
A vida impossível explora os limites do perdão, do luto, da amizade, e do que significa ser humano em um universo onde ninguém está, de fato, sozinho. Maurice tem 22 anos e está no último ano da faculdade de matemática, mas não consegue se concentrar nos estudos e tem achado difícil seguir com a vida. O mundo anda muito complicado, a humanidade parece estar a caminho da destruição, e isso tudo, somado à morte da mãe, à relação difícil com o pai, e ao término do namoro, faz com que ele se sinta nas trevas. Só o que precisa é de uma luz. Então manda um e-mail de desabafo para sua ex-professora de matemática da escola, Grace Winters, e a mensagem que recebe dela pode ser tudo de que precisa para sair das trevas. Grace Winters compartilha com ele um episódio incrível de sua vida, uma história que começa quando vivia num torpor permanente desde a morte do marido – seguida em pouco tempo pela perda do cachorro –, quando seus dias eram passados no sofá, vendo televisão ou lendo, e sua única companhia era a culpa persistente pela tragédia que havia se abatido sobre o filho, muitos anos antes. Então, no que parecia ser mais um dia entediante de uma vida aparentemente sem sentido, Grace recebe uma carta. Nela, descobre que herdou uma velha casa em Ibiza, deixada para ela por Christina, uma ex-professora de música da escola na qual Grace deu aula até se aposentar, com quem pouco conviveu e de quem não ouve falar há anos. Intrigada por esse mistério e sem nada a perder, Grace deixa sua cidadezinha na Inglaterra rumo à ilha espanhola, com uma passagem só de ida e a missão de descobrir como viveu, e morreu, Christina – além da razão de ter deixado a casa para ela, não para alguém mais próximo. E o que Grace encontra e descobre por lá é mais estranho do que jamais poderia ter imaginado. Entre as montanhas escarpadas e as praias deslumbrantes de Ibiza, Grace faz amizades improváveis que a conduzem numa jornada que desafia a imaginação. Seu raciocínio lógico é posto à prova e ela precisa deixar o ceticismo de lado para mergulhar de cabeça numa aventura capaz de tirá-la de seu torpor e de fazê-la enxergar a vida com outros olhos. Mas, antes, Grace tem de se perdoar, fazer as pazes com o passado e se permitir viver de verdade. O que, talvez não por caso, parece ser exatamente o que seu ex-aluno Maurice precisa fazer. Uma história sobre o poder dos recomeços, A vida impossível explora os limites do perdão, do luto, da amizade, e do que significa ser humano em um universo onde ninguém está, de fato, sozinho.
Do mesmo autor que escreveu “A Biblioteca da Meia Noite” neste romance a história começa com Maurice, um jovem estudante de matemática no último ano da faculdade, prestes a desabar. O mundo é pesado demais: a humanidade caminha para a destruição, a mãe morreu, o pai é uma figura distante e complicada, o namoro terminou. Maurice não vê saída. Num impulso desesperado, escreve um e-mail para Grace Winters, a sua antiga professora de matemática da escola, uma mulher de quem guarda poucas memórias mas a quem decide confiar o que já não consegue guardar sozinho.
Grace, agora aposentada e mergulhada no seu próprio torpor de perdas responde com algo inesperado: uma história. A história do verão em que herdou uma casa em Ibiza de uma colega de trabalho que mal conhecia. A história de como essa herança a levou a desvendar o mistério da vida e da morte de Christina, a antiga professora de música que ninguém parecia verdadeiramente conhecer. E a história de como, nesse processo, Grace encontrou algo que já não procurava: um motivo para continuar. A história tem sim seus momentos de reflexão e um tanto de fantasia de uma professora de matemática que sempre habituada a lidar com a lógica e de repente se viu obrigada a abrir e mente.
A amizade entre Grace e Christina, contada em flashbacks e em fragmentos, é um dos aspectos mais altos do livro. Duas mulheres solitárias, cada uma à sua maneira, que se encontram numa ilha onde ambas fugiram de algo. Uma delas parte cedo demais, deixando à outra a tarefa de compreender o que não foi dito. E é essa compreensão — essa escavação arqueológica de uma vida alheia — que acaba por salvar Grace da sua própria inércia. Embora a premissa seja realmente boa, eu achei o livro um tanto quanto cansativo, no sentido de que Grace dava muitas e muitas voltas para contar ou explicar algo que poderia ser menos prolixo e acho que por isso esse livro não me encantou como eu esperava. 3/5:







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