05 abr, 2018

Fazendo as pazes com a corrida

Já tem um bom tempo que aos poucos, eu fui ficando relapsa com corridas. Não por abandono ao esporte em si como um todo, muito pelo contrário, porque eu faço bastante musculação, mas aos poucos fui dando uma desanimada e deixando a corrida de lado. Rick ao contrário de mim, está mais empenhado do que nunca, já fez um monte de meias maratonas e está inscrito pra sua primeira maratona em junho (que orgulhinho). Confesso que esse bichinho de fazer uma maratona ainda não me mordeu, mas também não quero deixar de correr, eu sou mais adepta das distâncias menores, mas mesmo fazendo algo que eu gosto, eu estava muito desanimada em correr e quando tentava voltar, eu não conseguia como queria e aí desanimava tudo de novo.

De um mês pra cá eu tenho me empenhado mais nisso, deixei um pouco a musculação de lado (embora faça minhas aulas de reforço religiosamente toda semana) e tenho me dedicado (muito) mais a correr. A corrida é muito prazerosa, mas ela é também é bem ingrata quando você desiste por um tempo dela, porque ao voltar, seu corpo precisa reaprender algumas coisas e se acostumar de volta com outras. Ela pode ser ingrata nesse sentido, mas com um pouco de persistência e mostrando que se está disposta a voltar, os laços vão se reatando.

Ontem eu tive certeza que eu e a corrida fizemos as pazes novamente. Não foi numa corrida de rua, não foi nenhum RP, nem uma distância considerável. Eu estava na esteira (coisa que eu não gosto), no final do dia, coloquei os fones no ouvido, sem me preocupar com tempo ou distância e comecei a correr. E aí tive aquela mesma sensação maravilhosa que há um tempo estava perdida: desligar a cabeça, acertar a respiração e só deixar o corpo ir. Esse é o MEU correr. Acho que isso é uma das coisas mais maravilhosas na corrida porque se assemelha muito com a meditação e pra mim nesse aspecto, é uma das coisas que mais me importa quando se fala nesse esporte.

Quando eu terminei o treino, eu estava roxa feito uma beterraba e dava pra me pegar e me torcer feito pano, mas eu estava tão bem, tão maravilhosamente louca de endorfina e tão LEVE que, acho que encontrei de volta exatamente aquilo o que eu estava procurando quando perdi. É, acho que finalmente fizemos as pazes. 🙂

Juliana Esgalha

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