
Em uma pacata cidade no interior dos Estados Unidos, a celebração do Quatro de Julho toma um rumo sombrio quando duas adolescentes desaparecem misteriosamente. A oficial Emmy Clifton sabe que precisa agir rápido para salvá-las, afinal, em casos de sequestro de menores de idade, cada segundo conta. Mas, enquanto desvenda as pistas desse jogo aterrorizante, ela percebe que o caso não é tão simples quanto parece. Será que Emmy está preparada para encarar a verdade perturbadora que se esconde por trás dos segredos de North Falls?
De tirar o fôlego, Somos todos culpados marca um início brilhante para a nova série da autora best-seller Karin Slaughter. Este thriller psicológico nos mostra como até as pessoas mais próximas podem esconder segredos que levam a consequências mortais.
Essa autora tem uma porrada de livros escritos (que agora já quero ler todos), mas só agora que tive meu primeiro contato com um livro dela e acho que tenho uma nova escritora queridinha de thrillers. “Somos Todos Culpados é a mais nova série escrito por ela e acho que pra quem já conhece suas obras, dispensa apresentações
A história começa num cenário aparentemente tranquilo. North Falls, uma cidade pequena no interior dos Estados Unidos, onde toda a gente se conhece (ou pensa que conhece). Durante as celebrações do Quatro de Julho, duas adolescentes desaparecem. Emmy Clifton, oficial de polícia local, sabe que o tempo é crucial em casos como este. Cada minuto que passa pode ser a diferença entre salvar as raparigas ou encontrá-las mortas. Só que o caso, como seria de esperar, não é simples. E Slaughter, vai mostrando que por baixo da superfície pacata de North Falls há camadas e camadas de segredos — segredos que envolvem não apenas as vítimas, mas também aqueles que as procuram.
O que eu mais gostei desse livro é a forma como a autora equilibra a ação com a profundidade psicológica. Emmy não é uma heroína perfeita. Ela tem as suas próprias cicatrizes, as suas próprias dúvidas, e a sua investigação é também uma viagem para dentro de si própria. Não há respostas fáceis; ao contrário, o que mais surge são perguntas cada vez mais incomodas.
O ritmo é implacável e cada capítulo termina com um gancho que nos obriga a virar a página. A história mais pra frente tem um salto de 12 anos que é aí que coisas ficam ainda mais sérias. Como o título já diz, aqui se tem como a culpa é abordada na história. Não a culpa óbvia, a do criminoso, mas a culpa silenciosa que todos carregamos: o que não fizemos, o que achamos que sabemos, o que não vimos e o que não quisemos ver. E como essa culpa pode ser tão corrosiva como qualquer crime. O final é eletrizante e que já deixou um gancho pra uma próxima história que pelo que vi, será lançado em setembro desse ano.
Pra quem thrillers que não se contentam com o óbvio, este é o livro é um prato cheio. Vale lembrar que como todo livro desse gênero há violência e temas sensíveis, ok? 5/5:







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