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29 jan, 2019

Porto Viejo e Bocas del Toro – Costa Rica/Panamá

Bocas del Toro foi o nosso ultimo destino dessa viagem antes de voltar a Cidade do Panamá. Bocas é uma província do Panamá quase já com fronteira com a Costa Rica e fica do lado Atlântico. Nós saímos de Santa Teresa (me dá um nó na garganta de saudade só de lembrar) e voltamos a San Jose, dormimos uma noite lá e no outro dia bem cedo partimos primeiro para as praias de Puerto Viejo. Da capital costa riquenha até a Puerto Viejo de Talamanca (província de Limón, ou simplesmente Porto Viejo como todos conhecem) é mais ou menos unas 32 quilômetros e ficamos alguns dias lá conhecendo algumas praias: Cocles, Manzanillo, Cahuita, Punta Uva (minha preferida). O lado do Atlântico tem uma pegada mais caribenha, a cidade é mais agitada que o lado do Pacífico e a noite a vida noturna é mais presente com muitos bares e restaurantes, mas sem perder a preservação das praias e dos lugares e isso é ótimo!

Foram dias divertidíssimos de praias, tortillas e cerveja. Foi uma despedida a altura da Costa Rica:

Gente, parece que não, mas praia cansa. O calor é de derreter, a gente andava pra caramba e por opção mesmo porque a gente queria ir atravessando as praias e ir conhecendo tudo, ou seja, a pé é muito melhor. Acho que ficamos no total, com uma troca de hostel, 4 dias em Puerto Limón e aí fomos para Bocas del Toro que já é Panamá e nosso trajeto foi assim:

Ônibus até a fronteira: foi mais ou menos uns 50 minutos de viagem, aí desce na fronteira entre Costa Rica e Panamá que não tem nada com coisa alguma, é só pra passar de um país pro outro mesmo, então confere vacinas, carimba passaporte e você atravessa uma ponte enorme… A PÉ! Com sua mochila, mala, o que tiver… Eu me senti muito aventureira nessa parte porque era a gente, mais uma galerinha que chegou junto e os caminhões passando junto com a gente, assim… eu nem quis imaginar como deve ser chegar a noite ali (somos aventureiros, mas há limites) porque se eu não estou enganada a aduana começa as 8 da manhã e fecha as 18 horas, então tenha em mente que chegar a noite não é uma opção.

Bom, daí já dentro do Panamá começa a segunda parte da viagem pra chegar em Bocas del Toro e há duas opções: vans, táxis ou esperar o ônibus que leva até o porto. A van já estava lá, é um pouco mais barato que o táxi e escolhemos essa opção porque o ônibus é pinga pinga, então decidimos pela opção não absurdamente cara, porém mais rápida. Foi mais ou menos 1:10 de viagem, o motorista te deixa na porta das entradas pras lanchas, você compra o ticket de ida e volta (dica: já compre a volta, assim você não pega filas depois principalmente se for voltar no fim de semana = todo mundo) e aí fomos pra parte final do trajeto: de lancha.

Daí em diante o trecho durou mais ou menos uns 45 minutos e foi com o plus de ’emoção’ porque pegamos uma tempestade no meio do mar e eu que já estava super escolada com essa viagem de pega ônibus, barco, trilha, dorme na barraca, praia com mar muito bravo, atravessa aduana, picada de bicho (eu fui picada por todos os pernilongos habitantes desses dois países, sem contar as formigas e percevejo que pipocou meu corpo inteiro ahaha), essa foi a única parte da viagem que eu fiquei com medo. Mas deu tudo certo, chegamos sim com chuva, mas os outros dias foram todos de sol… E mais praias.

Bocas Del Toro também é um arquipélago, mas ficamos só em Isla Cólon porque não tínhamos mais muitos dias e também tinham as praias por ali muito legais pra conhecer.

A cidade é bem organizadinha, com coisas legais pra fazer e diversos restaurantes e bares super charmosos, feirinhas de artesanato e como pegamos uma épocas de festas – as Festas Pátrias que os Panamenhos chamam, Bocas estava até um pouco mais agitada, mas nada bagunçado. Foram dias incríveis com certeza.

07 dez, 2018

Indo do Panamá pra San Jose na Costa Rica

Vamos lá!
Existem 3 maneiras de ir da Cidade do Panamá para San Jose na Costa Rica: avião, carro ou ônibus. Como somos mochileiros roots ahahahahaha e pobres (essa é a real), escolhemos ir de ônibus da maneira mais louca pra se ganhar tempo e economizar dinheiro – cruzar o país direto, sem paradas. Existem duas empresas de ônibus que operam nessas viagens, nós escolhemos a Tica Bus (que por sinal vai até o México) e por ter sido a mais citada nas pesquisas que fiz dos blogs de viajantes pela internet, optamos pela Tica. Compramos os tickets no terminal de ônibus da Cidade do Panamá (estação Allbrook do metrô) e minha dica é: escolha o ultimo horário e viaje a noite – é mais tranquilo, a viagem é direta (não contando com a parte da aduana) e, pelo menos foi o que fiz – você vai dormindo todo o caminho.

Nos informamos antes se não teria problema cruzar a fronteira sem uns formulários de entrada e saída que eu tinha lido em alguns lugares que obrigatoriamente precisava deles, enfim, como a moça da Tica Bus nos garantiu que não teria nenhum problema de entrar sem esses formulários (eu vou chegar nesse ponto mais pra frente), nós compramos as passagens (40 dólares) para o ultimo horário – meia noite e partimos.

Pra dizer a verdade eu dormi todo o caminho até chegar na fronteira, então pra mim, a viagem passou relativamente rápida e isso me ajudou bastante principalmente pra chegar (mais) descansada (dentro dos parâmetros de “conforto” que é viajar de ônibus né), mas chegamos em Paso Canoas (na fronteira) bem cedinho, por volta de umas 7 horas manhã.

Chegar antes disso não adianta nada porque as fronteiras só abrem mesmo as 8 da manhã e aí essa foi a parte mais cansativa da viagem porque você precisa passar pelas duas aduanas: tanto a do Panamá como da Costa Rica. Nessa parte rola todo o processo de tirar todas as malas do ônibus, policial revistar, cachorro farejar as malas, fila pra pagar a taxa de saída, viajantes de um lado, locais do outro, compra um café (pra relaxar!), carimba passaportes, mostra a carteirinha de vacina, confere passaportes antes de entrar no ônibus de novo e tudo isso em duas aduanas. Demorou um pouquinho, mas tudo correu dentro da normalidade.

Sobre os tais formulários de entrada e saída na realidade eles não me pediram nada disso, mas se paga uma taxinha pra todos esses tramites de um país para o outro, porém é mais tranquilo do que eu pensava, pois você faz isso com um funcionário identificado assim que você desce do ônibus, ele mesmo preenche esses formulários e não é como eu achava que já teria que ter esses papéis em mãos. Ah, essa parte vale um adendo: Além do passaporte que pedem (claro!) há duas coisas importantes que você imprescindivelmente precisa ter em mãos:

– Comprovante do lugar que você vai se hospedar;
– Comprovante da volta, no caso era o nosso voo do Panamá pra São Paulo;
– Carteirinha comprovando a vacina da febre amarela; (na verdade isso foi a primeira coisa que me pediram antes mesmo do passaporte) e de verdade, sem isso você não consegue entrar em nenhum desses dois países.

Enfim, eis que depois de viajar a noite toda e passar por todo o processo de imigração, 16 HORAS DEPOIS (!) chegamos em San Jose. Definitivamente essa é a maneira mais econômica de se cruzar a fronteira e dependendo de como está montado o seu roteiro de lugares, é o que mais vale a pena fazer. E acreditem em mim: não é nenhum um bicho de sete cabeças. Achei até que seria mais cansativo pelo tempo em si de viagem, mas como dormi a maior parte do trajeto, não achei tão puxado assim (eu fico muito mais arrebentada em viagens de avião, dá pra acreditar?), na fronteira não tem jeito mesmo, o processo é um pouquinho mais demorado porque é óbvio que não tem só você pra cruzar de um país pro outro, então o que eu recomendo é relaxar e seguir o fluxo de tudo, compre um café quentinho, siga as instruções dos policiais aduaneiros que não tem erro nenhum.

E como eu e Ricardo somos dois loucos viajando e como chegamos cedo na capital da Costa Rica, nós já tínhamos planejado de San Jose já ir direto pra Cartago, uma cidade ao lado (mais uma hora e vinte de trem ahahaha), que queríamos muito conhecer e que vou contar sobre no próximo post dessa viagem.

28 nov, 2018

San Blás – Panamá

“E quanto a mim? Eu continuo acreditando em paraíso.
Mas pelo menos sei que não é um lugar que possa procurar.
Porque não é para onde vai, é como se sente por um instante na sua vida enquanto é parte de alguma coisa.
E se achar esse momento, ele pode durar para sempre.”

– Do filme “A Praia”

Se essa viagem tivesse resumida apenas em San Blás eu já teria voltado pra casa super feliz. O Arquipélago de San Blás é um conjunto de 365 ilhas (dá pra visitar uma ilha diferente por dia, durante o ano todo ehehehe) situadas frente a costa norte do Istmo, ao leste do Canal do Panamá. É uma reserva ambiental cuidada exclusivamente pelos índios Kuna, que formam parte da comarca Kuna Yala ao longo da costa caribenha do Panamá. Conhecer San Blás pra mim foi como se eu estivesse em um lugar à parte do mundo, acho que tive essa mesma sensação quando visitei o Deserto do Atacama (e disse a mesma coisa aqui), mas é incrível quando um lugar toma esse tipo de sentimento na gente.

No próprio hostel que ficamos no Panamá, havia uma moça que organizava passeios para San Blás, tanto passeios de um dia como pra ficar hospedado nas ilhas e já adianto de antemão: passeios de um dia não compensam, se você quer aproveitar MESMO, fique ao menos uns 3 dias em San Blás. Considero que de 3 à 5 dias seja suficiente, nós ficamos 4 dias. Eu já tinha pesquisado muito antes da viagem e escolhi ficarmos na Isla Franklin – por ser um pouco mais afastada, não receber tantos turistas e ser uma ilha bem linda. Fechamos o como chegar (já com a volta), e como a moça (esqueci o nome dela!) entrou em contato com a Isla Franklin avisando que chegaríamos, um barqueiro estaria nos esperando no porto.

Saímos as 5:15 da manhã da Cidade do Panamá, um motorista num 4×4 (mais pra frente explico o porquê) veio na porta do hostel nos buscar e o itinerário foi esse aqui: mais o menos uma hora e vinte de estrada, depois 1 parada de 10 minutos num posto para ir ao banheiro, comer algo e dalí ele pega uma outra estrada em anexo para começar a entrar na reserva. Desse ponto em diante é só curva, sobe, desce, terra e pirambeira (por isso do 4×4) e isso segue por mais uma hora de estrada. Chegando ao porto que nada mais é do que um barranco aonde param os barquinhos, há vários barqueiros de várias ilhas e isso parece meio bagunçado no começo (na verdade é um pouco mesmo rs), mas é só perguntar pela ilha que você vai ficar que todo mundo vai te indicando, como chegamos já com uma reserva, já tinha um índio nos esperando e aí foi mais uns 50 minutos de barco (por isso que eu acho que não compensa ir só para passar o dia, muito embora, tem ilhas mais próximas, mas o legal de San Blás é você ficar alguns dias).

Chegamos na Isla Franklin, quem nos recebeu foi o Pali, um dos Kuna Yala que é tipo o gerente da ilha, ele indicou aonde seria bom pra gente montar nossa barraca (SIM! Nós acampamos!!!), informou o horário das refeições e como funcionava as coisas na ilha. Por se tratar de um arquipélago de ilhas de uma reserva ambiental todo recurso é limitado: primeiro porque estamos numa ilha no meio do mar do Caribe e segundo que por ser uma reserva, é a preservação que conta mais. San Blás não tem hotéis e muito menos resorts, não existe luxo, é tudo bem rústico mesmo. As acomodações são cabanas de palha com colchão OU você pode levar a sua própria morada e acampar. A energia é (bem) racionada. Não tem água quente. O chuveiro é a água tratada do mar. Não tem televisão e muito menos internet. Mas posso falar? Foram dias de literalmente dentro do paraíso pra mim. Ficamos completamente OFF do mundo, completamente desligada de qualquer coisa que fosse do lado de fora de San Blás.

Nosso mundo nesses dias foram somente nessas ilhas e pra mim foi uma das coisas mais incríveis que já fiz pra mim. Tudo é bem rústico, bem simples e tudo aquilo de sempre dizermos que “não vivemos sem”, perde todo o sentido num lugar como esse. Tínhamos todas as noites um céu escandalosamente estrelado. Um mar azul a 2 dois passos da onde eu dormia que formava uma piscina infinita. Bichos aonde realmente devem estar: na natureza. Silêncio. Paz. Quietude.
A única coisa que eu me permiti levar foi meu Kindle porque ler um livro num lugar como esse, é praticamente uma obrigação. Fomos pra outras ilhas, uma delas era forrada de estrelas do mar, a outra tinha um barco naufragado que dava pra ir de snorkel até lá, desembarcamos em um banco de areia bem no meio do mar que não tinha nada em volta, a água batia na cintura e dava pra ver os pés de tão cristalina. Um mar tão, tão azul que chega a doer tão lindo, você andava 150/200 metros com água ainda na altura do peito e cheio de peixinhos em volta.

Tinha pouquíssimas pessoas na ilha com a gente, então, todo mundo se conheceu, fez amizade e toda a noite a gente se reunia pra tomar vinho e dar risadas. É inevitável que quando fui embora de lá não teve como sentir aquele aperto no coração, teria ficado muito mais se não tivesse ainda todo um roteiro a cumprir pela frente. É incrível como esses lugares são transformadores na vida da gente, San Blás é um lugar pra ir e nunca mais esquecer porque vai ficar cravado naquela parte do seu cérebro e no seu coração que você pode até um dia esquecer o seu nome, mas garanto que se pisar em San Blás jamais se esquecerá dali.

O tempo ali parece que passa diferente, as preocupações e queixas precisam ser deixadas de lado de fora pra você conseguir mergulhar com o coração e você realmente entende que não precisa de tanta coisa pra ser feliz. O menos é mais. Acho que quanto mais eu viajo, quanto mais eu piso nos lugares que estão longe da minha casa e da minha zona de conforto, mais eu vejo o quanto ainda tenho que explorar; seja no mundo ou até mesmo dentro de mim.

Ao mesmo tempo que eu conheço eu vejo que ainda tenho muito o que conhecer, porque eu ainda não vi nada, conhecer para poder viver esses lugares, para ter novas histórias, lições e aprendizados, pra sentir o quanto sou pequena e nunca se esquecer que o EGO não vale absolutamente nada nesse mundo egoísta que infelizmente a gente as vezes se acomoda tanto. Não é sobre o tanto de países no mundo você já visitou, é sobre estar de verdade em um lugar. ❤️

Dicas:
– Só entra em San Blás com passaporte.
– Leve um galão de água dependendo do tempo que irá ficar. Lá vende água, mas obviamente é mais caro. Leve alguns snacks também, tem todas as refeições na ilha, mas sempre bate uma fome fora de hora.
– O mínimo de roupa possível: se você puder deixar sua mala/mochilão aonde estiver hospedado na Cidade do Panamá e levar só uma mochilinha com o mínimo necessário, é melhor.
– Lanterna ehehehe principalmente se você vai ao banheiro no meio da noite.
– Papete funciona melhor que chinelo se você for passear em outras ilhas.
– Kindle. Fortemente. Kindle pra sempre! Leve um E-Book (livros molham e são mais pesados pra carregar, um e-book em viagens é infinitamente mais prático). É maravilhoso ler na beira da praia.
– Passeios para outras ilhas você paga à parte, quanto mais pessoas (no máximo 10), mais barato fica. Faça esses passeios ao menos uma vez.
– Faça amizades, é legal ter a turminha na ilha e fazer a piada “ei, vem pro lado divertido da ilha” ahahahahaha, nos dias em que ficamos tinha os argentinos, a colombiana e dois espanhóis, divertidíssimos.
– Assista todos os por do sol e nascer do sol também, acredite em mim: você vai sentir saudade disso quando estiver em casa, só não comece a bater palma porque ninguém vai te entender.
– Respeite a natureza, respeite todo tipo de forma de vida nesses lugares, por ex: não fique pegando estrela do mar só pra fazer a foto do seu instagram, dá pra fotografar sem precisar tocar. De nada.
– Não pense que você vai sofrer porque a água do chuveiro não é quente, porque não tem internet e nem tv, porque o chão da sua cabana é areia batida, porque as 9 da noite não tem mais nada de energia elétrica, quando você chegar lá e olhar em volta, vai perceber que realmente não precisa de nada disso (e não vai sentir falta).
– Vá com o coração aberto. MEU DEUS É SAN BLÁS. Não existe como não abrir o coração pra esse lugar tão maravilhoso.

19 nov, 2018

Mochilão: Cidade do Panamá

A Cidade do Panamá foi a primeira cidade que pisamos da América Central e claro, nosso primeiro país dessa parte do mundo também. Nosso voo foi à noite, então chegamos no Panamá bem cedinho, quando todo mundo ainda estava acordando. Eu vou contar toda a experiência e dicas da cidade nesse post porquê dividimos nossa estadia na cidade do Panamá em duas partes: duas noites quando chegamos (depois fomos direto para San Blás) e quando retornamos da Costa Rica pelo Atlântico, vindo por Bocas Del Toro, ficamos mais 3 noites e aí deu tempo de conhecer a cidade muito melhor.

A primeira coisa que se pensa quando se fala no Panamá é o chapéu panamenho ou o famoso Canal do Panamá (lindíssimo por sinal, mas só passamos por ele, não deu tempo de ir), mas a cidade vai muito além disso. A Cidade do Panamá é a conexão pra muita gente que viaja aos EUA (mais precisamente a Miami), está muito bem cotado com ótimos lugares para compras (justamente por ser uma zona franca), mas como eu disse: pelo menos para mim, a Cidade do Panamá vai muito além disso.

Dicas de restaurantes super badalados ou hotéis incríveis eu não tenho pra passar porque como bem sabem, eu e Rick viajamos no padrão mochileiros: com conforto, mas sem grandes luxos. Como o nosso roteiro principal foram as praias, deixamos todo e qualquer tipo de compras para o final, assim não precisamos carregar peso desnecessariamente no nosso mochilão. Tanto na ida, como na volta, nós ficamos no mesmo Hostel: O Hostel Mamallena – que tem uma ótima localização, quarto só para mim e o Rick, é pertinho de uma das linhas do metrô (que é uma linha só, mas já super facilita) e fica a 2k de Casco Viejo, que é a parte histórica da cidade e esse vale muito a pena conhecer tanto ao dia, como à noite. É bom pra passear, tomar uma cerveja, comprar souvenirs e conhecer toda a parte histórica que é bem lindinha. O único ponto negativo é o fluxo de carros que ficam circulando por Casco Viejo que tem as ruas mais estreitas, os taxistas são especialmente chatos porque buzinam (pra conseguir corridas) pra todas as pessoas que eles acham que tem potencial de turista e isso é um pouco irritante. O Uber é mais barato que táxi e uma boa opção, usamos algumas vezes, valeu a pena e dá pra usar de boas.

A parte modernosa da cidade fica justamente aonde se encontram os famosos arranha céus (não é à toa que a Cidade do Panamá é conhecida como a Dubai das Américas) e realmente é uma parte do Panamá muito bonita, há diversos restaurantes, bares, hotéis no meio daqueles arranhas todos que são incríveis, mas como nossa estadia do Panamá foi no começo de viagem e fim de viagem, de início, nós naturalmente ficamos comedidos com gastos (justamente porque teríamos muitos lugares para passar pela frente) e no final da viagem, já estávamos bem cansados pra fazer qualquer passeio no calor escaldante da cidade, então não fomos muito além do básico.

Panamá é quente. Muito quente, na verdade. E extremamente úmido. Todos os dias chove e sem hora marcada pra isso acontecer, de repente o dia está ensolarado, mas aí o tempo resolve fechar e chover. E CHOVE MESMO! Não que isso pra mim seja um incomodo, mas é bom ficar ligado no céu e acompanhar o clima por algum aplicativo de celular. Leve somente roupas leves e confortáveis. Ande sempre com uma garrafa d’água (acho que é a dica mais preciosa de todas) e carregue muito no protetor solar, principalmente se você for caminhar pela Cinta Costera que pra mim, foi o que eu mais gostei da cidade. Dá pra fazer tanto a pé ou de bike e vale fazer esse caminho à noite também, porque o visual da cidade toda iluminada é maravilhoso.

Outro lugar legal pra conhecer é o Causeway de Amador, que é um caminho que leva a 3 pequenas ilhas próximas da cidade do Panamá (não fomos a nenhuma dessa vez, mas é de lá que saem os ferrys para essas ilhas). Tem o museu da Biodiversidade, um Duty Free também, mas o gostoso mesmo é passear por esse caminho que tem umas vistas maravilhosas. Recomendo ir de bus e ir voltando a pé e de preferência faça isso na parte da manhã porque o calor é intenso.

Compras?
Pra quem ama compras, o Panamá é um prato cheio. Há muitos, muitos shoppings mesmo. Eu conheci dois deles, sendo que um era super fácil de chegar da onde estávamos hospedados. Então os dois que recomendo são: Albrook Mall que é o maior do Panamá (atenção mochileiros que estão nos arredores: tem um mercado imenso também ali dentro também) e o Multiplaza que é mais classudão e é aonde tem a loja da Victoria’s Secret (atenção meninas!) que vendem sutiãs e a linha completa de esporte da marca (a do Allbrook é mais basiquinha), mas há diversos outros shoppings para todos os gostos e bolsos, não me apeguei tanto nessa parte porque nossa pegada de viagem foi outra.

A moeda do Panamá é o Balboa que vale o mesmo que o dólar, mas dá pra usar o dólar por lá tranquilamente pois é o dinheiro de circulação em todo o país, o Balboa mesmo você só vai encontrar nas moedas e não em notas. O idioma é o espanhol e eu com o meu portunhol porco consegui me virar muito bem, então comunicação não será problema. O fuso horário é de duas horas atrás em relação a Brasília e nessa época do ano a cidade já está bem quente. Vocês perceberam que diversas vezes eu falo do calor na cidade não é? O calor pra mim não foi problema nessas férias, afinal de contas 90% dos lugares nós estávamos foram em praias, mas quando regressamos à Cidade do Panamá eu estranhei um pouquinho porque o clima é (bem) mais abafado que nas praias, então, estar preparado a isso é muito, muito importante. Mais uma vez: roupa leve, água e protetor – é sério, não esquece disso!

Próximo post provavelmente eu irei colocar a resenha de algum livro pra ir mesclando com os posts dessa viagem, mas na próxima parte eu falarei de San Blás que certamente para mim foi o lugar mais incrível de toda a América Central e que valeu cada pernada pra chegar até lá. Me aguardem.:)