05 mar, 2018

Livro: Razão e Sensibilidade

Após a morte de Henry Dashwood, sua esposa e filhas – a sensata Elinor, a romântica Marianne e a jovem Margaret – veem-se empobrecidas e obrigadas a trocar sua confortável mansão por um pequeno chalé em Barton Park. Enquanto Elinor é controlada e cautelosa, Marianne demonstra abertamente seus sentimentos, recusando-se a adotar a conduta hipócrita que é esperada dela. As irmãs enfrentam grandes desafios em suas vidas amorosas e são forçadas a encontrar o equilíbrio entre razão e emoção antes de conquistarem o verdadeiro amor.

Razão e Sensibilidade é um livro que, assim como Orgulho e Preconceito, eu devorei muito rápido. Eu nunca imaginei que fosse ficar tão obcecada por Jane Austen e que em tão pouco tempo ela fosse se tornar uma das minhas escritoras mulheres preferidas ousando em ainda dizer que muito provavelmente, ela tirou o primeiro lugar de Marion Zimmer Bradley (das Brumas de Avalon) e agora está no topo da minha lista. Eu sou apaixonada por literatura inglesa, com a única exceção de não gostar de Harry Potter (okey, não me odeiem por isso) e não foi por falta de tentativas, mas eu realmente nunca gostei, em compensação Jane Austen é espetacular.

Jane Austen está muito mais irônica e crítica aos costumes dessa época em Razão e Sensibilidade. As protagonistas da história são Elinor e Marianne, duas irmãs super unidas, mas de personalidades completamente diferentes. Enquanto uma é a razão, a outra é completamente movida pela emoção. Razão a Sensibilidade é um livro que fala sobre decepções amorosas e casamentos feitos por dinheiro e não por amor – algo muito comum na sociedade inglesa aristocrática daquela época, algo que claramente também tem muitas críticas de Jane Austen durante o livro. Razão e Sensibilidade tem muiiiitos personagens: primas, tias, irmãos, amigos, pretendentes… Meus Deus. São muitos, mesmo assim não há como se perder na história porque todos eles são muito bem construídos e estão perfeitamente linkados com o desenrolar do contexto. Engraçado que são traços de personalidades que são muito encontrados no nosso mundo de hoje e é por coisas como essa que sempre digo que Jane Austen foi uma mulher muito a frente do seu tempo. Embora o final tenha me deixado satisfeita, eu achei que ela poderia ter se prolongando por um pouco mais e ter colocado ainda mais detalhes no final da história, achei que comparado ao livro, faltou o mesmo ritmo no final que foi muito rápido ao meu ver, mesmo assim é mais uma história única que foi maravilhosa pra mim do início ao fim.

Eu até ia dar uma pausa com Jane e ler agora algum outro livro que algum outro autor, mas estou muito animada pra ler Emma e esse foi o escolhido da vez. Vai receber 4 das 5 xícaras, justamente por esse final rápido demais, mesmo assim é uma história que recomendo muito, é encantadora.

Juliana Esgalha

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