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Livro: Somos todos culpados

julho 15, 2026

Em uma pacata cidade no interior dos Estados Unidos, a celebração do Quatro de Julho toma um rumo sombrio quando duas adolescentes desaparecem misteriosamente. A oficial Emmy Clifton sabe que precisa agir rápido para salvá-las, afinal, em casos de sequestro de menores de idade, cada segundo conta. Mas, enquanto desvenda as pistas desse jogo aterrorizante, ela percebe que o caso não é tão simples quanto parece. Será que Emmy está preparada para encarar a verdade perturbadora que se esconde por trás dos segredos de North Falls?

De tirar o fôlego, Somos todos culpados marca um início brilhante para a nova série da autora best-seller Karin Slaughter. Este thriller psicológico nos mostra como até as pessoas mais próximas podem esconder segredos que levam a consequências mortais.

Essa autora tem uma porrada de livros escritos (que agora já quero ler todos), mas só agora que tive meu primeiro contato com um livro dela e acho que tenho uma nova escritora queridinha de thrillers. “Somos Todos Culpados é a mais nova série escrito por ela e acho que pra quem já conhece suas obras, dispensa apresentações

A história começa num cenário aparentemente tranquilo. North Falls, uma cidade pequena no interior dos Estados Unidos, onde toda a gente se conhece (ou pensa que conhece). Durante as celebrações do Quatro de Julho, duas adolescentes desaparecem. Emmy Clifton, oficial de polícia local, sabe que o tempo é crucial em casos como este. Cada minuto que passa pode ser a diferença entre salvar as raparigas ou encontrá-las mortas. Só que o caso, como seria de esperar, não é simples. E Slaughter, vai mostrando que por baixo da superfície pacata de North Falls há camadas e camadas de segredos — segredos que envolvem não apenas as vítimas, mas também aqueles que as procuram.

O que eu mais gostei desse livro é a forma como a autora equilibra a ação com a profundidade psicológica. Emmy não é uma heroína perfeita. Ela tem as suas próprias cicatrizes, as suas próprias dúvidas, e a sua investigação é também uma viagem para dentro de si própria. Não há respostas fáceis; ao contrário, o que mais surge são perguntas cada vez mais incomodas.

O ritmo é implacável e cada capítulo termina com um gancho que nos obriga a virar a página. A história mais pra frente tem um salto de 12 anos que é aí que coisas ficam ainda mais sérias. Como o título já diz, aqui se tem como a culpa é abordada na história. Não a culpa óbvia, a do criminoso, mas a culpa silenciosa que todos carregamos: o que não fizemos, o que achamos que sabemos, o que não vimos e o que não quisemos ver. E como essa culpa pode ser tão corrosiva como qualquer crime. O final é eletrizante e que já deixou um gancho pra uma próxima história que pelo que vi, será lançado em setembro desse ano.

Pra quem thrillers que não se contentam com o óbvio, este é o livro é um prato cheio. Vale lembrar que como todo livro desse gênero há violência e temas sensíveis, ok? 5/5:

todos os livros, Thrillers

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Para Carl Jung, o tarot era um sistema de arquétip Para Carl Jung, o tarot era um sistema de arquétipos. Não uma ferramenta de adivinhação, mas um mapa do inconsciente. Para ele, as cartas são como projeções de padrões universais que habitam todos nós: a Mãe, o Pai, o Herói, a Sombra, a Transformação. Quando alguém tira uma carta, não está recebendo uma mensagem do futuro; mas sim num símbolo externo, um pedaço de si próprio que ainda não reconheceu.

Jung era um homem que acreditava que o acaso não existe. A isso, ele chamou de sincronicidade: aquilo que parece coincidência é, na verdade, a expressão de uma ordem mais profunda, uma ligação invisível entre o mundo interior e o exterior. E no tarot, a sincronicidade acontece o tempo todo: a carta que aparece é, muitas vezes, exatamente a que precisamos ver, mesmo que não ainda a gente não saiba que precisávamos dela.

Jung via o tarot como uma ponte. Não entre o visível e o invisível, mas entre o que sabemos de nós e o que ainda não sabemos. Por isso que o Tarot é uma ferramenta super poderosa de autoconhecimento, não de previsão. 

As cartas não revelam o que vai acontecer. Revelam o que já está a acontecendo dentro de nós — e que ainda não tivemos coragem de olhar.

É por isso que o tarot, hoje, tem tanto a ver com psicologia assim como com a espiritualidade. E talvez seja essa a maior herança de Jung: a ideia de que, no fundo, todas as cartas que tiramos são sempre, afinal, sobre nós.
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