
Mackenzie é uma aluna exemplar, porém é mais reconhecida por ser filha de Elizabeth Casper, uma escritora de thrillers perturbadores que ficou mundialmente famosa sob o pseudônimo E. V. Renge. A relação das duas nunca foi das melhores, mas, agora que se mudou para fazer faculdade, pelo menos Mackenzie não precisa sustentar as aparências ― nem ouvir os pais brigando o tempo inteiro.
A jovem, no entanto, precisa voltar para casa quando sua mãe sofre uma queda durante a corrida matinal que sempre fazia e morre, deixando milhares de fãs, jornalistas e a própria filha se perguntando: será que foi mesmo um acidente? Suas suspeitas só aumentam após flagrar o pai discutindo com um desconhecido no velório e, em seguida, se deparar com uma carta deixada para ela com os seguintes dizeres: Quer saber um segredo? Com amor, mamãe.
Outros envelopes misteriosos não param de chegar, e, diante de tantas revelações sobre o passado dos pais, inúmeras dúvidas começam a rondar a mente de Mackenzie: quem teria acesso a relatos tão íntimos? Seria aquela letra realmente de Elizabeth? E, se sua morte foi mesmo um acidente, por que a filha estaria recebendo essas cartas justo agora? Com a ajuda de EJ, seu melhor amigo e um programador talentoso, Mackenzie parte em busca de respostas e logo vai descobrir que o caminho da mãe rumo ao estrelato está marcado por impiedosas mentiras e uma trama digna de livros de terror.
Esse é mais um daqueles livros sofre da síndrome da “grande ideia, má execução”. Eu nem vou me estender muito na resenha, mas é um livro que premissa promete um thriller psicológico inteligente e emocionalmente complexo, mas o que se entrega, ao menos pra mim, foi algo completamente sem noção, a protagonista é imatura, o amigo dela parece que foi um personagem colocado de “muleta” na história, o plot acontece no meio da história e o final parece que a autora estava desesperada pra terminar a história e fez isso em apenas seis páginas.
Pra mim um bom thriller vive do ritmo. A tensão precisa de crescer, recuar, surpreender. Com Amor, Mamãe falha redondamente neste aspecto. A primeira metade do livro arrasta-se em descrições desnecessárias e subtramas que não levam a lado nenhum. Os “envelopes misteriosos” que a sinopse tanto promete demoram a chegar e, quando chegam, são meio desapontadores. As revelações contidas nas cartas são, na sua maioria, previsíveis ou pouco impactantes. A sensação que fica é que a autora esticou uma ideia que daria para um conto até à dimensão de um romance, e o resultado é uma narrativa inchada e sem fôlego. Mais do que eu disser aqui será spoiler. 2/5:







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