
Não há nada mais humano do que um coração partido. Na primavera de 1995, Nathaniel Cartwright perdeu tudo: foi demitido do cargo de jornalista em Washington, D.C., seus pais estão mortos e seu único irmão não quer saber dele. Sem nada a perder, ele retorna à cabana de verão da familia, nos arredores da cidadezinha montanhosa de Roseland, no Oregon, para tentar reencontrar seu rumo. A cabana deveria estar vazia. Mas não está. Lá dentro está um homem chamado Alex. E com ele, uma garotinha extraordinária de dez anos de idade que se autodenomina Artemis Darth Vader- e que não é exatamente o que aparenta ser. Logo fica claro que Nate precisa fazer uma escolha: permitir-se afogar nas memorias de seu passado ou lutar por um futuro que nunca imaginou ser possível. Porque a garota é especial. E forças – que desejam apenas controlá-la – estão recaindo sobre eles. Um romance de arrepiar do autor best-seller TJ Klune – um thriller sobrenatural que conta a história de uma garotinha extraordinária e seus dois protetores improváveis enquanto fogem de fanáticos e do governo.
Eu simplesmente AMO os livros do TJ Klune, amo. E esse foi mais um deles. TJ Klune escreve sobre pessoas que não cabem nos lugares que a sociedade preparou para elas. Os seus livros são sobre encontrar família onde não se espera. É sobre proteger quem não tem ninguém. E sobre a violência que o mundo reserva para quem é diferente. Em Os Ossos Sob Minha Pele, ele pega esta receita e torna-a mais sombria, mais urgente, mas sem perder a ternura que é a característica mais marcante de seus livros.
Nathaniel Cartwright perdeu tudo. O emprego em Washington, os pais, o contato com o irmão, o amigos. Regressa à cabana de verão da família, no Oregon, para se esconder do mundo. Mas a cabana não está vazia. Lá dentro encontra Alex, um homem que não esperava ver, e Artemis Darth Vader, uma menina de dez anos que não é bem o que parece. E Nate, que só queria desaparecer, vê-se subitamente no centro de uma fuga contra fanáticos, contra o governo, contra qualquer um que queira controlar a criança extraordinária que tem à sua frente.
Klune constrói uma história que é como um thriller, mas que tem o coração de um romance sobre famílias escolhidas. A relação entre Nate e Alex é feita de silêncios e de muitas hesitações, de dois homens que não sabem como confiar um no outro mas que são forçados a fazê-lo. E Artemis, a menina que não é humana, é a chave de tudo. Não apenas pela sua natureza especial, mas pela forma como obriga os dois adultos a confrontar aquilo que são.
O autor, como é habitual, escreve com uma mistura de humor e tristeza que é difícil de definir. Há momentos em que rimos. Há momentos em que o coração aperta e você sempre sai de seus livros um pouco diferente.
Klune, que é gay e escreve sobre personagens queer, sempre falou sobre a importância de mostrar que pessoas queer podem ser felizes, podem amar, podem ser aceitas e DEVEM ser respeitadas. E aqui, essa preocupação permanece: a família que Nate, Alex e Artemis constroem é imperfeita, é improvável. Mas é deles. E isso basta.
Esse livro mistura ação com emoção. Não há pausas. A fuga é constante. Mas a história está mesmo nas entrelinhas, nos diálogos e sentimos o peso do que está em jogo. Não é apenas a vida de Artemis. É a possibilidade de Nate e até mesmo Alex voltar a sentir que a vida vale a pena. Temos medo daquilo que não conhecemos e o final é incrível como em todos os livros que ele escreve. 5/5:







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