
Depois de uma tempestade catastrófica, Cora sai de casa com Maia, sua filha de nove anos, para registrar o filho recém-nascido. Seu marido, Gordon, um respeitado médico na cidade, mas uma presença aterrorizante e controladora em casa, quer que o filho receba seu nome, mantendo assim a tradição de sua família. Mas, quando a funcionária do cartório pergunta a Cora que nome quer dar ao bebê, ela hesita…
Sete anos depois, o filho, que recebeu o nome de Bear a pedido da irmã, encara uma catástrofe muito mais terrível que a tempestade do dia anterior ao registro de seu nascimento. Ou será que ele se chama Julian, nome escolhido por Cora, convencida de que isso o libertaria de toda a ligação com o pai cruel? Ou, quem sabe, seu nome seja Gordon, tendo herdado do pai o nome e a brutalidade?
Esta é a história de Bear, Julian e Gordon, três versões de uma vida definida por uma simples escolha com todas as ramificações que ela pode desencadear. Esta é a história de uma família e de um amor capaz de perdurar apesar do que o destino reserva.
Com uma prosa elaborada, Os nomes explora as dolorosas reações em cadeia de uma decisão, os problemas que unem uma família e as possibilidades de tomar as rédeas da própria vida. Com sensibilidade e profundidade excepcionais, Florence Knapp nos envolve em uma história contada sob o prisma dos vários caminhos da vida, considerando quão singular é cada alternativa. Com uma estrutura brilhante, uma escrita instigante e uma enorme carga emocional, Os nomes já nasce um clássico moderno.
Esse livro foi super bem avaliado aqui no Brasil, diversos influencers literários que sigo falaram muito bem dele e agora é a minha vez de falar sobre.
A história começa com uma tempestade. Uma mãe no cartório. A filha de nove anos ao lado e o bebê no carrinho que será registrado um nome. O marido quer que o menino se chame Gordon. Como ele, como o pai dele, uma tradição. Quando a funcionária pergunta o nome, Cora hesita.
Um segundo. Só isso.
E esse segundo estica-se pelo livro inteiro.
A história desdobra-se em três caminhos. Bear, Julian e Gordon. Três nomes para o mesmo menino. Três vidas que podiam ter sido ou que foram ou que ainda vão ser. O que eu mais gostei é que a autora não escolhe por nós, mas ela nos deixa ver o que cada nome carrega.
O que doeu mais pra mim foi o amor. Parece estranho dizer isto, mas é verdade. Cora ama os filhos. Ama com aquela ferocidade que só quem é mãe conhece, mas só amor não basta. O amor não protege a ela, não protege os filhos. O amor não é um escudo, afinal. É apenas amor.
Há uma cena, perto do fim, que me partiu. Não é violenta, não é chocante. É apenas verdadeira. Dessas que acontecem em milhares de casas todos os dias e que ninguém vê. Acho que esse livro é muito mais sobre Cora do que os nomes que ela daria ao filho.
A escrita é densa que as vezes chega a ser sufocante. O final não é necessariamente um final feliz, se é isso que esperam, mas é um final possível.
Os Nomes fala sobre o que herdamos. Os nomes. Os medos. A violência. Fala sobre o que podemos, ainda assim, escolher. Mesmo quando tudo parece já estar escrito. Leiam. 5/5:







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