familiares, amizade e o quanto mulheres unidas podem ser fortes. Vai ganhar 5/5 xícaras e Liane Moriarty entrou com louvor pra minha lista de escritoras queridas:

07 jan, 2020

Livro: Nossa Música

Ally e Charlotte poderiam ter sido grandes amigas se David nunca tivesse entrado em suas vidas. Mas ele entrou e, depois de ser o primeiro grande amor (e também a primeira grande desilusão) de Ally, casou-se com Charlotte.

Oito anos depois do último encontro, o que Ally menos deseja é rever o ex e sua bela esposa. Porém, o destino tem planos diferentes e, ao longo de uma noite decisiva, as duas mulheres se reencontram na sala de espera de um hospital, temendo pela vida de seus maridos. Diante de incertezas que achavam ter vencido, elas precisarão repensar antigas decisões e superar o passado para salvar aqueles que amam.

Com a delicadeza tão presente em seus livros, Dani Atkins mais uma vez nos traz uma história de emoções à flor da pele, um drama familiar comovente que não deixará nenhum leitor indiferente.

Eu terminei de ler esse livro ontem à noite e nem sei como começar direito essa resenha porque essa história me impactou de tantas formas que eu estou até agora meio abalada. E eu amo quando isso acontece. Eu amo quando uma história te segura pelos ombros, te dá um belo sacode e depois enfia a mão no seu peito e arranca o seu coração fora. (Acho que deu pra perceber que eu sou aficionada por um drama, né?). Esse é o segundo livro que eu leio de Dani Atkins, o primeiro foi “Uma Curva No Tempo” que é uma história boa, somente boa e nada muito espetacular, mesmo envolvendo um tema um pouco mais profundo que você só acaba descobrindo mais pro final, é uma história digamos: apenas ok.

Então, mesmo após ter lido algumas resenhas, eu estava esperando algo mais pra esse tipo de narrativa da autora, mas “Nossa Música” é completamente diferente. Eu diria até que dá a impressão de ter um certo amadurecimento por parte da autora porque ela não economizou com tragédia nesse livro e soube abordar muito bem todo o cerne da história. A narrativa é feita em primeira pessoa por duas personagens: Ally e Charlotte alternando entre passado e presente e que em pararelo envolvem seus maridos – Joe e David respectivamente. Eu não vou me aprofundar muito em contar a trama pra não perder a graça, mas é uma história de deixar os nervos e sentimentos a flor da pele do começo ao fim. Você entra no lugar das duas personagens e sente o sofrimento pelo o que elas estão passando de uma maneira muito crua e direta, a autora detalhou isso de uma maneira bem real mesmo e sem rodeios, mexeu demais comigo.

O passado e o presente se entrelaçam de uma maneira que jamais ninguém poderia imaginar. E nisso ambas acabam se conhecendo em quem são de verdade, em sua essência. Há muitos pingos nos “is” a serem colocados e muitas mágoas do passado que abrirão certas feridas novamente, algumas delas que nem mesmo o tempo conseguiu curar. Mas no meio de tudo isso, há algo muito maior em jogo, algo que inevitavelmente mudará a vida das duas pra sempre e é aí que enxergamos claramente como é a fragilidade da vida.

Nos últimos capítulos eu achei que a autora poderia ter aprofundado um pouquinho mais, achei só um pouquinho corrido, mas nada que estrague a história, muito pelo contrário. O final era como realmente eu já havia pensado, até mesmo porquê não teria como ter outro desfecho, o que não deixou de ser extremamente emocionante e muito doloroso mesmo assim. É o tipo de livro que você indica a alguém já preparando a pessoa pra estar munida de uma caixa de lenços. Terminou como imaginei que terminaria e, que pra mim, daria até uma boa continuação. 5/5 xícaras:

03 jan, 2020

Livro: A Mulher na Janela

Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e… espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. “A Mulher Na Janela” é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.

Comecei a ler esse livro justamente porque em breve teremos a adaptação pro cinema. Foi o ultimo livro que li em 2019. O livro é narrado em primeira pessoa por Anna Fox que é a protagonista da história. Anna está há quase um ano sem sair de casa por sofrer de Agorafobia, ou seja, um medo mórbido de estar em grandes espaços abertos ou de atravessar lugares públicos; Anna tem Agorafobia após sofrer um trauma muito grande e que vamos descobrindo o que é com o passar da história.

Acontece que a trama central é quando Anna acaba sendo testemunha ocular do assassinato de sua vizinha (Anna tem o costume de bisbilhotar os vizinhos) e é nesse ponto que toda a história se desenrola. Como o ponto de vista é de Anna, há todo um aspecto psicológico muito forte que eu achei que foi muito bem abordado e detalhado no livro. Há todo o suspense também que faz parte de qualquer triller, mas algumas coisas eu já havia sacado na história antes mesmo de serem reveladas, inclusive o assassino. ¯\_(ツ)_/¯

O final eu achei fantasioso e clichê demais que pra mim, poderia ser contado de uma forma mais “normal” e que não quer dizer que seria menos impactante. Sabe aquela receitinha de bolo de chovendo muito lá fora, tudo escuro dentro de casa e o assassino perseguindo a mocinha? Foi tipo isso. Acho tão mais do mesmo. Mas é uma história boa, apenas boa. Fluiu bem e eu li super rápido, uma boa leitura sim, mas não achei em nada espetacular, já li outros desse gênero bem melhores.

4/5: