12 set, 2018

Livro: O Dia Seguinte

Hamburgo, 1946. Milhares de pessoas vagam, sem abrigo, pela região denominada Zona de Ocupação Britânica. Encarregado de supervisionar a reconstrução da cidade arruinada e de comandar a desnazificação do povo derrotado, o coronel Lewis Morgan requisita uma casa junto ao rio Elba, onde deverá viver com sua esposa enlutada pela morte do primogênito e o filho mais novo do casal, dos quais esteve distante mais de um ano.

Ao contrário do que se espera, porém, o oficial inglês não força os antigos proprietários alemães, um viúvo e sua filha, a abandonarem a casa: insiste em que as duas famílias dividam o mesmo espaço. Assim, nesse ambiente carregado de conflitos e tensões, personagens controversos cujas vidas emocionais são influenciadas pela política e pela história se revelam e tornam a possibilidade de uma reconciliação extremamente real.

Um livro emocionante e convincente, “O dia seguinte” mostra que as cinzas da guerra encobrem não apenas o certo e o errado, mas também a verdade e a mentira.

“O Dia Seguinte” é um livro que conta uma história através de um ponto de vista bem incomum sobre a Segunda Guerra a partir do prisma de quem esteve dos dois lados e que de alguma forma precisam conviver juntos, isso faz com que a leitura se torne envolvente justamente porque pondera questões de decência, culpa e perdão… Tudo isso em um mundo devastado com pessoas dizimadas pela guerra. É um livro com algumas reviravoltas que não são nada muito espetaculares assim como a carga dramática, mas ambas são muito honestas com o contexto e acho que foi esse o ponto positivo que me cativou mais neste livro.

“O Dia Seguinte” é um livro bonito e sensível, que não necessariamente se diferencia com grandes acontecimentos ou pontos altos, mas pelo fato de ser simples e acima de tudo verdadeiro, eu recomendo muito pra quem gosta de romances com histórias da Segunda Guerra. Vai ganhar 5/5 das xícaras:

“Nem sempre é possível julgar um livro pela capa, Ed. Algumas vezes… o mal dentro de alguém… está enterrado bem fundo.”

Juliana Esgalha

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