16 mar, 2020

Livro: Esperança

Inglaterra, 1836. O nascimento de Hope pode ser o prelúdio de um escândalo. Prova do adultério da aristocrata lady Harvey, a menina é entregue a uma das empregadas e cresce sem saber de sua verdadeira origem.

Porém, quando completa 14 anos e vai trabalhar na mansão dos Harveys, ela vê algo que não deveria e é forçada a fugir para os cortiços de Bristol, em meio à miséria e à doença.

Durante uma epidemia de cólera, a coragem e a gentileza de Hope provocam uma reviravolta em sua vida e ela se vê envolvida em uma guerra, cuidando dos doentes. Mas o destino parece ter outros planos para Hope, e logo a jovem precisará enfrentar os segredos por trás de seu nascimento.

Esperança é um romance impactante sobre uma mulher que, apesar de todos os empecilhos, mantém em seu coração o desejo de um dia encontrar a felicidade que tanto merece.

“Um épico emocionante que você não vai esquecer tão cedo.”– Woman’s Weekly

“Lesley cria personagens cativantes e se destaca como uma verdadeira contadora de histórias.” – Daily Mail

Essa foi uma ótima escolha pra eu sair da minha ressaca literária, depois que li “para sempre Alice” que eu só consegui terminar na base do ódio, eu estava sedenta por uma história que fosse realmente boa. Eu também estava morrendo de saudades de ler um romance de época então escolhi esse e foram 520 páginas que me prenderam do começo ao fim. “Esperança” foi o meu primeiro contato com a escritora Lesley Pearse e fiquei grata pela minha primeira impressão com um livro dela ter superado minhas expectativas.

Neste livro acompanhamos o vida de Hope desde o seu nascimento, não vou me detalhar na narrativa para não perder a mão soltando algum spoiler, mas como todo romance de época esse não foi diferente: cheio de reviravoltas, dramas, desgraças e muitos, muitos acontecimentos. Hope é a protagonista principal, mas há outros personagens tão importantes, quicá, até mais do que ela: Nell, Bennet, Lady Harvey, Rufus, Albert…

Muitos temas neste livro são abordados: infidelidade, homossexualismo, vinganças, guerra e inclusive a discrepância de vidas das classes sociais daquela época. Quem era rico, era muito rico, mas quem era pobre, se lascava em todos o sentidos, principalmente por ser um período em que houve muitos refugiados, especialmente os Irlandeses em cidades da Inglaterra (no caso do livro a cidade foi Bristol), dá pra sentir a latência de como era pobreza daquela época, ainda mais quando se tinha surtos de doenças como a cólera.

A autora conseguiu mostrar isso muito bem na personagem de Hope, colocando ela em várias situações durante a sua vida, chegando ao mínimo da pobreza, mas conseguindo se reerguer depois de muito sofrimento e nunca desistindo de um futuro melhor. Um pouco depois da metade do livro, a história de Hope entra em um período de guerra. A guerra da Crimeia (1853 à 1856) que realmente existiu e mesmo tendo alguns trechos um pouco cansativos nessa parte da história, não deixou de ser magnífica e impactante mesmo assim. Eu só acho que a autora poderia ter encurtado só um pouquinho essa parte e se focado mais nos detalhes da vida de Hope, o que não quer dizer que perdeu o brilho da história, muito pelo contrário, acho que foi o ponto ápice da superação de vida para Hope.

Para quem, como eu, gosta de romances históricos especialmente da era Vitoriana e quem vem cheio de desgraças, dramas, reviravoltas e contextos históricos, leia então este livro pois lhe garanto que não irá se arrepender, para mim foi uma ótima surpresa e terá 5/5 xícaras:

Juliana Esgalha

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