Posts arquivados em Tag: Kristin Hannah

05 jun, 2019

Livro: Quando Você Voltar

“Como tantos casais, Michael e Jolene não resistiram às pressões do dia a dia e agora estão vendo seu relacionamento de doze anos desmoronar. Alheio à vida familiar, Michael está sempre mergulhado no trabalho, não dá atenção às duas filhas e não faz a mínima questão de apoiar a carreira militar da esposa. Então Jolene é convocada para a guerra.
Ela sabe que tem um dever a cumprir e, mesmo angustiada por se afastar de casa, deixa para o marido a missão de cuidar das meninas e segue para o Iraque. Essa experiência mudará para sempre a vida de toda a família, de uma forma que ninguém poderia prever.

No front, Jolene depara com a dura realidade e precisa, mais do que nunca, recorrer à sua força e inteligência para se tornar uma heroína em meio ao caos. Em suas mensagens para casa, ela retrata um mundo cor-de-rosa, minimizando os horrores que vivencia com o objetivo de proteger todos do sofrimento.

Mas toda guerra tem um preço, e ela acaba se vendo protagonista de uma tragédia. Agora Michael precisa encarar seus medos mais profundos e travar uma batalha em nome da família.”

Esse ano eu tô numa pegada forte de romancistas modernos do tipo Nora Roberts, Lucinda Riley, em breve vou ler algo de Nicholas Sparks pra ver se gosto e não posso deixar de citar a maravilhosa Kristin Hannah que suas histórias são sempre arrebatadoras. Ontem eu peguei “O Corcunda de Notre Dame” pra ler porque há muito tempo estava na minha lista e achei que esse era o momento certo pra um clássico. Mas por volta no quinto capítulo eu já estava gritando por socorro e infelizmente, esse grande clássico, não me prendeu.

Ele vai ficar na minha cabeceira pra eu persistir mais uma vez, mas não vou ficar presa a uma história quando existem tantas outras me esperando. Veja bem, eu amo clássicos, mas isso não quer dizer que todos irão me prender ou eu me apaixonar pela história e tá tudo bem porque, Victor Hugo pode não ser tão brilhante quanto uma Brontë é pra mim e isso não quer dizer que é melhor ou pior, mas ao meu gosto – não foi dessa vez.

Mas voltando aos meus romances da nossa época, esse foi um livro de Kristin Hannah que eu li em 3 dias. Isso porque viajamos no ultimo final de semana e tempo de sobra pra ler foi o que eu mais tive por esses dias. “Quando Você Voltar” é uma história impactante, posso dizer que esse é da lista de um dos melhores da autora e se você nunca leu nada dela, eu recomendo muito seus livros. Tem resenhas de vários aqui.

Jolene é uma personagem forte. Forte por personalidade e forte porque desde o começo, sua vida nunca se mostrou fácil. É uma história que fala sobre perdas, perdão, amor e traumas. Fala que você não precisa ser forte o tempo inteiro e que pedir ajuda não é um sinal de fragilidade, mas sim, de permitir aqueles que te amam poderem te ajudar também. Na história Jolene é casada com Michael (que o odiei por muitos momentos) e tem duas filhas: Lulu – que é um doce e Betsy a personagem que mais odiei, uma adolescente insuportável que apesar de também passar por vários problemas, a sua crueldade sempre me irritava. Na segunda parte do livro a história se passa com Michael continuando a sua vida e cuidando das crianças e Jolene indo para a Guerra do Iraque (ela é piloto de helicóptero) e é nesse ponto que a história toma a forma dos dramas pra compor essa narrativa. É um livro profundamente tocante, impossível de não se sensibilizar, eu acho que Kristin Hannah consegue dramatizar um tema com maestria, sem precisar usar os clichês ou forçar alguma coisa, ela sabe usar as palavras certas pra te tocar bem no fundo e suas histórias sempre são um grande ensinamento. Leitura mais que recomendada 5/5 xícaras:

09 maio, 2019

Livro: O Caminho Para Casa

Durante 18 anos, Jude pôs as necessidades dos filhos em primeiro lugar, e o resultado disso é que seus gêmeos, Mia e Zach, são adolescentes felizes. Quando Lexi começa a estudar no mesmo colégio que eles, ninguém em Pine Island é mais receptivo que Jude. Lexi, uma menina com um passado de sofrimento, criada em lares adotivos temporários, rapidamente se torna a melhor amiga de Mia. E, quando Zach se apaixona por ela, os três se tornam companheiros inseparáveis.
Jude sempre fez o possível para que os filhos não se metessem em encrenca, mas o último ano do ensino médio, com suas festas e descobertas, é uma verdadeira provação. Toda vez que Mia e Zach saem de casa, ela não consegue deixar de se preocupar.
Em uma noite de verão, seus piores pesadelos se concretizam. Uma decisão muda seus destinos, e cada um deles terá que enfrentar as consequências – e encontrar um jeito de esquecer ou coragem para perdoar.
O caminho para casa aborda questões profundas sobre maternidade, identidade, amor e perdão. Comovente, transmite com perfeição e delicadeza tanto a dor da perda quanto o poder da esperança. Uma história inesquecível sobre a capacidade de cura do coração, a importância da família e a coragem necessária para perdoar as pessoas que amamos.

Eu vou dizer uma coisa pra vocês: pra quem ama um dramalhão, daqueles dramas mesmo bem contados, eu recomendo muito os livros de Kristin Hannah porque essa mulher foi um achado pra mim, só teve um livro dela que eu não gostei tanto como queria e ainda acho que em parte por culpa minha por ter “lido errado”, mas Kristin Hannah de fato é uma escritora que foi uma feliz descoberta para mim, justamente por amar esse tipo de gênero.

O Caminho Para Casa é um livro que fala sobre perdas e o perdão. É uma história forte que com a narrativa da autora, você não consegue largar o livro. Drama dos bons. Jude é a mãe super protetora de Mia e Zach que são gêmeos e como todos gêmeos – apesar de personalidades bem diferentes, são super ligados daquela maneira que só os gêmeos são. Após a chegada de Lexi – uma garota órfã que já foi devolvida de diversos lares, Mia e Lexi se tornam quase que instantaneamente melhores amigas e pouco tempo depois Lexi e Zach começam a namorar, juntos, eles formam um trio inseparável até que numa noite de verão uma tragédia acontece e aí eu não vou contar mais pra não correr o risco de ficar soltando spoilers.

“Em um mar de lamentação, havia ilhas de bençãos, instantes no tempo que nos lembravam do que ainda tínhamos, em vez de tudo o que tínhamos perdido.”

Este é um livro que conta uma história sobre a dor da perda, do luto, o perdão, a amizade e do amor. Dizendo assim parece até mais uma daquelas histórias que é “mais do mesmo”, mas como eu sempre faço questão de dizer aqui – Kristin Hannah tem o dom de transformar um assunto cotidiano numa grande história, não é a toa que ela entrou pra minha lista de escritoras preferidas desde O Rouxinol. 5/5 xícaras:

09 abr, 2019

Livro: A Grande Solidão

Alasca, 1974. Imprevisível. Implacável. Indomável. Para uma família em crise, o último teste de sobrevivência.
Atormentado desde que voltou da Guerra do Vietnã, Ernt Allbright decide se mudar com a família para um local isolado no Alasca. Sua esposa, Cora, é capaz de fazer qualquer coisa pelo homem que ama, inclusive segui-lo até o desconhecido. A filha de 13 anos, Leni, também quer acreditar que a nova terra trará um futuro melhor.
Num primeiro momento, o Alasca parece ser a resposta para tudo. Ali, os longos dias ensolarados e a generosidade dos habitantes locais compensam o despreparo dos Allbrights e os recursos cada vez mais escassos. Porém, o Alasca não transforma as pessoas, ele apenas revela sua essência. E Ernt precisa enfrentar a escuridão de sua alma, ainda mais sombria que o inverno rigoroso. Em sua pequena cabana coberta de neve, com noites que duram 18 horas, Leni e a mãe percebem a terrível verdade: as ameaças do lado de fora são muito menos assustadoras que o perigo dentro de casa.
A Grande Solidão é um retrato da fragilidade e da resistência humana. Uma bela e tocante história sobre amor e perda, sobre o instinto de sobrevivência e o aspecto selvagem que habita tanto o homem quanto a natureza

Excelente história. Eu gostei tanto desse livro. Depois do Jardim de Inverno que não me ganhou muito, Kristin Hannah mais uma vez me surpreendeu positivamente com suas histórias. Ela faz uma descrição impecável do Alasca e do modo de vida das pessoas que vivem lá. Selvagem, pra dizer o mínimo. O Alasca é um lugar que te transforma. Os personagens são ótimos, todos complexamente muito bem construídos, especialmente Leni. Aliás são três pessoas – Ernt, Cora e Leni. Pai, mãe e filha. Esses são os principais personagens dessa narrativa, uma família que após se mudar de tantos lugares depois da volta do pai mudado no pós a guerra, eles tentam ser uma família normal dessa vez no Alasca. A história não tem um tema fácil de digerir porque trata de relacionamentos abusivos, agressão… Mas também há amor de verdade, felicidade, amadurecimento, resiliência. Eu recomendo muito porque Kristin Hannah tem uma maneira incrível de arrancar o melhor de histórias triviais. 5/5 xícaras:

“Para nós poucos, os vigorosos, os fortes, os sonhadores, o Alasca é nosso lar, sempre e para sempre, a canção que você escuta quando o mundo está imóvel e silencioso. Ou você é selvagem e indomável e pertence a este lugar, ou não.”

05 fev, 2019

Livro: Jardim de Inverno

“Meredith e Nina Whiston são tão diferentes quanto duas irmãs podem ser. Uma ficou em casa para cuidar dos filhos e da família. A outra seguiu seus sonhos e viajou o mundo para tornar-se uma fotojornalista famosa. No entanto, com a doença de seu amado pai, as irmãs encontram-se novamente, agora ao lado de sua fria mãe, Anya, que, mesmo nesta situação, não consegue oferecer qualquer conforto às filhas. A verdade é que Anya tem um motivo muito forte para ser assim distante: uma comovente história de amor que se estende por mais de 65 anos entre a gelada Leningrado da Segunda Guerra e o não menos frio Alasca. Para cumprir uma promessa ao pai em seu leito de morte, as irmãs Whiston deverão se esforçar e fazer com que a mãe lhes conte esta extraordinária história. Meredith e Nina vão, finalmente, conhecer o passado secreto de sua mãe e descobrir uma verdade tão terrível que abalará o alicerce de sua família… E mudará tudo o que elas pensam que são.”

Em algum post de livros que escrevi aqui, eu havia comentado o quanto adoro os livros de Kristin Hannah, ela é uma ótima escritora, daquelas que te envolve com a história do começo ao fim, mas preciso ser franca em dizer que não foi o que aconteceu com esse livro, muito embora ele tenha ótimas resenhas tanto no GoodReads como no Skoob. Eu demorei pra terminar e a história, apesar de muito boa, teve uma narrativa que não me prendeu. A história gira em torno de 3 personagens: uma mãe e duas filhas e que são completamente diferentes uma da outra – até aí bem legal, porque gosto de histórias assim, porém a história vai se mesclando com a história do passado da mãe – fria e muito distante das filhas e que é contada como um conto de fadas e isso não me rendeu, não me animou pra continuar o que é uma pena porque eu estava com bastante expectivas sobre essa história. Talvez não era ainda o momento de ler essa história, vai saber. Livros são muito pessoais e cada um tem uma impressão diferente, né?

De qualquer forma eu recomendo a leitura do Jardim porque, veja bem, ele não é ruim, só não me prendeu mesmo e pode ser que com você seja diferente. Outros livros de Kristin Hannah que recomendo muito: “O Rouxinol” e “As Cores da Vida.”

Jardim de Inverno vai ganhar só 3 das 5 xícaras:

04 dez, 2018

Livro: As Cores da Vida

Esse foi um dos livros que li durante a viagem:

Uma arrebatadora história sobre irmãs, rivalidade, perdão e, em última análise, o que significa ser uma família. As irmãs Winona, Aurora e Vivi Ann perderam a mãe cedo e foram criadas por um pai frio e distante. Por isso, o amor que elas conhecem vem do laço que criaram entre si. Embora tenham personalidades bastante diferentes, na verdade são inseparáveis. Winona, a mais velha e porto seguro das irmãs, nunca se sentiu em casa no rancho da família e sabe que não tem as qualidades que o pai valoriza. Mas, sendo a melhor advogada da cidade, ela está determinada a lhe provar seu valor. Aurora, a irmã do meio, é a pacificadora. Ela acalma as tensões familiares e se desdobra pela felicidade de todos – ainda que esconda os próprios problemas. E Vivi Ann é a estrela entre as três. Linda e sonhadora, tem o coração grande e indomável e é adorada por todos. Parece que em sua vida tudo dá certo. Até que um forasteiro chega à cidade… Então tudo muda. De uma hora para a outra, a lealdade que as irmãs sempre deram por certa é posta à prova. E quando segredos dolorosos são revelados e um crime abala a cidade, elas se veem em lados opostos da mesma verdade.

Esse é o segundo livro de Kristin Hannah que eu leio, o primeiro foi O Rouxinol e gostei tanto da história que este segundo livro também não me decepcionou em nada e agora eu decidi que vou ler todos dessa autora. As Cores da Vida é um livro intenso e comovente, acredito que essa seja uma das principais características de Kristin Hannah porque ela sabe como transformar “algo normal” numa grande história e te prender do começo ao fim com isso. A história dessas 3 irmãs eu achei muito forte, são 3 personalidades completamente distintas e nos identificamos um pouquinho com cada uma delas. Você sabe que tudo vai mudar a partir do momento que um dos personagens (Dallas) entra no meio da história e aí a narrativa toda um rumo bem peculiar.

As cores da vida trata de laços familiares e relações humanas. Amor, perdão, resiliência, mágoa, rivalidade, amizade. É uma história romântica, que a autora explora todas essas nuances de sentimentos de uma maneira arrebatadora e mágica. Eu amo a forma de escrever de Kristin Hannah, é por isso que quero ler os outros livros dela, porque até agora suas histórias superaram minhas expectativas. Leitura mais que recomendada, levou 5/5 xícaras:

13 dez, 2016

Livro: O Rouxinol

Esse é mais um daqueles livros que eu devorei muito rápido e que eu não poderia deixar de fazer uma resenha aqui. Particularmente eu gosto muito das histórias que são contadas no período da Segunda Guerra (eu acho que já disse isso aqui no blog) e esse me surpreendeu muito.

Sinopse:

“No amor descobrimos quem queremos ser. Na guerra descobrimos quem somos.”

França, 1939:

“No pequeno vilarejo de Carriveau, Vianne Mauriac se despede do marido, que ruma para o fronte. Ela não acredita que os nazistas invadirão o país, mas logo chegam hordas de soldados em marcha, caravanas de caminhões e tanques, aviões que escurecem os céus e despejam bombas sobre inocentes. Quando o país é tomado, um oficial das tropas de Hitler requisita a casa de Vianne, e ela e a filha são forçadas a conviver com o inimigo ou perder tudo. De repente, todos os seus movimentos passam a ser vigiados e Vianne é obrigada a fazer escolhas impossíveis, uma após a outra, e colaborar com os invasores para manter sua família viva.

Isabelle, irmã de Vianne, é uma garota contestadora que leva a vida com o furor e a paixão típicos da juventude. Enquanto milhares de parisienses fogem dos terrores da guerra, ela se apaixona por um guerrilheiro e decide se juntar à Resistência, arriscando a vida para salvar os outros e libertar seu país. Seguindo a trajetória dessas duas grandes mulheres e revelando um lado esquecido da História, O Rouxinol é uma narrativa sensível que celebra o espírito humano e a força das mulheres que travaram batalhas diárias longe do fronte.

Separadas pelas circunstâncias, divergentes em seus ideais e distanciadas por suas experiências, as duas irmãs têm um tortuoso destino em comum: proteger aqueles que amam em meio à devastação da guerra – e talvez pagar um preço inimaginável por seus atos de heroísmo.”

A história conta como foi a vida de duas irmãs Vianne e Isabelle na Segunda Guerra Mundial, ambas com personalidades e vidas completamente distintas mas com algo em comum: tentando sobreviver ao horrores da guerra com as doenças, os invernos implacáveis e a fome severa. O grande destaque deste livro são as mulheres e sua coragem.

“Feridas cicatrizam. O amor perdura. Nós continuamos.”

A história se passa na guerra do inicio ao fim, em uma narrativa em terceira pessoa intercalada entre as duas principais personagens e com outra em primeira pessoa feita por uma Vianne no pós guerra, muitos anos depois. O que de forma alguma quebra o ritmo da história, ao contrário, instiga mais ainda a curiosidade de quem está lendo. O final é ainda mais emocionante e surpreendente, me prendi na história do começo ao fim. O mais legal ainda é que descobri que teremos uma adaptação pro cinema feita pela TriStar Pictures e mesmo que a gente saiba que os livros sempre (ou quase sempre) são melhores que os filmes, eu tenho certeza que será surpreendente nas telas também. Vai ganhar as 4 xícaras de café, entrou pra minha lista dos preferidos.

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