06 ago, 2019

Livro: Todas as Cores do Céu

“Aos dez anos, Mukta é forçada a seguir um ritual de sua casta, que, essencialmente, a torna uma prostituta. Para salvá-la deste horrível destino, um homem a resgata e lhe dá um lar. Tara, filha dele, cria um laço especial com a criança recém-chegada — um vínculo digno de irmãs. A amizade sofre um baque definitivo, entretanto, quando Mukta é sequestrada. Anos depois, vivendo nos Estados Unidos, Tara retorna à Índia para encontrar a amiga que, ao que tudo indica, foi submetida novamente à prostituição. Mas a extrema pobreza em Bombaim se mostra uma realidade mais difícil do que Tara consegue suportar. Relato emocionante e realista da Índia contemporânea, Todas as cores do céu mostra como o sistema de castas explora os mais fracos, e como o amor nos faz buscar a reparação para nossos atos mais horríveis, vencendo barreiras impenetráveis”.

Depois que eu terminei esse livro, mesmo a personagens serem uma obra de ficção, fiquei imaginando quantas Muktas existem na Índia ainda hoje. Todas as Cores do Céu é uma história impactante e como disse – mesmo se tratando de uma ficção – a história conta um lado da Índia que existe, mas que pouco se conhece. Primeiro que neste livro temos um choque de cultura que é completamente diferente da nossa o que deixa tudo ainda mais profundo fazendo com que entremos de cabeça na história. Segundo que os personagens são tão bem construídos que por muitos momentos você sente várias emoções contraditórias ao mesmo tempo: como amor, ganância, altruísmo, arrependimento, raiva, compaixão…

“A esperança é como um pássaro, quer se manter em movimento. Por mais que se tente aprisioná-la”

A história é narrada entre as duas personagens: Tara e Mukta e cada capítulo é intercalado entre as duas. Duas mulheres indianas com realidades de vida completamente diferentes uma da outra, mas ambas fortes à seu modo… Muito embora, por vezes eu tenha sentido muita raiva de Tara (não consegui perdoar o episódio do sequestro), mesmo sabendo do amor que ela sentia por Mukta. O mesmo aconteceu com o pai de Tara, mesmo sendo um personagem maravilhoso, achei que ele pecou em alguns momentos, mas não vou escrever mais pra não soltar nenhum spoiler.

As histórias se sobrepõem em certos momentos, mas isso não deixa o livro repetitivo pois a autora deixou tudo visceral quando contou a história pela perspectiva de cada personagem. Até as ultimas páginas não sabemos como irá se desenrolar o final o que deixa a história ainda mais emocionante.

5/5 xícaras:

Juliana Esgalha

Tags:

veja os posts relacionados

Deixe seu comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.