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Livro: A Senhora de Wildfell Hall

julho 25, 2019

“Filha mais nova da família Brontë, Anne era irmã de Emily Brontë, autora de O morro dos ventos uivantes, e de Charlotte Brontë, autora de Jane Eyre — livros clássicos e reeditados até hoje. Anne Brontë (1820-1849) desafia as convenções sociais do século XIX neste romance, A senhora de Wildfell Hall. A protagonista da obra quebra os paradigmas de seu tempo como uma mulher forte e independente, que passa a comandar a própria vida. Ao chegar à propriedade de Wildfell Hall, a Sra. Helen Graham gera especulação e comentários por parte dos vizinhos. O jovem fazendeiro Gilbert Markham, por sua vez, desperta um grande interesse pela moça e, aos poucos, vai criando uma amizade com ela e com seu filho. Porém, os segredos do passado da suposta viúva e seu comportamento arredio impedem que o sentimento nutrido pelos dois se concretize, fazendo com que Gilbert tenha dúvidas sobre a conduta da moça. Quando a Sra. Graham permite que ele leia seu diário a fim de esclarecer os fantasmas do passado, o rapaz compreende os tormentos enfrentados por aquela mulher e as razões de suas atitudes. Ela narra sua história até então, desde a relação com um marido alcoólatra e de conduta abominável até a decisão de abandonar tudo em nome da proteção do filho.”

Um clássico é um clássico. Anne Brontë – a caçula das irmãs Brontë. Caramba! Que escritora maravilhosa que ela foi. A menos comentada das irmãs Brontë, mas não a menos importante. Mas entendi porque ela teve uma notoriedade na literatura um pouco menor: Depois da morte de Anne, a Charlotte – sua irmã, que tinha todos os direitos das obras não deixou mais nenhuma reedição da Senhora Wildfell Hall ser feita. Charlotte considerava essa obra, segundo suas próprias palavras apesar das boas intenções da irmã “ligeiramente mórbidos” e foi um tabu e uma chuva de críticas na época que Anne escreveu esse livro. “A Senhora de Wildfell Hall” só voltou a circular depois que Charlotte morreu. É realmente um clássico incrível da Era Vitoriana, especialmente para os leitores (como eu!) que amam literatura inglesa. O prefácio que Anne deixou em “A Senhora de Wildfell Hall” é de arrepiar e um grande tapa na cara a sociedade daquela época.

“Meu propósito ao escrever as páginas seguintes não foi para divertir o leitor; tampouco satisfazer meu próprio gosto ou ganhar as boas graças da imprensa ou do público: meu desejo era relatar a verdade, pois a verdade sempre comunica sua própria moral para quem é capaz de absorvê-la”.

Não gostaria de ser acusado de supor que os atos do canalha infeliz e de seus companheiros dissolutos aqui apresentados retratam práticas comuns da sociedade: é um caso extremo, como achei que ninguém deixaria de perceber; mas sei que pessoas assim existem de fato e, se consegui advertir um só rapaz estouvado a não seguir seus passos, ou impedir uma única moça leviana de cometer o erro compreensível de minha heroína, então este livro não terá sido escrito em vão.(…)

(…)Todos os romances são, ou deveriam ser, escritos para os homens e as mulheres lerem, e não compreendo como um homem poderia se permitir escrever algo que seria realmente desonroso para uma mulher, ou por que uma mulher deveria ser repreendida por escrever algo que seria apropriado para um homem e digno dele.”

Leia todo o prefácio aqui na integra via Blog Editora Record

Sobre a história:

A narrativa é feita em primeira pessoa e alternada entre dois personagens: Gilbert e Hellen através de cartas e diário respectivamente. Hellen é uma personagem cheia de sentimentos e muito, muito religiosa – sempre muito consciente (até demais) sobre seus deveres perante as leis de Deus (a própria Anne Brontë também era muito religiosa). Gilbert é um homem do campo, impulsivo por muitas vezes e que se apaixona perdidamente por Hellen. Acontece que antes disso há a história de Hellen e Arthur Huntingdon ‒ um homem da alta sociedade que vive da herança do pai e de zero responsabilidades com qualquer coisa na vida. É um personagem libertino bem detestável do começo ao fim. Essa fase do casamento é contada através do diário de Hellen e é extremamente doloroso e pesado. Fiquei imaginando esse livro sendo lido naquela época pelas pessoas…

Não é a toa que esse livro foi considerado o primeiro romance feminista da Inglaterra. A Senhora de Wildfell Hall é sem dúvida a consagração de Anne Brontë e aqui temos mais uma irmã Brontë nos trazendo personagens femininas fortes e envoltas de histórias impactantes. Dentre os livros as irmãs, “O Morro dos Ventos Uivantes” ainda continua sendo o meu favorito, mas com certeza Anne entrou para a lista das minhas escritoras clássicas favoritas, igualmente com Emily e Charlotte. 5/5 das xícaras com louvor:

todos os livros, Irmãs Brontë

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Nada será como antes. Um ciclo de 9 anos se ence Nada será como antes. 

Um ciclo de 9 anos se encerra, estamos deixando 2025 como uma roupa que não nos serve mais. Um ciclo que acabou, mas a contagem reinicia. Não como um fim, mas como uma grande libertação — o último suspiro de uma era. O Ano 9 fecha portas, sela histórias, dissolve amarras, corta o que não serve mais. Limpa o terreno.

E então, o silêncio.

Desse silêncio fértil, nasce 2026: o Ano 1. Não é um simples recomeço. É um nascimento. A primeira respiração de um novo mundo. A semente que, depois de tanto tempo guardada na escuridão, sente o chamado da luz e rompe a terra com uma força crucial.
O Ano 1 é o ponto zero, é o instante após o grande fechamento, quando tudo está calmo, cru e possível. A energia agora não é de continuidade, mas de nascimento.

Não olhe para trás. O solo do ciclo passado já deu seus frutos. Virou composto. Nutriente, mas não morada. Sua energia agora é toda para a direção: para cima, para a luz. A raiz se fixa no novo agora. A semente se desfaz para se tornar planta. O Ano 1 pede desmontagem. Pedirá que você solte versões antigas, seguranças ilusórias. Pode ser desconfortável. Mas acredite, é necessário. Você não está quebrando. Está brotando.

Em 2026, ninguém verá a árvore majestosa. Talvez nem mesmo os primeiros brotos. Tudo acontecerá sob a terra, no invisível. Seu trabalho é desenvolver raízes fortes: autoconhecimento e intenção clara. O que vier depois será consequência.

E não ironicamente, 2026 rege a Roda da Fortuna no Tarot. A mensagem aqui, é clara e poderosa:

A Roda Gira: O ciclo passado acabou. Um novo destino se inicia.
Você no Centro: A Roda não gira à toa. Ela responde à sua vibração, às suas escolhas neste Ano 1. Você não é vítima do giro, é o eixo.
O destino é um campo aberto. A direção é sua.

2026 não será um ano para esperar o futuro. Será o ano para criá-lo, a partir do primeiro instante.
O 9 encerra e o 1 você RENASCE.

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