
Os Thrashers são o grupinho exclusivo da Escola New Helvetia. Todo mundo quer ser como eles. Jodi Dillon, porém, nunca quis fazer parte dessa panelinha. Julian, Lucy, Paige e o infame Zack Thrasher são ricos, sofisticados e adoram ser o centro das atenções. Jodi se sente deslocada, mas Zack é seu melhor amigo de infância, e ele insiste que ela é um deles – e ninguém recusa essa chance. Mas então Emily Mills, que queria mais do que tudo participar do grupo, morre. A partir daí, surgem boatos a respeito dos Thrashers – e o que eles fazem com as pessoas que não querem mais por perto. À medida que o diário de Emily vem à tona, a polícia faz cada vez mais perguntas e a imprensa fica descontrolada. Jodi então se vê cara a cara com uma decisão difícil: trair os amigos ou proteger o próprio futuro. Mensagens de texto sinistras começam a chegar. Clarões de luz inesperados perseguem o grupo pelas ruas. Jodi é atormentada por sonhos assustadores com Emily. E eventos perturbadores se transformam em uma série de acidentes que ameaçam a vida dos Thrashers. Uma coisa está bem clara: Emily ainda não se cansou deles.
Eu tinha visto a resenha desse livro no Instagram e me interessei demais porque a moça que estava resenhando disse que pra quem gostou de “Pequenas Grandes Mentiras” certamente também ia gostar desse livro.
Thriller young adult que mistura mistério, psicologia e até uma paranormalidade na história. O livro parte da premissa do grupo popular do ensino médio para a era das redes sociais e das amizades líquidas. O resultado é um livro viciante, perturbador e que se lê com a angústia de quem sabe que algo terrível está prestes a acontecer — e não pode fazer nada para evitar.
Jodi Dillon nunca quis fazer parte dos Thrashers. Ricos, bonitos e populares, eles dominam a escola New Helvetia com uma reputação que esconde algo mais obscuro. Julian, Lucy, Paige e o enigmático Zack Thrasher — sim, o apelido é também o sobrenome — são o grupo que todos admiram mas de longe. Jodi, no entanto, é amiga de infância de Zack, e ele insiste em mantê-la por perto. Relutantemente, ela aceita. Só que há um problema: Emily Mills também queria desesperadamente fazer parte dos Thrashers. Emily Mills morreu. E o diário que deixou para trás pode ser a chave para entender o que realmente aconteceu.
A narrativa é construída em dois tempos — o antes e o depois da morte de Emily (quem também tinha uma personalidade bem manipuladora), alternando entre a investigação policial e os eventos que levaram ao fatídico desfecho. A história também começa a tomar rumo puxado para o paranormal e isso, pra mim, deixou a história ainda mais instigante.
O grande babado deste livro está na forma como Julie Soto desconstrói a mito do “grupo perfeito”. Os Thrashers não são vilões. São adolescentes ricos e protegidos, sim, mas também personagens complexos, cada um com as suas feridas, os seus medos e a sua própria forma de lidar com o privilégio. Zack, em particular, é uma figura fascinante: incapaz de vermos se é herói ou vilão até muito tarde na narrativa. Jodi, a narradora, é a nossa âncora no meio do caos — deslocada, observadora, moralmente dividida entre a lealdade aos amigos e a necessidade de fazer justiça. O ritmo é acelerado, quase frenético nos últimos capítulos. As mensagens de texto anônimas, os clarões de luz na noite, os sonhos perturbadores de Jodi — tudo contribui para uma atmosfera de paranoia crescente, a autora sabe que o verdadeiro terror não está no sobrenatural, mas na possibilidade de que aqueles que nos rodeiam não sejam quem dizem ser. E que, às vezes, o preço da aceitação é mais alto do que estamos dispostos a pagar.
O final é amargo e justo, na medida em que a justiça pode ser. Não há vitórias fáceis nem redenções completas. Há apenas a verdade — ou uma versão dela — e o custo de a revelar. Realmente pra quem gostou de “Pequenas Grandes Mentiras” – que por sinal é um dos favoritos da minha vida, certamente também vai gostar de deste. 5/5:






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