
As praias da Costa Rica do lado do Pacífico são maravilhosas. Conhecemos bastante e vou falar um pouquinho delas. Pra começar que nós saímos de Cartago e fomos até San Jose – lá ficamos dois dias para conhecer a cidade, organizar as coisas, reservar hospedagem… Dessa vez nós não deixamos nada reservado, a gente sempre fechava as hospedagens um dia ou dois antes de chegar ao destino. É um pouquinho mais arriscado, é verdade, mas não tivemos problemas em não conseguir um lugar pra ficar e dessa forma também nos deu mais flexibilidade para ficar mais alguns dias em algumas praias que gostamos muito.
De San Jose fomos até Puntarenas, a cidade é na costa também, há muitas chegadas de navios, mas o lugar é em si não tem nada pra fazer e a praia não é bonita, o lugar serve mais como porto do que como visitação e ainda bem que eu pesquisei tudo isso antes. Puntarenas foi apenas o nosso ponto de partida para as melhores praias do Pacífico, então de lá pegamos um ferryboat (terminal Naviera Tambor) que durou mais ou menos 1 hora e 20 de viagem, daí descemos em Cóbano, na província de Puntarenas que é da região de Malpaís. Cóbano é uma cidade que não tem nada ahahahahaha, é apenas o ponto que você vai pegar o ônibus e ir para as praias e toda essa coisa de províncias e regiões na Costa Rica é meio confuso mesmo de entender, mas nada que faça você se perder. De Cóbano (que não tem nada rs), pegamos um ônibus e fomos até Playa Carmen, a viagem de ônibus durou mais ou menos 1 hora.
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Vocês perceberam que até agora, nada é muito simples pra se deslocar de um ponto A para o B na América Central. Não é difícil no sentido de se localizar e nem de chegar, acredite: tem como ir pra (quase) tudo, mas despende um tempo sim e requer um certo planejamento, o que sempre fazíamos era sair o mais cedo possível e isso faz uma diferença muito grande em ganho de tempo e não correr o risco de chegar em algum lugar e não ter mais transporte, é sempre bom se atentar em tudo isso estando na América Central, é por isso que não deixamos nada de reservas antecipadamente pois assim, teríamos mais flexibilidade nos horários e o tempo de estadia. Sem contar o plus mais aventureiro do “vamos ver no que dá” quando está indo pra algum lugar, eu gostei muito dessa forma rs.
Só que no meio de tudo isso de pega um ferryboat, bus, anda, anda, você passa por lugares que a paisagem é maravilhosa, uma natureza praticamente intocada e viajar pra mim é isso, é um instante que não volta mais, é um tempo que você tem que aproveitar ao máximo. Quando as pessoas me perguntam da Costa Rica eu digo que é um país que cresceu no meio da floresta e mesmo assim, há muito mais floresta que cidades ou pessoas. Pra vocês terem uma ideia, até mesmo pra efeito de comparativo, a população TOTAL da Costa Rica é de 5 milhões de habitantes, sendo que só na cidade de São Paulo por exemplo, é de 12 milhões de pessoas. Obviamente que geograficamente falando, a Costa Rica é um país bem pequeno, mas mesmo assim, não é a toa que se veja muito mais floresta, verde a cidades ou pessoas – o que é maravilhoso na minha opinião, até mesmo porque os Costa-riquenhos tem uma conscientização de preservação do meio ambiente muito grande e você nota muito disso quando chega nas praias.
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Nos ficamos em Playa Carmen, em um hostel bem no meio da natureza, bem rústico, mas tudo muito confortável, pessoas maravilhosas e uma piscina que foi o must have desse lugar e acabamos ficando mais que o previsto.
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Aí conhecemos toda a extensão de praias: Carmen, Santa Tereza, Manzanillo. Pegamos algumas trilhas, conhecemos outras praias que são reservas ambientais. As praias na Costa Rica, principalmente do lado do Pacífico são muito mais selvagens.
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Eu e Ricardo por muitas vezes andávamos 3, 4 quilômetros de praias e não se via uma alma, só a gente mesmo, pra se entrar em todas essas praias você caminha cerca de 100 ou 200 metrôs de trilha no meio do verde até se chegar a praia, não é como estamos acostumados aqui que se tem a praia, calçadão, quiosques, avenidas… As praias ali estão realmente no seu estado máximo de preservação e eu fiquei encantada com isso. Se você é do tipo meio reticente com uma natureza mais rústica e selvagem, que faz questão de sentar em uma espreguiçadeira quando se está na praia eu tenho duas opções: ou fique num resort (que eu não faço ideia de valor, mas é caro) ou não vá. É sério. Não conseguimos subir até a região da Libéria por motivo de tempo, mas essa parte do Pacífico é assim: uma natureza mais selvagem e mais intocada, nem todo mundo se adapta com isso, pra mim, foi uma das experiências mais incríveis porque era exatamente isso que eu estava procurando quando decidimos essa viagem.
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Vimos pelicanos, tucanos, iguanas, uma vida marinha muito mais densa que em praias mais populosas, justamente porque ali tem pouquíssimas pessoas. Foi uma experiência única pra mim, algumas praias que fomos era impossível de entrar no mar de tão bravo que era. O lado do Pacífico o mar é sempre mais bravo que o lado do Atlântico e enquanto o Atlântico o mar é mais azul, no Pacífico é um verde praticamente cor de esmeralda. Fazer uma viagem que eu tive a oportunidade de estar em dois oceanos foi algo bem bacana pra mim, é interessante você fazer algumas comparações, mas ambos são tão lindos que fica difícil escolher um preferido.
P.S. Os links das fotos eu tô colocando do Instagram mesmo porque foi as que eu decidi mostrar, achei que ficou visualmente mais bonito no post e porque também, não preciso ficar editando foto por foto tudo de novo, me segue no @juesgalha.
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